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CSJ - SC1727-2016

Corte Suprema de Justicia

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Detalles

Título
CSJ - SC1727-2016
Autor
Corte Suprema de Justicia
Categoría
Jurisprudencia
Área del derecho
Civil
Año
2016

3 ( 4 ' - 3 ^ ^

REPÚBLICA DE COLOMBIA

CORTE SUPREMA DE JUSTICIA

SALA DE CASACIÓN CIVIL ARIEL SALAZAR RAMÍREZ zyxvutsrqponmljihgfedcbaYVUTSRPONMLJIGFEDCBA M a gis tra d o Pon en te se 1727-2016

Exp.: 1 IDO1-0203-000-2004-01022-00

(Aprobado en sesión de veinticuatro de febrero de dos m il quince) Bogotá D.C., qu in ce (15) d e febrero d e d o s m i l dieciséis (2016). Se resu elve e l recu rs o extr a or d in a r io d e revisión q u e formuló e l D istrito d e C a r ta gen a d e India s c o n tr a las s en ten cia s dictadas e l 3 0 d e n oviem b r e d e 1 9 8 7 y e l 3 1 d e m a r zo d e 1 9 8 9 por e l J u zg a d o S exto Civil d e l C ircu ito d e C a r ta gen a y l a S a la Civil d e es e D istrito Ju d icia l, respectiva mente, qu e d ecla r a r on l a p erten en cia d e A n ib a l O lier B u e n o sob re u n b ien in m u eb l e, p o r prescripción a d qu is itiva d e d om in io.

I. ANTECEDENTES

A. La pretensión C o n f u n d a m e n to e n l a ca u s a l séptima cons a gra da e n e l

artículo 3 8 0 d e l Código d e Procedimiento Civil, e l r ecu r r en te pretende s e decrete l a n u l id a d d e todo l o a ctu a do e n e l proceso Radicación n° 11001-0203-000-2004-01022-00 qu e es objeto d e la revisión, toda vez qu e el a u to a dmis orio n o s e notificó a los representantes d e l a Nación, siendo qu e e l litigio recayó sobre u n b ien de propiedad del Estado. zyxvutsrqponmljihgfedcbaZXVUTSRPONMLJIGFEDCBA

B. Los hechos

1. E l 1 3 d e ju n io d e 1983 Aníbal Olier B u e n o presentó d e m a n d a de pertenencia con tra indetermina dos, con el fin de que se declarara qu e ganó por prescripción adqu isitiva e l d omin io d e u n in m u eb le ubicado e n e l corregimiento d e L a B oqu illa, e n el distrito de Cartagena.

2. L a d e m a n d a s e notificó media nte edicto emplazatorio, da do que e n e l certificado d e tradición y libertad del predio n o figuraban titulares de derecho de dominio.

3. E n fallo d e 3 0 d e noviemb re d e 1987 e l Ju zga d o Sexto Civil del C ircu ito d e C artagena declaró qu e el in mu eb le pertenece al d ema n d a n te, qu ien lo ganó por prescripción adquisitiva.

4. M edia nte sentencia d e 3 1 d e ma r zo d e 1989, el Tr ib u n a l S u perior del D istrito Ju dicia l d e C artagena confirmó la decisión, al resolver el grado ju risdiccional de consu lta.

5. E n ju lio d e 2 0 0 2 , e l director d e l D ep a r ta men to Adminis tra tivo d e l Medio Amb ien te d e l D istrito d e C artagena presentó u n a acción d e tu tela contra las providencias señaladas, por considerar que s e configuró u n a via d e hecho, pu es e l in mu eb le qu e se dio e n usucapión es de d omin io público y, por lo tamto, es imprescriptible.

