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CAF - Estrategia país Brasil 2024-2026

Banco de Desarrollo de América Latina

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Detalles

Título
CAF - Estrategia país Brasil 2024-2026
Autor
Banco de Desarrollo de América Latina
Categoría
Infralegal
Área del derecho
Cumplimiento
Año
2024

24 2620

ESTRATÉGIA PAÍSBRASIL24

2620 ESTRATÉGIAPAÍSBRASIL O banco verde e o banco do crescimento sustentável e inclusivo.Esta publicação foi impressa em papel Earth Pact, produzido na Colômbia. Um papel 100 % feito de fibra de cana-de-açúcar, matéria-prima natural, renovável, reciclável e 100% biodegradável. Este documento contém informações relacionadas à estratégia nacional da CAF , em vigor a partir de janeiro 2024. Sua publicação e distribuição foram previamente acordadas com as contrapartes governamentais correspondentes. O conteúdo deste documento foi preparado de acordo com a Política de Acesso à Informação e Transparência Institucional dO CAFbanco de desenvolvimento da América Latina e Caribe, disponível em www.caf.com. Para mais informações, escreva para transparencia@caf.com.1 Resumo | Pág. 9 3 CAF no Brasil | Pág. 27 2 Estrutura Analítica | Pág. 15 4 Estratégia Brasil 2024-2026 | Pág. 33 5 Referências | Pág. 55 Índice Prólogo | Pág. 4ESTRATÉGIA PAÍS_ BRASIL 2024 / 2026 4 |O trabalho do CAF no país está alinhado às diretrizes estabelecidas pelo Governo em seu Plano Nacional, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e equilibrado. Com base em sua experiência e conhecimento técnico, o CAF identifica oportunidades-chave para abordar de forma estratégica os principais desafios de desenvolvimento, contribuindo assim para o

e equilibrado. Com base em sua experiência e conhecimento técnico, o CAF identifica oportunidades-chave para abordar de forma estratégica os principais desafios de desenvolvimento, contribuindo assim para o cumprimento das metas nacionais e o bem-estar da população. O CAF tornou-se o banco dos municípios brasileiros, uma experiência bem-sucedida que está se replicando em governos subnacionais de outros países da região. Com o objetivo de apoiar os setores soberano e não soberano e ampliar seu alcance, o CAF conta com dois escritórios no país. A partir de Brasília, o banco atende as relações com o Governo Federal e as entidades subnacionais, bem como as operações de crédito soberano, cooperação técnica e linhas e produtos não soberanos voltados para o Brasil. Em São Paulo, está sediada nossa vice-presidência de Setor Privado, responsável pelas operações não soberanas de todos os países membros do CAF . A criação deste segundo escritório ocorreu em 2022, em decorrência da mais recente capitalização do banco, a maior da nossa história, no valor de US$ 7 bilhões. O Brasil é uma verdadeira potência para os venture capitals e um cenário propício para a criação de novos produtos que atendam uma demanda em rápida evolução. Nesse contexto, destaca-se a relação com o setor bancário, tanto de desenvolvimento quanto comercial, devido ao papel que desempenha como catalisador e difusor de recursos. Além da relação tradicional com o setor bancário, continuamos ajustando nossas ações

bancário, tanto de desenvolvimento quanto comercial, devido ao papel que desempenha como catalisador e difusor de recursos. Além da relação tradicional com o setor bancário, continuamos ajustando nossas ações para alcançar outros atores-chave do ecossistema de desenvolvimento – como pequenos municípios, pequenas e médias empresas (PMEs), organizações sociais, entre outros. O setor energético é outro segmento em plena evolução. Com planos concretos, políticas e investimentos, a matriz energética do país está Prólogo O Brasil tornou-se parceiro do CAF em 2007. Ao longo desses 18 anos, construímos uma sólida relação marcada pela confiança, visão de futuro, apoio oportuno e disponibilização de recursos financeiros cada vez mais robustos para enfrentar os desafios relacionados ao desenvolvimento, sustentabilidade e redução de desigualdades. | 5avançando positivamente, apoiando a luta contra as mudanças climáticas e a constituição de um mercado energético robusto. O CAF tem apoiado a busca por alternativas para financiar a transformação da matriz energética. Também estamos impulsionando o powershoring e os esforços para promover a integração energética em escala regional. Em termos de transição digital, o CAF busca oferecer produtos de crédito para o desenvolvimento de cidades inteligentes. O desafio será expandi-las para todo o país, especialmente para as regiões mais desfavorecidas. O Brasil também está se consolidando como um impulsionador da integração digital regional, com um grande mercado que atrai investimentos benéficos

