CSJ - SP14302-2016(41517)

Corte Suprema de Justicia

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Detalles

Título
CSJ - SP14302-2016(41517)
Autor
Corte Suprema de Justicia
Categoría
Jurisprudencia
Área del derecho
Penal
Año
2016

CORTE SUPREMA DE JUSTICIA

SALA DE CASACIÓN PENAL

LUIS GUILLERMO SALAZAR OTERO

Magistrado Ponente SP14302-2016 Radicación No. 41517 A p r o b a do A c ta No. 3 12 Bogotá D.C., cinco (5) de o c t u b re de d os m il dieciséis (2016). A S U N TO Resuelve la S a la el r e c u r so de casación i n t e r p u e s to por el defensor de E L K IN A L O N SO C A S T R I L L ON RAMÓN, c o n t ra el fallo de n o v i e m b re 30 de 2 0 12 proferido p or el T r i b u n al S u p e r i or de B u c a r a m a n g a, m e d i a n te el c u al confirmó la s e n t e n c ia p r o f e r i da p or el J u z g a do P r i m e ro P r o m i s c uo M u n i c i p al c on función de C o n o c i m i e n to de Piedecuesta, q ue lo condenó p or el delito de h u r to p or m e d i os informáticos y s e m e j a n t e s, a la p e na de 54 m e s es de prisión. I Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón H E C H OS F u e r on r e s u m i d os en el fallo de p r i m er grado, así: "El día 29 de enero de 2012 GUSTAVO ALONSO

CASTELLANOS JURADO se encontraba con su amigo ALEXANDER SUÁREZ RUIZ y en momentos en que ingresó al cajero electrónico del Banco Agrario ubicado en el parque principal de Piedecuesta, llegaron dos sujetos, uno de los cuales ingresó al cajero y el otro se quedó hablando con Alexander, el que ingresó al cajero le ofreció ayuda a Gustavo aprovechando para cambiarle la tarjeta débito, retirándole dinero de su cuenta, una vez sale el sujeto la víctima se percata del hecho y procede a dar aviso a la policía, lográndose la detención de ELKIN ALONSO CASTRILLÓN RAMÓN hallando en su poder la tarjeta débito de propiedad de la víctima y $520,000.oo efectivo."^

ACTUACIÓN P R O C E S AL

1. El 30 de enero de 2 0 1 2, a n te el J u z g a do S e g u n do P r o m i s c uo M u n i c i p al c on función de C o n t r ol de Garantías de Piedecuesta fue legalizada la c a p t u ra en flagrancia de E L K IN A L O N SO CASTRILLÓN RAMÓN, a q u i en p o s t e r i o r m e n te la Fiscalía 2 Local le formuló imputación p or el delito de h u r to p or m e d i os informáticos y semejantes descrito en el artículo 2691 del Código Penal, cargo al c u al se allanó. A s i m i s m o, fue 1 Folio 46 de la carpeta / Casación No. 41517

Elkin Alonso CastriUón Ramón dejado en libertad al no solicitarse m e d i da de a s e g u r a m i e n to en su c o n t r a.

2. El 8 de febrero siguiente, la Fiscalía radicó escrito de acusación c on a l l a n a m i e n to a cargos en c o n t ra d el p r e n o m b r a d o, y previa a u d i e n c ia de veriñcación de cargos e individualización de p e na y sentencia, el J u z g a do P r i m e ro P r o m i s c uo M u n i c i p al c on función de C o n o c i m i e n to de Piedecuesta en sentencia del 30 de m a yo del m i s mo año lo condenó c o mo responsable del delito a c e p t a do a la p e na p r i n c i p al de 54 m e s es de prisión y a la accesoria de interdicción de derechos y f u n c i o n es públicas p or igual término, le negó el subrogado de la suspensión condicional de la ejecución de la p e na y el s u s t i t u to de la prisión domiciliaria.

3. A p e l a da t al determinación p or la defensa, la S a la P e n al del T r i b u n al S u p e r i or de B u c a r a m a n ga en proveído del 30 de n o v i e m b re de 2 0 1 2, la confirmó.