6. L a Corte S u p r e m a de Ju s ticia negó el a m p a r o en a m b a s instancias, e n fallos d e 2 2 d e agosto y 2 d e octu b re d e 2 0 0 2 ,

2 Radicación n" 11001-0203-000-2004-01022-00 dictados por las Salas d e Casación Civil y d e Casación Lab oral, respecti va m e n te. zyxvutsrqponmljihgfedcbaZXVUTSRPONMLJIGFEDCBA

7. M ed ia n te S entencia T - 2 9 4 d e 2 5 d e m a r zo d e 2 0 0 4 , l a C orte C on s titu cion a l revocó l o s a nteriores fallos d e tu tela y ,

entre otra s medida s , concedió a l a en tida d distrital competente la fa cu lta d d e presentar, e n e l término d e cu a tr o mes es , d e m a n d a d e revisión con tr a las providencias qu e decla ra ron l a pertenencia a favor d e Aníbal Olier B u en o. [Folio 94] 8 . E l 1 0 d e septiemb re d e 2 0 0 4 , e l D istrito d e C a rta gen a presentó l a d e m a n d a d e revisión q u e e s objeto d e l presente p r on u n cia m ien to, ma n ifes ta n d o q u e p a r a e s a fecha aún n o había sido notificado del fallo d e tutela. [Folio 107] 9 . E l 2 8 d e enero d e 2 0 0 5 l a Procuraduría D elega da psira A s u n to s Civiles presentó m e m o r i a l m ed ia n te e l cu a l coadyuvó e l recu rs o d e revisión in terp u es to por e l D istrito d e C artagena. E n s u s ten to d e s u solicitu d, manifestó qu e s e configuró l a n u l id a d por falta d e notificación o emp la za mien to a l repres enta nte d e l a Nación, tod a vez qu e e l in m u eb l e objeto d e l a pertenencia e s u n a zon a d e b a ja m a r y, por tanto, u n b ien d e u s o público. [Folio 129]

C. El trámite del recurso extraordinario

1. E n a u to d e 2 0 d e septiembre d e 2 0 0 5 s e admitió l a d e m a n d a d e revisión y s e ordenó s u notificación y traslado.

2. E l d em a n d a d o s e opu so a las pretensiones y alegó qu e l a entidad d ema n d a n te n o probó s u legitimación e n l a ca u s a p a r a solicitar l a revisión. Agregó qu e ésta n o aportó l a calidad d e b ien de u s o público del predio objeto del litigio. [Folio 168]

3 Radicación n" 11001-0203-000-2004-01022-00 E n s u defensa, propu s o las excepciones d e z"yinxevxuitsstreqnpcoian mljdiheg fedcbaVUTSRPONMLJIHGEDCBA los presupuestos fácticos de la norma que se invoca" y cadu cidad o prescripción d e l a op ortu n id a d p a r a interponer e l recu rso extraordinario d e revisión. [Folio 169] zyxvutsrqponmljihgfedcbaZXVUTSRPONMLJIGFEDCBA

3. E l 12 d e agosto d e 2 0 1 0 s e decretaron pru eb a s d e oficio y se les d i o e l correspondiente valor probatorio a los d ocu men tos aportados con la d ema n d a . [Folio 174]

4. E l 19 de ju lio d e 2 0 1 3 se corrió traslado a las partes p a ra

qu e pres enta ra n s u s alegatos d e conclusión [299], op or tu n id a d qu e fue aprovechada por l a d ema n d a d a , qu ien reiteró las razones esgrimidas e n la contestación. [302]

II. CONSIDERACIONES

1. E l recu rso d e revisión es u n med io d e impugnación extra ordina ria q u e tiene p o r finalidad corregir l o s errores evidentes y trascendentales en qu e h a ya in cu r r id o u n a sentencia ejecutoriada. E s u n a excepción a l principio d e in m u ta b il id a d d e las sentencias e n cu a n to otorga p r im a cia a l a protección d e l a b u e n a fe (causales 1", 2'^, 3, 4^, 5, 6^), e l derecho d e defensa

(causales 7" y 8) y la cosa ju zga d a a n terior (causal 9^). E l a rticu lo 3 8 0 del Código d e Procedimiento Civil consa gra los únicos n u eve casos e n los qu e es pertinente f u n d a m e n ta r l a revisión d e u n a sentencia. D en tr o d e éstos, s e en cu en tr a e l qu e se alegó e n l a d e m a n d a q u e s e e x a m i n a ( n u m e r a l 7°), correspondiente a l a falta d e notificación o emp la za mien to a l a p ers on a qu e debia ser citada como parte; qu e p a r a e l caso es e l

repres enta nte d e l E s ta do, pu es e l in m u e b l e objeto d e l a pertenencia es u n b ien d e d om in io público. 4 Radicación n" 11001-0203-000-2004-01022-00 zyxvutsrqponmljihgfedcbaZXVUTSRPONMLJIGFEDCBA