será expandi-las para todo o país, especialmente para as regiões mais desfavorecidas. O Brasil também está se consolidando como um impulsionador da integração digital regional, com um grande mercado que atrai investimentos benéficos para toda a região. O Brasil é um dos países parceiros que mais se beneficiaram da relação com o CAF . Ao final de 2024, nossa carteira no país superava os US$ 3,2 bilhões, representando um crescimento superior a 75% em relação ao período de 2018 a 2023. Mantemos com o Brasil um diálogo colaborativo e fluido. O resultado é um conjunto de iniciativas e ações concretas de apoio às políticas públicas, à institucionalidade e às linhas de ação nos planos nacional e internacional, promovidas pelo Governo Federal. Este trabalho também possui uma dimensão internacional. O Brasil é um ator global de primeira ordem, e as causas do Sul Global encontram no país uma voz potente. As ações contra as mudanças climáticas, a luta contra a pobreza, o combate à fome e os esforços para a conservação da biodiversidade são temas que queremos continuar impulsionando juntos. A semente dos ODS, plantada na Rio+20, continua a orientar o caminho global rumo ao desenvolvimento sustentável. No CAF , reconhecemos e exaltamos a importância do protagonismo do Brasil em espaços como o G20, Mercosul e COPs. Nesses cenários de relevância global, encontramos um espaço institucional para elevar a voz da região. Durante a Cúpula do MERCOSUL, realizada no Rio de Janeiro, o CAF

Mercosul e COPs. Nesses cenários de relevância global, encontramos um espaço institucional para elevar a voz da região. Durante a Cúpula do MERCOSUL, realizada no Rio de Janeiro, o CAF anunciou um aporte de US$ 3 bilhões para a iniciativa Rotas para a Integração da América do Sul, em parceria com BNDES, BID e Fonplata. Adicionalmente, em outubro de 2024, o CAF tornou-se a primeira instituição financeira multilateral a apoiar a proposta do Brasil de criar a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Materializar uma integração regional profunda, eficaz e duradoura faz parte da estratégia corporativa do CAF . Esse objetivo encontra no Brasil um eixo imprescindível. Continuaremos trabalhando para promover a integração por meio da infraestrutura, cultura, troca de experiências e fortalecimento institucional. O Brasil é um gigante regional com importância geoestratégica global – uma nação que pensa e age em grande escala. Essa realidade ESTRATÉGIA PAÍS_ BRASIL 2024 / 2026 6 |sustenta nossa Estratégia Brasil 2026, uma ambiciosa e realista rota de ação com impacto de longo prazo. Se o Brasil vai bem, a América Latina e o Caribe também vão bem. A Estratégia CAF-Brasil 2026 resume oportunidades relevantes para a atuação do banco nos próximos anos, implementadas em interação fluida com o Governo Federal, entidades subnacionais, atores governamentais e nãogovernamentais e o setor privado.

resume oportunidades relevantes para a atuação do banco nos próximos anos, implementadas em interação fluida com o Governo Federal, entidades subnacionais, atores governamentais e nãogovernamentais e o setor privado. Os esforços se concentrarão em áreas como a melhoria da produtividade, aceleração do ritmo de convergência do desenvolvimento entre regiões, transformação digital em cidades, e instalação e operação de serviços eficientes e acessíveis para todos. O trabalho também focará na consolidação de nossa identidade como banco das cidades e no desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Adicionalmente, a transição energética justa e inclusiva; a aceleração de processos liderados pelo Brasil ligados à integração física, energética, digital, comercial e logística na América Latina e Caribe; e a redução de desigualdades sociais herdadas. Realizaremos isso por meio de pilares como cidades resilientes, Amazônia, energia limpa, integração, e inclusão e igualdade. Trata-se de um trabalho que nos entusiasma e abre novas perspectivas para a ação institucional. Com ativos superiores a US$ 57 bilhões e 22 países membros, o CAF caminha para se tornar o banco de desenvolvimento com maior cobertura geográfica na região. Somos um parceiro oportuno e flexível, pronto para continuar oferecendo financiamento robusto e inovador. Sergio Díaz-Granados Presidente Executivo do CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe

região. Somos um parceiro oportuno e flexível, pronto para continuar oferecendo financiamento robusto e inovador. Sergio Díaz-Granados Presidente Executivo do CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe | 7PrólogoESTRATÉGIA PAÍS_ BRASIL 2024 / 2026 8 |RESUMO Com uma área de 8.510.418 km², dos quais 7.200 km se encontram na costa atlântica; fronteiras compartilhadas com todas as nações do subcontinente, exceto Equador e Chile; e uma população de 212.586.750 pessoas, o Brasil é um gigante americano com importância geoestratégica global. 1 | 9ResumoComposto por 5.572 municípios e 27 unidades federativas, o país é uma das maiores federações do planeta, onde 85% da população vive em áreas urbanas, criando ambientes favoráveis para investimentos, acesso a serviços de qualidade e desenvolvimento. Metade do PIB do Brasil é gerada por 82 cidades (~1,5% do total de municípios). As cidades brasileiras de médio porte, em geral, caracterizam-se pela confluência de iniciativas públicas e privadas, capitais nacionais e internacionais, criando condições propícias ao desenvolvimento, ainda que avançar no ritmo desejado exija ações decididas para superar as lacunas existentes entre aglomerados humanos, cidades, estados e regiões. O Brasil está segmentado em cinco regiões administrativas: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Essas regiões

existentes entre aglomerados humanos, cidades, estados e regiões. O Brasil está segmentado em cinco regiões administrativas: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Essas regiões apresentam ritmos de crescimento e produtividade distintos, sendo as mais desenvolvidas no Sul e Sudeste, e as menos no Norte e Nordeste. O CentroOeste, por sua vez, cresce a taxas intermediárias, embora com tendência à aceleração. O dualismo Norte-Sul, em que o eixo Sul avança rapidamente rumo à urbanização, prosperidade e bemestar da população, enquanto o Norte apresenta um progresso lento e difícil, reflete-se em marcadas desigualdades socioeconômicas e índices de pobreza diferenciados. Uma das razões para o atraso relativo da região Norte está ligada ao fato de ela ser ocupada, quase em sua totalidade, pelo bioma amazônico. Reconhecida por seu valor bioestratégico único, a Amazônia é um imenso sumidouro de carbono, lar de centenas de milhares de espécies de fauna e flora, além de um importante reservatório de água doce. Essas características fazem da região um patrimônio bioestratégico de um planeta que exige veementemente a conservação e restauração da Amazônia diante do iminente aquecimento global e suas consequências desastrosas. A equalização da produtividade e do desenvolvimento entre as regiões exigirá a equiparação do PIB e a melhoria da qualidade do gasto público. Isso será alcançado por meio de planos, projetos e

consequências desastrosas. A equalização da produtividade e do desenvolvimento entre as regiões exigirá a equiparação do PIB e a melhoria da qualidade do gasto público. Isso será alcançado por meio de planos, projetos e ações que permitam aproveitar as condições intrínsecas dos territórios em benefício próprio, respeitando os limites impostos pela preservação dos recursos bioestratégicos de cada região, para atender às necessidades diferenciadas das populações em diferentes ambientes. Nesse sentido, a aceleração do crescimento da infraestrutura será fundamental, pois o acesso ampliado e melhorado da população a serviços de saúde, habitação, educação, mobilidade, entre outros, depende dela. O Brasil destaca-se por seu ecossistema financeiro, bancário, institucional privado, acadêmico, corporativo, digital e empreendedor altamente desenvolvido. Trata-se de uma espécie de "powerhouse", onde inovação, unicórnios, startups, conhecimento e, consequentemente, venture capital e outros produtos e serviços financeiros têm se combinado, gerando uma revolução em andamento que está assumindo proporções inesperadas, superando outros players regionais e globais. Isso torna o país um território fértil para promover a transformação digital e tecnológica, alcançando uma cidadania ampliada, com serviços e produtos mais eficientes, diferenciados e de melhor qualidade. Nesse sentido, o CAF apresenta uma oferta inovadora em termos de transformação digital e cidades inteligentes, com importantes perspectivas de diversificação e crescimento. Também investe em