DE LA D E M A N DA C on s u s t e n to en la c a u s al p r i m e ra del artículo 1 81 de la

ley 9 06 de 2 0 0 4, la defensa denunció la violación directa de la ley s u s t a n c i al p or falta de aplicación de los artículos 2 68 y 2 69 del Código Penal. Explicó que si b i en en reiterada j u r i s p r u d e n c ia la Corte ha sostenido la procedencia de la rebaja de p e na p or 3 / Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón indemnización sólo por los delitos c o n t ra el p a t r i m o n i o, en el presente caso r e s u l ta i g u a l m e n te aplicable, en t a n to el delito de h u r to p or m e d i os informáticos y s e m e j a n t es de que t r a ta el artículo 2 6 91 del e s t a t u to s u s t a n c i a l, en esencia r e m i te al c o n t e n i do de los artículos 2 39 y 2 40 del m i s mo cuerpo n o r m a t i vo a t i n e n t es al h u r t o, luego se hace merecedor de las rebajas de p e na p or reparación a la víctima y atenuación p u n i t i v a, p o r q ue lo apropiado no s u p e ra el m o n to equivalente a un salario mínimo legal m e n s u a l, carece de antecedentes y no ocasionó un grave daño a la víctima. En c o n s e c u e n c ia solicitó se case la s e n t e n c ia y se dicte

u na de r e e m p l a zo c on la c u al se le conceda a E L K IN A L O N SO CASTRILLÓN RAMÓN l os derechos consagrados en l os artículos 2 68 y 2 69 sustanciales, y se o t o r g ue el subrogado de la suspensión c o n d i c i o n al de la ejecución de la pena.

A U D I E N C IA DE SUSTENTACIÓN

1. El r e c u r r e n t e.

Se remitió a los a r g u m e n t os p l a s m a d os en su d e m a n d a, c on la precisión q ue la violación directa d e n u n c i a da e ra por falta de aplicación parcial de l as n o r m as de carácter s u s t a n c i al e n u n c i a d a s.

2. Los no r e c u r r e n t es 2 . 1. La Fiscalía acompañó la petición del r e c u r r e n t e, al

considerar que: 4 / Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón ~ El delito de h u r to p or m e d i os informáticos y s e m e j a n t es previsto en el a r t i c u lo 2 6 91 del Código Penal, es un tipo p e n al en b l a n co q ue reenvía al tipo p e n al base de h u r to c o n s a g r a do en los artículos 2 39 y c u ya p e na se ñja en el artículo 2 4 0, luego acorde c on u na l e c t u ra sistemática e integral de las n o r m a s, r e s u l ta procedente las reducciones de

p e na solicitadas. Máxime si t al ilícito no sólo se protege el b i en jurídico de la s e g u r i d ad de las t r a n s a c c i o n es a través de los s i s t e m as informáticos, s i no el p a t r i m o n io económico, es decir, es un delito q ue protege dos bienes jurídicos t u t e l a d o s. - C o n s i d e r ar q ue no p r o c e d en l as d i s m i n u c i o n es p u n i t i v a s, sería v u l n e r ar l os p r i n c i p i os de necesidad, p r o p o r c i o n a l i d ad y r a z o n a b i l i d ad de la p e na descritos en el artículo 3 del Código Penal, p u es en el caso concreto medió reconciliación e n t re víctima y v i c t i m a r io y la s u ma de lo a p r o p i a do no superó el salario mínimo legal. I g u a l m e n te desconocería el p r i n c i p io de legalidad e x p u e s to p or la A l ta Corporación en decisiones del 11 de febrero de 2 0 1 5, radicado 4 2 7 24 y 26 de agosto de 2 0 0 9, radicado 2 6 1 3 6. - F i n a l m e n t e, p o r q ue a n t es de la expedición de la Ley 1 2 73 de 2 0 0 9, q ue adicionó el artículo 2 6 9 1, ya la c o n d u c ta

de h u r to se tenía c o mo delito autónomo y a p l i c a b an las r e d u c c i o n es de p e na q ue r e c l a ma la defensa. 5 Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón 2.2. La Procuraduría coadjoivó la d e m a n d a, c on soporte en los siguientes criterios: - La descripción típica del a r t i c u lo 2 6 91 d el Código Penal, adicionado por la Ley 1 2 73 de 2 0 0 9, c o n t e m p la un doble reenvío i n t e r no a los artículos 2 39 y 2 40 e j u s d e m, luego el delito de h u r to p or m e d i os informáticos y semejantes es u na m o d a l i d ad del i n j u s to de h u r to calificado. P u n to que i g u a l m e n te se infiriere del m i s mo n o m em iuris. - El ilícito r e p r o b a do es pluriofensivo en la m e d i da que r e s g u a r da dos bienes jurídicos, de un lado el p a t r i m o n io económico, y de o t ro la protección d el s i s t e ma de la tecnología de las c o m u n i c a c i o n es p a ra lo c u al se creó u na f o r ma especial de h u r t o. Por consiguiente, no es v i n c u l a n te la ubicación del delito en el respectivo título, c o mo q u i e ra que la