2. Los bienes de dominio del Estado.

E n tr e las clasificaciones qu e n u es tr o s is tema jurídico ha ce de l o s bienes, s e en cu en tr a l a distinción entre bienes susceptibles d e d omin io pa rticu la r y bienes d e d om in io o d e u s o público. E s ta diferenciación s e r e m o n ta a l D erecho R o m a n o , qu e distinguía entre cosas qu e p u ed en en tra r al p a tr imon io privado y cosas por fu era d e él. D es d e aqu ella época h a s ta n u es tr os dias l a s cosas públicas h a n estado p o r fu era d e l régimen d e l a propiedad privada, siendo s u titu lar el Estado. Así l o dispone e l artículo 1 0 2 d e n u e s tr a Constitución Politica, a cu yo tenor:z yx"vEutslr qptoenrmrlijithogrfeidoc,b aVUcToSRnP ONloMLsJ IHbGiEeDnCBeAs públicos que de él forman parte,z ypxeurttsernqepceonn mljihgfeadc blaaV UnTaPcNiMóLnC"B. Y más adelante, e l articu lo

3 3 2 ibidem señala: "El Estado es propietario del subsuelo y de los recursos naturales no renovables, sin perjuicio de los derechos adquiridos y perfeccionados con arreglo a las leyes preexistentes". Por s u parte, e l articu lo 6 7 4 del Código Civil estatu ye: "Se llaman bienes de la Unión aquellos cuyo dominio p er t en ec e a la República. Si además su uso pertenece a todos los habitantes de un territorio, como el de calles, plazas, puentes y caminos, se llaman bienes de la Unión de uso público o bienes públicos del territorio. Los bienes de la Unión cuyo uso no pertenece generalmente a los habitantes, se llaman bienes de la Unión o bienes fiscales". La potestad del E s ta do sobre las cosas, s in emb argo, n o s e limita a l o s bienes q u e s o n d e s u propiedad, sino q u e ejerce además u n dominio eminente sobre todo el territorio n a cion a l e n razón a s u soberanía. E ste concepto n o excluye e l d e propiedad privada, porqu e n o s e refiere a l a titu la rid a d sobre l a s cosas, sino a u n poder d e ordenación sobre l o s bienes q u e s e 5 Radicación n" 1100!-0203-000-2004-01022-00 en cu en tr a n dentro d e los limites del E s ta d o (Art. 101 C P.), b ien sea n d e propiedad pública o privada. Actu a lmen te, la definición d e b ien público v a más allá d e l a

tradicional clasificación qu e s e ha cia d e las cosas a partir d e l a titu laridad qu e e l E s ta do o los particu lares ejercen sobre ellas, p a r a inclu ir también elementos qu e conciernen a l a afectación o destinación d e io s bienes según l a s necesidades y fines d e l E s ta d o Social d e D erecho y d e l a función social qu e cu mp le l a propiedad. A ta l respecto, l a Corte C on s titu cion a l explica: zyxvutsrqponmljihgfedcbaVUTSRPONMLJIHGEDCBA Existe un tercer grupo de propiedad, normalmente estatal y excepcionalmente privada, que se distingue no por su titularidad sino por su afectación al dominio público, por motivos de interés general (art. 1° CP.), relacionados con la riqueza cultural nacional, el uso público y el espacio público. Los bienes que deben comprenderse en el dominio público se determinan no sólo por las leyes que califican una cosa o un bien como de dominio público; además es necesario que concurra el elemento del destino o de la afectación del bien a una finalidad pública; es decir, a un uso o aun servicio público o al fomento de la riqueza nacional, variedades de la afectación que, a su vez, determinan la clasificación de los bienes de dominio público. (Sentencia T292 de 1993) Los bienes públicos (de propiedad pública, fiscales, d e u s o público o afectados a u s o público), están desligados del derecho qu e rige l a propiedad privada, y e n cu a n to tales com p a r ten l a pecu liaridad d e q u e s o n inemb argab les, imprescriptib les e