diferenciados e de melhor qualidade. Nesse sentido, o CAF apresenta uma oferta inovadora em termos de transformação digital e cidades inteligentes, com importantes perspectivas de diversificação e crescimento. Também investe em infraestrutura digital vinculada à prestação de serviços de saúde, educação, entre outros. Além disso, suas operações incluem produtos financeiros e não financeiros, créditos soberanos, quase soberanos e não soberanos, bem como investimentos patrimoniais focados nessa e em outras áreas relacionadas à inovação. ESTRATÉGIA PAÍS_ BRASIL 2024 / 2026 10 |Os bancos privados e, sobretudo, a banca pública de desenvolvimento – BNDES, BRDE, BDMG, BNB, etc. – tornaram-se aliados-chave do CAF para expandir suas operações no país, diversificar os produtos oferecidos e alcançar maior capilaridade, chegando assim a milhares de novos empreendimentos e beneficiários, incluindo municípios sem acesso ao crédito internacional, PMEs, mulheres empreendedoras, projetos verdes e iniciativas voltadas à transformação da matriz energética, sustentabilidade, startups, entre outros. Reconhecendo essas realidades e buscando fortalecer as operações não soberanas de forma a gerar um impacto mais amplo no desenvolvimento, o CAF decidiu instalar a sede de sua VicePresidência de Setor Privado no coração financeiro do Brasil e da região, a cidade de São Paulo. O Brasil é muito mais do que um jogador regional. É um líder que representa e defende as causas do Sul Global, colocando na agenda

Presidência de Setor Privado no coração financeiro do Brasil e da região, a cidade de São Paulo. O Brasil é muito mais do que um jogador regional. É um líder que representa e defende as causas do Sul Global, colocando na agenda planetária iniciativas relevantes como o combate à fome, pobreza e mudanças climáticas; a transição energética justa; a igualdade de gênero; a aceleração da marcha rumo ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); e a redução da desigualdade digital, entre outras. Com suas ações e posições, o Brasil contribui ativamente para construir um futuro mais inclusivo para todas as pessoas, tanto do Norte quanto do Sul, incluindo aquelas que há muito tempo foram invisibilizadas por um desenvolvimento desigual e insustentável. A agenda internacional do Brasil, impulsionada pelo governo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, possui notáveis sinergias com a estratégia vigente do CAF . Por isso, o banco tem apoiado uma infinidade de esforços liderados por esse país em grandes fóruns mundiais como o G20 e a COP , voltados ao alcance de objetivos comuns, tais como: a aceleração da integração da América Latina e Caribe, a luta contra a desigualdade, a discriminação e a exclusão; a reforma do sistema financeiro internacional e o desenvolvimento sustentável da região amazônica. Ao mesmo tempo, fiel às suas origens e vocação integracionista, o CAF apoia ativamente iniciativas lideradas pelo Brasil que buscam acelerar

do sistema financeiro internacional e o desenvolvimento sustentável da região amazônica. Ao mesmo tempo, fiel às suas origens e vocação integracionista, o CAF apoia ativamente iniciativas lideradas pelo Brasil que buscam acelerar os processos de convergência e colaboração regional em prol do alcance de objetivos comuns. É o caso do “Consenso de Brasília”, do programa “Rotas para a Integração” e outros similares promovidos no âmbito do Mercosul, CELAC, CARICOM, entre outros. Na mesma linha, o CAF promove parcerias sinérgicas e inovadoras focadas na aceleração do desenvolvimento regional com outros bancos e atores, como o NDB, FONPLATA, BNDES, BID e AIIB. | 11ResumoA melhoria da produtividade, especialmente no Norte e Nordeste, e a aceleração do ritmo de convergência do desenvolvimento entre regiões; A aceleração dos processos de transformação digital nas cidades e a instalação e funcionamento de serviços eficientes e acessíveis para todas as pessoas; A consolidação da marca “Banco das Cidades”; O desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal; A transição energética justa e inclusiva; A aceleração de processos liderados pelo Brasil, ligados à integração física, energética, digital, comercial, logística, etc., na América Latina e no Caribe; e A redução de desigualdades sociais e brechas históricas. Nesse contexto, nasce a Estratégia CAF/Brasil 2024-2026, que resume oportunidades relevantes para a ação do banco nos próximos anos,