n o r ma prevé un doble reenvió i n t e r no a los artículos 2 39 y 2 40 del Código Penal. - P or la integración de la p u n i b i l i d ad de la c o n d u c ta no sólo se p u e de considerar la p e na fijada en el artículo 2 40 s u s t a n t i vo s i no l as demás n o r m as q ue la m o d i f i c an y c o m p l e t a n, e n t re ellas las r e c l a m a d as p or el d e m a n d a n t e. A d i c i o n a l m e n t e, p a ra considerar la p r o p ia o c u r r e n c ia del h u r to es necesario considerair el m o n to de lo h u r t a d o. - De la exposición de m o t i v os de la Ley 1 2 73 de 2 0 0 9, se extrae q ue la intensión del legislador e ra crear tipos autónomos al t i e m po que f o r m as específicas de delitos ya 6 / Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón existentes, e n t re l os cuales, se e n m a r ca ilícito d el artículo 2391. - Se c u m p l en las condiciones legales y j u r i s p r u d e n c i a l es p a ra conceder las reducciones penales pretendidas.

C O N S I D E R A C I O N ES

1. Acorde c on el f u n d a m e n to d el r e c u r so e x t r a o r d i n a r io de casación, corresponde establecer si en el

p r e s e n te c a so l as a u t o r i d a d es j u d i c i a l es de p r i m er y s e g u n do grado i n f r i n g i e r on de m a n e ra directa la l ey s u s t a n c i a l, al no c o n c e d er a E L K IN A L O N SO CASTRILLÓN RAMÓN, c o n d e n a do p or el delito de h u r to p or m e d i os informáticos y s e m e j a n t e s, l as d i s m i n u c i o n es de p e na p r e v i s t as en los artículos 2 68 y 2 69 del Código Penal, Al respecto, o p o r t u no r e s u l ta r e c o r d ar lo sostenido p or la Corporación en proveído C SJ S P 1 2 4 5 - 2 0 15 sobre la posibilidad de su r e c o n o c i m i e n t o, luego de a n a l i z ar l os a n t e c e d e n t es legislativos del artículo 2 6 9 1, a d i c i o n a do por el artículo 1 de la L ey 1 2 73 de 2 0 09 y l os e l e m e n t os e s t r u c t u r a l es del tipo. Así frente al p r i m e ro se indicó q ue el interés d el legislador c on la adición del título V II bis al Código Penal, fue «...regular, en esencia, el tema de los delitos informáticos y a proteger la información y los datos de carácter electrónico» al t i e m po q ue «...utilizó esta oportunidad para

enfatizar en la represión del apoderamiento ilícito, a través 7 'Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón de mecanismos informáticos, de los dineros confiados al mercado financiero.» L u e g o, se explicó q ue «...en el artículo 2691, el legislador quiso redefinir o enriquecer con mayor precisión idiomática, si se quiere, el mecanismo de desplazamiento ilícito de la cosa mueble desde el titular del derecho hacia el sujeto activo, más no creó una nueva acción objeto de juicio de desvalor, porque, se insiste, ella ya estaba tipificada en la conducta simple de hurto y en la circunstancia calificante, al punto que no consagró un nuevo verbo rector sino que, al respecto, se remitió al canon 239 ejusdem y, en función de la pena, al precepto 240 ibidem.» P or c o n s i g u i e n t e, el delito en cuestión se t r a t a ba de un tipo p e n al de n a t u r a l e za s u b o r d i n a da y c o m p u e s ta ya q ue no c o n s i d e r a ba en su descripción n o r m a t i va la c o n d u c ta r e p r o b a d a, el objeto m a t e r i a l, ni la sanción c o r r e s p o n d i e n t e, s i no e f e c t u a ba un reenvío n o r m a t i vo al t i po b a se de h u r to c o n t e m p l a do en el artículo 2 39 de la Ley 5 99 de 2 0 0 0, y la

disposición q ue lo califica a c o r de c on el artículo 2 40 p a ra d e t e r m i n ar la sanción i m p o n i b l e.

Así se precisó: ...el precepto examinado -2691solamente se ocupa de establecer el sujeto activo indeterminado -no cualificado o común y unisubjetivo^- del punible y de consagrar 2 Porque, respectivamente, no requiere u na calidad especial en el sujeto ni que sea ejecutado, como condición indispensable, por varios individuos.