inalienables. E n efecto, e l articu lo 6 3 d e l a Constitución Politica señala: "Los bienes de uso público, los parques naturales, las tierras zyxvutsrqponmljihgfedcbaZXVUTSRPONMLJIGFEDCBA 6 Radicación n" 11001-0203-000-2004-01022-00 zyxvutsrqponmljihgfedcbaVUTSRPONMLJIHGEDCBA comunales de grupos étnicos, las tierras de resguardo, el patrimonio arqueológico de la nación y los demás bienes que determine la ley,z syoxnut srqponmljihgfedcbaVUTPNMLCB inalienables, intprescríptibles e inembargctblesT. A s u vez, e l a rticu lo 2 5 1 9 del Código Civil, preceptúa: "Los bi en es d e u so público no s e p r e s c r i b e n e n ningún zycxvaustosr"q. ponmljihgfedcbaZXVUTSRPONMLJIGFEDCBA D e igu a l mod o, e l n u m e r a l 4 " d e l articu lo 4 0 7 del Código de Procedimiento Civil señala: "La declaración de pertenencia no p r o c ede respecto de bienes imprescriptibles o de propiedad de las entidades de derecho público". E n l o q u e concierne a l a s zona s d e b a ja ma r, específicamente, e l artículo 166 del D ecretoLey 2 3 2 4 d e 1984, dispone: "Bienes de uso público. Las playas, los terrenos de bajamar y

las aguas marítimas, son bienes de uso público, por tanto intransferibles a cualquier titulo a los particulares, quienes sólo podrán obtener concesiones, permisos o licencias para su uso y goce de acuerdo a la ley y a las disposiciones del presente decreto. En consecuencia, tales permisos o licencias no confieren titulo alguno sobre el suelo o el subsuelo". E s decir qu e e l régimen d e la usucapión e s exclusivo d e los b ienes susceptibles d e d om in io particu lar, o, l o qu e es l o m i s m o , los b ienes d e d om in io público n o están cobijados por las n o r m a s qu e rigen l a declaración d e pertenencia, por l o qu e u n even tu a l proceso d e esta índole n o tiene l a a p titu d d e ca mb ia r l a n a tu r a leza jurídica d e u n b ien d e l E s ta d o d e imprescriptib le a prescriptible. 7 Radicaciónn n° 11001-0203-000-2004-01022-00 zyxvutsrqponmljihgfedcbaZXVUTSRPONMLJIGFEDCBA

3. Los recursos naturales de dominio público y la defensa del medio ambiente.

Además d e la clasificación d e los zyxbvuietsnrqeposn mljdihgefe ddcboamVUTinSRiPoO NMLpJIúHGbEDliCcBoA, existe e n n u es tr o or d en a mien to u n a tipología d e b ienes q u e goza n d e especial protección por parte del E s ta do: los recu rs os

n a tu r a les y del medio a mb iente. D e con formid a d c o n l o estipu lado p o r e l artículo 1° d e l D ecreto 2 8 1 1 d e 1974, "el ambiente es patrimonio común. El Estado y los particulares deben participar en su preservación y manejo, zyqxuutser qponmljihgfedcbaVUTPNMLCB son de utilidad pública e interés social. La preservación y manejo de los recursos naturales renovables también son de utilidad pública e interés sodáf. E s te com p r om is o del E s ta d o y d e los pa rticu la res frente a l med io a mb ien te y l o s recu rsos n a tu r a les f u e elevado a ra ngo cons titu ciona l por e l artículo 7 9 S u perior: Todas las personas tienen derecho a gozar de un ambiente sano. La ley garantizará la participación de la comunidad en las decisiones que puedan afectarlo. Es deber del Estado proteger la diversidad e integridad del ambiente, conservar las áreas de especial importancia ecológica y fomentar la educación para el logro de estos fines. D e igu al mod o, e l artículo 8 0 ejusdem, señala: El Estado planificará el manejo y aprovechamiento de los recursos naturales para garantizar su desarrollo sostenible, su conservación, restauración o sustitución. Además, deberá prevenir y controlar los factores de deterioro ambiental, imponer las sanciones legales y exigir la reparación de los daños causados. (...)