A redução de desigualdades sociais e brechas históricas. Nesse contexto, nasce a Estratégia CAF/Brasil 2024-2026, que resume oportunidades relevantes para a ação do banco nos próximos anos, implementadas no marco de uma interação fluida com o governo federal, entidades subnacionais, atores governamentais e não governamentais, o setor privado, entre outros, por meio de contribuições voltadas para: Com a implementação de sua nova Estratégia Brasil 2026, o CAF pretende continuar avançando por meio de programas, projetos e iniciativas que alcancem grande parte do território nacional, com maior ênfase nas regiões que necessitam de reforços especiais. Para isso, o CAF está ampliando sua rede de vínculos, por meio de novas e renovadas parcerias com todos os níveis de governo – federal, estadual e municipal –, bem como com atores relevantes – bancos de desenvolvimento regionais e extrarregionais, bancos comerciais, organizações governamentais e não governamentais, academia, organismos internacionais, entre outros. Além disso, o banco dispõe de uma variada gama de produtos inovadores e criativos, alinhados com a Estratégia Corporativa CAF 20222026 e com o plano de governo do presidente Lula. A conquista dos objetivos propostos exige redobrar esforços, ações e investimentos no país. Por essa razão, o banco projeta que sua carteira no território dobrará até 2030. Essas projeções são consistentes com o crescimento experimentado pelas operações do CAF nos últimos cinco

investimentos no país. Por essa razão, o banco projeta que sua carteira no território dobrará até 2030. Essas projeções são consistentes com o crescimento experimentado pelas operações do CAF nos últimos cinco anos, que somavam US$ 3 bilhões até o final de 2023. Para abordar esses objetivos, foram definidos cinco pilares ou eixos que constituem as bases sobre as quais essa Estratégia País foi elaborada. ESTRATÉGIA PAÍS_ BRASIL 2024 / 2026 12 |A primeira apresenta o marco analítico que serviu de base para a elaboração da Estratégia. Melhorar o ambiente produtivo dos territórios urbanos para fomentar o desenvolvimento econômico sustentável, inclusivo e adaptadas às mudanças climáticas. Fortalecer a infraestrutura para concretizar a transição energética e a reativação econômica. Potencializar a integração física, digital e energética com países do entorno para posicionar o Brasil como eixo do desenvolvimento econômico da sub-região sul-americana. Apoiar o desenho e a implementação de políticas públicas para inclusão, igualdade racial e de gênero. #cidades resilientes #energia-limpa#integração #inclusão e igualdade Facilitar a infraestrutura sustentável na Amazônia brasileira para aumentar a produtividade verde, fortalecer as comunidades locais e contribuir para a proteção e conservação da biodiversidade e melhoria da qualidade ambiental. #Amazônia Estratégia País Brasil

a produtividade verde, fortalecer as comunidades locais e contribuir para a proteção e conservação da biodiversidade e melhoria da qualidade ambiental. #Amazônia Estratégia País Brasil 2024-2026 A segunda refere-se à atuação do CAF no Brasil durante os últimos quatro anos. Finalmente, a terceira seção descreve os pontos críticos desta Estratégia e as principais linhas de ação em cada um dos seus eixos programáticos. Este documento está organizado em três seções. | 13ResumoESTRATÉGIA PAÍS_ BRASIL 2024 / 2026 14 |2 ESTRUTURA ANALÍTICA | 15Estrutura AnalíticaO Brasil possui o quinto maior território do mundo e ocupa o sexto lugar em população. O clima subtropical em toda sua extensão permite a ocupação humana permanente e o desenvolvimento econômico de todas as suas regiões. Seu território abriga a maior biodiversidade do planeta. Apenas na região amazônica residem cerca de 30 milhões de espécies animais e 56% das florestas úmidas do mundo. Estas armazenam entre 90.000 e 140.000 bilhões de toneladas de carbono (180 T/ha). A Amazônia Legal compreende 210 milhões de hectares de áreas protegidas. Seu patrimônio bioestratégico posicionou o país no centro do debate mundial sobre medidas de proteção ambiental e crescimento sustentável. Essa situação condiciona as políticas internas de expansão da fronteira agrícola. Os recursos possuídos pelo Brasil

bioestratégico posicionou o país no centro do debate mundial sobre medidas de proteção ambiental e crescimento sustentável. Essa situação condiciona as políticas internas de expansão da fronteira agrícola. Os recursos possuídos pelo Brasil têm sido a alavanca ativadora do crescimento econômico desde os tempos coloniais. Durante cinco séculos, a economia brasileira esteve ligada à produção agropecuária e mineral. A exceção foi o período Breve cronologia econômica de 1968 a 1973 (ditadura militar), quando as políticas de proteção e promoção da indústria nacional desencadearam um rápido crescimento econômico, rompendo, temporariamente, a dependência de matérias-primas. O reverso das políticas aplicadas manifestou-se em distorções que acabaram minando a sustentabilidade financeira da República. Os anos 1980 transcorreram em meio a turbulências econômicas - hiperinflação, moratória da dívida pública, baixo crescimento - e mudanças políticas relevantes - transição do autoritarismo para a democracia. Em 1994, o país chegou a um ponto de ruptura com a introdução de reformas estruturais que estabeleceram metas de inflação, câmbio flexível e responsabilidade fiscal. A primeira década do novo século foi marcada pelos altos preços das commodities. O chamado "superciclo" trouxe consigo crescimento e uma notável melhoria do perfil redistributivo da política fiscal brasileira, o que impactou positivamente na redução das desigualdades sociais. O Brasil possui o quinto maior

commodities. O chamado "superciclo" trouxe consigo crescimento e uma notável melhoria do perfil redistributivo da política fiscal brasileira, o que impactou positivamente na redução das desigualdades sociais. O Brasil possui o quinto maior território do mundo e ocupa o sexto lugar em população. O clima subtropical em toda sua extensão permite a ocupação humana permanente e o desenvolvimento econômico de todas as suas regiões. ESTRATÉGIA PAÍS_ BRASIL 2024 / 2026 16 |O impacto da COVID-19 em sua economia foi menor do que o sofrido por outras nações, devido à amplitude das medidas adotadas, que permitiram mitigar os impactos da crise e favorecer o crescimento econômico em 2021. Gráfico 1. Crescimento econômico nas últimas décadas (variação anual, % do PIB) Fonte: IBGE 199819881983197819731968196319581953 2013 202320181993 2003 2008 14 10 6 2 -2 -6 A pandemia adicionou novos desafios ao cenário existente. O Brasil foi um dos países com significativo número de infectados e mortos. No entanto, o impacto da COVID-19 em sua economia foi menor do que o sofrido por outras nações, devido à amplitude das medidas adotadas, que permitiram mitigar os impactos da crise e favorecer o crescimento econômico em 2021. Em 2023, teve início um novo período institucional. O governo

amplitude das medidas adotadas, que permitiram mitigar os impactos da crise e favorecer o crescimento econômico em 2021. Em 2023, teve início um novo período institucional. O governo presidido por Luiz Inácio Lula da Silva avançou com um novo arcabouço fiscal para reestabelecer os equilíbrios desajustados por conta da pandemia. Assim, foi apresentado o programa Regime Fiscal Sustentável, com o propósito de aumentar os gastos públicos em matéria social sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Este estabelece uma taxa de crescimento real do gasto público primário sujeito ao comportamento das receitas fiscais, embora limitado a uma margem que estabelece um piso de 0,6% e um máximo de 2,5% ao ano. Com esta iniciativa, o governo demonstrou uma visão pragmática sobre a política econômica, que influenciou na melhora da classificação atribuída pela Fitch (de BBpara BB) e DBRS Morningstar (de BB low para BB), bem como na elevação da classificação de risco da S&P Ratings (de BBpara BB). | 17Estrutura AnalíticaA economia brasileira teve um crescimento inferior ao seu potencial, capacidades e recursos nas últimas décadas. Do ponto de vista do PIB per capita, o Brasil é uma economia de renda média, que varia entre US$ 6.000 e US$ 12.000 anuais nas últimas quatro décadas. A falta de transição para níveis de renda mais elevados tem retardado o processo de catching