8 Radicación n° 11001-0203-000-2004-01022-00 C o n relación a l a defensa d e l med io a mb ien te com o objetivo principa l e n n u es tr o E s ta d o Social d e D erecho, l a C orte C on s titu cion a l h a señalado: zyxvutsrqponmljihgfedcbaVUTSRPONMLJIHGEDCBA En cuanto hace parte del entorno vital del hombre, indispensable para su supervivencia y la de generaciones futuras, el medio ambiente se encuentra al amparo de lo que la Jurisprudencia ha denominado "Constitución ecológica", conformada por el conjunto de disposiciones superiores que fijan los presupuestos a partir de los cuales deben regularse las relaciones de la comunidad con la naturaleza y que, en gran medida, propugnan por su conservación y protección. (...) El tema ambiental constituyó, sin lugar a dudas, una seria preocupación para la Asamblea Nacional Constituyente, pues ninguna Constitución moderna puede sustraer de su normatividad el manejo de un problema vital, no sólo para la comunidad nacional, sino para toda la humanidad; por ello se ha afirmado con toda razón que el ambiente es un patrimonio común de la humanidad y que su protección asegura la supervivencia de las generaciones presentes y futuras. (...) una lectura sistemática y armónica de las normas que orientan la concepción ecologista de la Constitución Política, particularmente de los artículos 2, 8, 49, 58, 67, 79, 80 y 95-8, permite entender el sentido que jurídicamente identifica este fenómeno. Así, mientras por una parte se reconoce el medio

ambiente sano como un derecho del cual son titulares todas las personas -quienes a su vez están legitimadas para participar en las decisiones que puedan afectarlo y deben colaborar en su conservación-, por la otra se le imponen al Estado los deberes correlativos de: 1) proteger su diversidad e integridad, 2) salvaguardar las riquezas naturales de la Nación, 3) conservar las áreas de especial importancia ecológica, 4) fomentar la educación ambiental, 5) planificar el manejo y aprovechamiento de los recursos naturales para así garantizar su desarrollo 9 Radicación n" 11001-0203-000-2004-01022-00 zyxvutsrqponmljihgfedcbaVUTSRPONMLJIHGEDCBA sostenible, su conservación, restauración o sustitución, 6) prevenir y controlar los factores de deterioro ambiental, 7) imponer las sanciones legales y exigir la reparación de los daños causados al ambiente, y 8) cooperar con otras naciones en la protección de los ecosistemas situados en las zonas de frontera. (...) Por eso, conforme a las normas de la Carta que regulan la materia ecológica, a su vez inscritas en el marco del derecho a la vida cuya protección consagra el artículo 11 del mismo ordenamiento, esta Corte ha entendido quez eyxl umtserdqiop onmljihgafemdbciebnateV UTPNMLCB es un derecho constitucional fundamental para el hombre y que el Estado, con la participación de la comunidad, es el llamado a velar por su conservación y debida protección, procurando que el desarrollo económico y social sea compatible

con las políticas que buscan salvaguardar las riquezas naturales de la Nación. (Corte Constitucional, Sentencia C431 de 2000) A h o r a b ien, el artículo 3° del D ecreto 2 8 1 1 d e 1974 a g r u p a d en tr o d e l o s recu rsos n a tu r a les renovab les "la atmósfera y el espacio aéreo nacional; las aguas en cualquiera de sus estados: la tierra, el suelo y el subsuelo; la flora; la fauna; las fuentes primarias de energía no agotables; las pendientes topográficas con potencial energético; los recursos geotérmicos; los recursos biológicos de las aguas y del suelo y el subsuelo del mar territorial y de la zona económica de dominio continental e insular de la república; y, los recursos del paisaje." Algu n os d e estos recu rsos n a tu r a les s on bienes d e d om in io público, según l a clasificación q u e s e hizo líneas a rrib a ; otros, sin emb a rgo, p u ed en ser d e d om in io privado d a d o qu e e l artículo 4 3 d e l D ecreto 2 8 1 1 d e 1974, exp res a men te con temp la e s a posibilidad. Sob re este tema , l a C orte C on s titu cion a l considera: 10 Radicación n° 11001-0203-000-2004-01022-00 zyxvutsrqponmljihgfedcbaVUTSRPONMLJIHGEDCBA (...) las normas impugnadas aceptan la propiedad privada sobre

algunos recursos naturales, pues el articulo 43 expresamente establece que "el derecho de propiedad privada sobre recursos naturales renovables deberá ejercerse como Junción social', con lo cual claramente señala que, conforme a ese código, puede haber dominio privado sobre tales recursos. Por ende, se entiende que cuando el articulo 4" de ese mismo estatuto reconoce "los derechos adquiridos por particulares con arreglo a la ley sobre los elementos ambientales y los recursos naturales renovables", está aceptando también la propiedad que algunos particulares pueden haber adquirido sobre determinados recursos naturales. En tales circunstancias, el interrogante que surge es si esa propiedad privada es compatible con la Carta. (...) La Constitución establece límites a la propiedad privada sobre ciertos bienes. Así, frente a determinados bienes, el ordenamiento puede establecer una reserva al dominio privado, pues la Carta establece que determinados bienes son inembargables, imprescriptibles e inalienables (art. 63 CP.). Igualmente la Constitución establece que los recursos no renovables o que se encuentren en el subsuelo son propiedad del Estado, sin perjuicio de los derechos adquiridos con arreglo a las leyes preexistentes (art. 322 CP.). Sin embargo, en la medida en que la Constitución reconoce de manera genérica la propiedad privada (art. 58 CP.), se entiende que en principio ésta puede recaer sobre los recursos naturales renovables que no hayan sido sometidos por la ley a la reserva de dominio privado prevista en la Carta (art. 63 CP.). E n n u es tr o or d en a mien to positivo, entonces, e s posible

qu e los recu rsos n a tu r a les renovab les sean d e propiedad priva da s iempre qu e n o estén considerados p o r l a Constitución y l a ley com o inalienab les, inemb argab les o imprescriptib les.

  1. Radicación n" 11001-0203-000-2004-01022-00

También e s factible q u e a lgu nos recu rsos n a tu r a les zyxvdutesr qponmljihgfedcbaVUTSRPONMLJIHGEDCBA dominio del E s ta d o sea n susceptibles d e derechos por parte d e los particu lares, como cu a n d o s e l e s otorga p a r a s u u s o med ia n te concesiones o au torizaciones especiales e n l o s términos d e ley. E xis ten, además, recu rsos n a tu r a les q u e a u n q u e s e a s im ila n a bienes d e u s o público, n o s on p rop ia men te tales porqu e e n realidad s u u s o está restringido o prohib ido p a r a efectos d e s u conservación y p a r a l a preservación d e l medio a mb iente. D e ahí qu e e n m u c h o s casos estos recu rsos n o están destinados o afectados para el uso o goce d e todas las personas sino todo l o contrario, pu es nadie p u ed e explotarlos o aprovecharse d e ellos. zyxvutsrqponmljihgfedcbaZXVUTSRPONMLJIGFEDCBA

4. Carácter inalienable e imprescriptible del bien que

fue objeto del proceso de pertenencia, por ser un inmueble del Estado que corresponde a una zona de bajamar de especial protección para la preservación del medio ambiente. Se en cu en tr a su ficientemente demos tra do qu e e l in m u eb le m a ter ia d e l a pertenencia e s u n b ien d e d om in io público, correspondiente a u n a área d e b a ja ma r d e l a Ciénaga d e l a Virgen, origina lmente pob lada d e ma ngla r. E n efecto, e l concepto técnico número 0 0 8 d e 1 6 d e ju lio de 2 0 0 2 , emitido p o r l a Capitanía d e Pu erto d e C a rta gena concluye: Analizadas las escrituras N° 942 y 958 de marzo 26 y 27 de 1995 de la Notaría Segunda de Cartagena y escritura pública N" 3432 de 24 de diciembre de 1991 de la Notaría Primera de Cartagena y verificados los documentos disponibles en la División de Litorales de la Capitanía de Puertos, así como las fotografías aéreas históricas se puede concluir con diáfana 12 Radicaciónn n° 11001-0203-000-2004-01022-00 zyxvutsrqponmljihgfedcbaVUTSRPONMLJIHGEDCBA claridad que los terrenos en posesión de Aníbal Olier Bueno, Hernán Bohórquez Montoya, Antonio Náder y Joaquín Liñán, se encuentran sobre terrenos de bajamar, manglar y zona inundable por la Ciénaga que ha sido aparentemente sometida a

rellenos y tala de mangle. [Folio 103] A s im is m o , e l Institu to Geográfico Agustín Codazzi señaló:

1. Aparece inscrito el predio con referencia catastral 02-00-02100002-000, a nombre del señor Aníbal Olier Bueno, con cédula

9.064.107, predio localizado en la carrera 14 n° 83-383 de la nomenclatura urbana de Cartagena de Indias. Con matrícula inmobiliaria 060-104728 de la Oficina de Registro de Instrumentos Públicos de Cartagena. Con un área de terreno de 1930m m2 y un área de construcción de 145 m^ una (1) vivienda de 81 m^ y un (1) quiosco de 64 m^. Con un avalúo catastral de $60.527.000 vigencia fiscal 01-01-2013.