é uma economia de renda média, que varia entre US$ 6.000 e US$ 12.000 anuais nas últimas quatro décadas. A falta de transição para níveis de renda mais elevados tem retardado o processo de catching up produtivo com economias desenvolvidas. A convergência do PIB per capita brasileiro em relação às economias líderes em tecnologia, tem sido igualmente irregular. Em 1950, a renda per capita nacional correspondia a 17,3% da americana. Nos anos seguintes, conseguiu estabelecer uma Décadas de crescimento econômico moderado devido à baixa produtividade dinâmica convergente que elevou essa renda para 37,3% em 1980. Esse ritmo evolutivo se moderou e, eventualmente, reverteu. A partir de 2000, o super ciclo das commodities possibilitou voltar à taxa de 23,1%, que se manteve. A produtividade laboral industrial estagnou nas últimas décadas, enquanto a produtividade no setor de serviços tem se aproximado da registrada nas atividades industriais e superado a agropecuária. Isso explica o direcionamento de recursos produtivos (emprego) para o setor de serviços. Por outro lado, a produtividade por trabalhador no setor agropecuário cresceu à medida que a fronteira agrícola se expandiu para o cultivo de oleaginosas, graças à incorporação de tecnologias.

ESTRATÉGIA PAÍS_ BRASIL 2024 / 2026 18 |Gráfico 2.

PIB per capita Brasil vs. USA (preços ajustados pela

à incorporação de tecnologias.

ESTRATÉGIA PAÍS_ BRASIL 2024 / 2026 18 |Gráfico 2.

PIB per capita Brasil vs. USA (preços ajustados pela PPC de 2017) Fonte: Cálculos próprios do PWT, preços de 2017 ajustados à PPC 40,0 % 30,0 % 20,0 % 10,0 % 0,0 % 17.3 % 23,1 % A convergência do PIB per capita brasileiro em relação às economias líderes em tecnologia, tem sido igualmente irregular. Em 1950, a renda per capita nacional correspondia a 17,3% da americana. | 19Estrutura AnalíticaAs disparidades de acesso ao crescimento econômico nas regiões brasileiras têm reflexo no desenvolvimento e na qualidade de vida de suas comunidades. Assimetrias e desigualdades regionais Os modestos níveis de renda per capita, juntamente com baixos investimentos e capacidades estatais reduzidas, têm impactado negativamente a prestação de serviços públicos recebidos pelos cidadãos das regiões Norte e Nordeste. As regiões também têm mostrado uma diminuição no índice de Gini nas últimas duas décadas. No entanto, isso não tem gerado uma redução das disparidades entre as regiões. Dados históricos mostram que a Região Sul apresenta o coeficiente mais baixo, enquanto o Nordeste e o Norte têm os índices mais altos. Em escala regional, o índice de pobreza multidimensional do Norte e do Nordeste ultrapassou o 20% em 2015, o que representou mais de

mais baixo, enquanto o Nordeste e o Norte têm os índices mais altos. Em escala regional, o índice de pobreza multidimensional do Norte e do Nordeste ultrapassou o 20% em 2015, o que representou mais de quatro vezes as taxas observadas na Região Sudeste e na Região Sul. A redução da pobreza multidimensional está ligada ao acesso ao sistema educativo e ao aumento dos anos de escolarização. A diferença no número de anos de escolaridade entre o Norte e o Nordeste em relação às regiões Sul e Sudeste permaneceu estável. Em ambos os casos, observa-se um maior nível de escolaridade diretamente ligado à redução dos índices de pobreza multidimensional. No entanto, apesar desse aumento nos anos de escolaridade, as regiões Norte e Nordeste mantêm taxas mais baixas do que as do Sul. A melhoria na qualidade do sistema educacional e a expansão da mão de obra qualificada têm contribuído significativamente para a diminuição dos retornos à escolaridade nos últimos anos. O Brasil avançou nas últimas duas décadas no acesso à educação em todos os níveis. No entanto, importantes desafios de universalização ainda persistem. O crescimento pro-pobre também tem contribuído para a redução das desigualdades. Entre 2002 e 2019, o rendimento real per capita dos lares estratificados nos três primeiros decis da população esteve duas vezes acima da média nacional e três vezes superior ao decil

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