2. El predio aparecía inscrito en la Base de Datos Catastrales a nombre del Distrito Turístico y Cultural de Cartagena de Indias y, mediante sentencia del Juzgado Sexto Civil del Circuito de Cartagena, de fecha 20-11-1987, registrada en el folio de matricula inmobiliaria 060-104728, se le adjudicó el predio al señor Aníbal Olier Bueno, y con base en ello se realizó la inscripción en la Base de Datos Catastrales del IGAC Cartagena.

[Folio 261] E n e l m i s m o sentido, l a Capitanía d e Pu erto d e C a rta gena , med ia n te d icta men d e 1 8 d e abril d e 2 0 1 3 , realizó l a siguiente determinación técnica:

De acuerdo con la visita de campo se puede concluir que es tan abrumadora la intervención antrópica en la zona que ha transfigurado completamente la conformación del litoral del sector, por la fuerte actividad de adecuación del terreno, que 13 Radicaciónn n" 11001-0203-000-2004-01022-00 zyxvutsrqponmljihgfedcbaVUTSRPONMLJIHGEDCBA anteriormentez yxcuotsrrqrpeosnpmoljinhgdfeídacb aaV UzoTnPaNs MLCBde manglar y zonas de bc^amar, p o r ende hacían parte de la dinámica integral de la Ciénaga de La Virgen. (...) Actualmente en la zona de estudio que antiguamente era de manglar y zonas de bajamar, no se encuentran ninguna de estas dos morfologías de costa, ya que se evidencia que se realizó tala de manglar y ocupación de cuerpos de aguas, asimismo hace parte de los cuerpos de agua que integran la Ciénaga de la Virgen. (...) Actualmente en el área no se evidencia zonas de manglar, la cota de inundación ha aumentado de nivel, producto de los rellenos de los cuerpos de agua en el sector, evidenciando una alta intervención antrópica transfigurando totalmente la morfología propia de la zona. Toda la zona de estudio corresponde a Bienes de Uso Público de la Nación, M u e r d o plano anexo. [Folio 293] E s ta s pru eb a s evidencian - ta l com o l o concluyó l a Corte C on s titu cion a l e n l a tu tela que consideró viable l a interposición del recu rso d e revisiónqu e e l in mu eb le objeto d e l a acción d e

pertenencia n o sólo e s u n b ien d e propiedad d e l E s ta d o sino que, además, e s u n recu rso n a tu r a l d e especial protección p o r cu a n to hace parte d e u n a zona ecológica qu e está des tina da a l a preservación del medio a mb iente. Por s e r d e d om in io público, e s u n b ien inaliencüble, imprescriptible e inembargable, según l o dispone e l articu lo 6 3 de l a Constitución Política, e l 6 7 4 d e l Código Civil, e l 2 5 1 9 ejusdem, y e l 4 0 7 n u m . 4° del es ta tu to procesal. C a b e aclarar qu e n o s e tra ta d e u n b ien de uso público e n el sentido tradicional qu e emplea e l artículo 6 7 4 del Código Civil, 14 Radicación n° 11001-0203-000-2004-01022-00 porqu e n o está destinado a lz uyxsvou tdsreqp toondmolsj ihglfoeds chbaabVUitTaSnRtPeOs NdMLeJlI HGEDCBA territorio n a cion a l como l a s calles, plazas, p u en tes y ca min os , sino todo lo contrario, da do qu e s u u s o está restringido e n razón de l a fragilidad d e l ecosistema d e m a n g la r perteneciente a l o s cu erpos d e a gu a d e b a ja ma r d e l a Ciénaga d e L a Virgen. S i n

emb argo, jurídicamente es asimilab le a aquéllos por cu a n to e s inemb argab le, inalienab le e imprescriptib le. E s indiscu tib le qu e esta clase d e bienes zyxvnutsorqz poysnxmeuljih tsgpferdqrcpbeaoZsXnVcmUrTlSjiRihbPOgeNfMenL dJIcGbFEaDVCUBATPNMLCB e n ningún c aso, por l o qu e están a b s olu ta men te excluidos del régimen d e adquisición p o r usucapión previsto e n e l or d en a m ien to civil. D e ahí q u e l a declaración d e pertenencia jamás p u ed e proceder sobre los m is m os . Por estas razones, ta n to e l D istrito d e C a rta gen a e n s u calidad d e representante d e l E s ta d o y p r i m e r a a u tor id a d a m b ien ta l e n e s a zona, como l a Procuraduría G enera l d e l a Nación, están legitimados p a ra in terp on er este recu rs ocontra rio a l o a firma d o por e l d ema n d a d o- , como qu ier a qu e e l objeto d e la controversia es u n b ien d e d om in io público.

5. La excepción de caducidad o prescripción extintiva para interponer el recurso de revisión, que fue alegada por la parte demandada.

L a función ju d icia l tiene como objetivo d a r a ca d a proceso u n a solución conforme a derecho. A fin d e ga ra ntiza r q u e l a

sentencia c u m p l a este cometido, s e h a n ins titu ido m eca n is m os de corrección como l o s recu rsos o medios d e impugnación ordina rios y extraordinarios, gracias a l o s cu ales l o s su jetos procesales tien en l a posibilidad d e solicitar l a revisión d e l a sentencia p o r u n a in s ta n cia o grado su perior, cu a n d o cons idera n qu e la decisión n o s e a ju s ta a la legalidad. 15 Radicación n° 11001-0203-000-2004-01022-00 Los recu rsos están limita dos p o r l a fo r m a y tiempo d e proponerlos, pu es d e l o contra rio las controversias n o tendrían fin y serían u n escenario d e deb ate in termin a b le, generando u n estado d e in cer tid u mb r e indefinida q u e impediría dirimir u n proceso d e m a n e r a conclu yente. D e ahí qu e cu a n d o l a sentencia carece d e recu rsos; s e h a n resu elto l o s q u e con tr a ella s e interpu s ieron; o e l tiempo p a r a fo r m u l a r l o s procedentes h a vencido, s e dice q u e t a l decisión qu ed a e n firme, e s inmodificab le y ejecutable contra la vol u n ta d d e la parte vencida. Ta l decisión es , e n s u m a , zyxcvuotssraqp onjmulzjihggafeddcaba,V UTSRyP ONlMaLsJ IHGpEaDCrBtAes n o p u ed en

volver a discu tir e l m i s m o a s u n to e n e s e proceso n i e n u n o sepairado. La caducidad, como b ien l o tiene consolidado l a ju ris p ru d en cia , pres u pone u n término dentro d e l cu a l u n a acción p u ed e promoverse a nte l a jurisdicción, d e su erte q u e expirado ese plazo, aquélla n o es ejercitable. Tratándose d e l recu rso extra ordina rio d e revisión, específicamente, e l artículo 3 8 1 d e l Código d e Procedimiento Civil señala e l plazo dentro del cu a l éste debe interponerse. A ta l respecto, el inciso 2° d e esa disposición establece: "Cuando se alegue la causal prevista en el numeral 7" del mencionado artículo, los dos años comenzarán a correr desde el día en que la parte perjudicada con la sentencia o su representante haya tenido conocimiento de ella, con límite máximo de cinco años. No obstante, cuando la sentencia debe ser inscrita en un registro público, los anteriores términos sólo comenzarán a correr a partir de la fecha del registro". 16 Radicación n° 11001-0203-000-2004-01022-00 N or m a l m en te, e l ven cimien to d e l término d e ca du cida d con temp la d o e n e l artículo 3 8 1 d e l es ta tu to procesal impediría poder ejercitar e l recu rs o d e revisión, e n cu yo caso e l fallo haría

tránsito a cosa ju zga d a definitiva, in d ep en d ien temen te d e s u legalidad o acierto. S in emb a rgo, e n e l caso qu e s e analiza, l a s entencia qu e e s objeto d e revisió

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