8 Casación No. 41517 Elkin Álense CastriUón Ramón unos específicos ingredientes normativos, que lo identifican como un tipo de medio concreto o, si se quiere, determinado, por cuanto estructura una modalidad o mecanismo específico de desapoderamiento de la cosa mueble ajena, a saber, superar las seguridades informáticas mediante i) la manipulación del sistema informático, la red de sistema electrónico, telemático u otro semejante o ii) la suplantación de una persona ante los sistemas de autenticación y de autorización establecidos. Y es que la remisión en cuestión al hurto simple, se traduce, en lo fundamental, en la introducción de un elemento descriptivo, esto es, del verbo rector traído desde un tipo autónomo, consistente en el apoderamiento ilícito de un bien mueble ajeno. Es decir, que, para la configuración del injusto, la disposición en estudio, redirige al operador judicial hacia el hurto simple, para integrar una suerte de delito complejo que responde a una relación de estricta dependencia.

Si se redactara de forma inclusiva, el tipo penal de hurto por medios informáticos resultaría de la siguiente manera: el que, superando medidas de seguridad informáticas, se apodere de cosa mueble ajena con el fin de obtener provecho para sí o para otro, manipulando un sistema informático, una red de sistema electrónico, telemático u otro medio semejante, o suplantando a un individuo ante los sistemas de 9 ' Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón autenticación y de autorización establecidos, incurrirá en pena de prisión de 6 a 14 años. (...) Agréguese, que dicha remisión al artículo 2691 abarca no solo el verbo rector de la conducta de hurto simple, el objeto material -la cosa muebley el elemento normativo relativo a la ajenidad del mismo, sino, también el ingrediente especial subjetivo necesario para su comisión, como lo es, el animas lucrandi o la finalidad o propósito doloso de obtener un provecho o utilidadpropio o en favor de un tercerode carácter patrimonial. I g u a l m e n t e, se indicó que: (i) se t r a t a ba de un delito de lesión y de r e s u l t a d o, lo p r i m e ro p or c u a n to requiere el m e n o s c a bo efectivo de l os bienes jurídicos t u t e l a d o s, esto es el p a t r i m o n io económico y la s e g u r i d ad en el tráfico a través de l os s i s t e m as informáticos; y lo s e g u n do p o r q ue p a ra su consumación

d e m a n da el d e s a p o d e r a m i e n to d el d i n e ro c on el s u b s e c u e n te perjuicio p a ra q u i en t e n ga la posesión de aquél e s t i m a b le en términos económicos. (ii) de c o n d u c ta instantánea, ya q ue su a g o t a m i e n to se perfecciona c on la sustracción a la víctima d el d i n e ro a través de la vulneración de s i s t e ma de protección informáticos. (iii) El s u j e to pasivo es i n d e t e r m i n a d o, a u n q ue se infiere q ue sería el t i t u l ar o p o s e e d or d el derecho 10 Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón p a t r i m o n i al despojado, a establecer según la b a r r e ra informática, telemática o electrónica b u r l a d a. (iv) Su objeto, estará d a do p or la c o sa m u e b le ajena q ue s u f re un a p o d e r a m i e n to a través de la manipulación de información y su c o n t e n i d o. (v) Se t r a ta de un delito p l u r i o f e n s i v o, en t a n to p r o p e n de p or la protección del b i en jurídico del p a t r i m o n io económico y la s e g u r i d ad y la c o n f i a n za de l as p e r s o n as

n a t u r a l es y jurídicas en l os s i s t e m as informáticos, telemáticos, electrónicos o s e m e j a n t e s, s i e n do el p r i m e r o, de agravio i n m e d i a t o, m i e n t r as q ue el s e g u n d o, m e d i a t o. Lo c u a l, llevó a c o n c l u ir sobre este último tópico que: ...que el tipo penal de hurto por medios informáticos y semejantes no solo está circunscrito al ámbito de punibles contra la información y los datos, sino, esencialmente a la esfera de los lesivos del patrimonio económico, pues es el valor ético jurídico que al final resultaría atacado con la sustracción de dineros a través de mecanismos ilícitos de manipulación de los sistemas informáticos, electrónicos, telemáticos o similares, o suplantación de las personas ante los sistemas de autenticación y de autorización. R a z o n es p or l as cuales se encontró procedente la reducción de p e na p r e v i s ta en el a r t i c u lo 2 6 9, p or reparación a la víctima, en los siguientes términos: 11 Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón La reparación integral, consagrada en el artículo 269 de la Ley 599 de 2000, que tiene su antecedente en el artículo 374 del Decreto Ley 100 de 1980, es un derecho, que no un beneficio^, consistente en una

reducción de la mitad a las tres cuartas partes de la pena en favor de quien hubiere sido condenado por delitos contra el patrimonio económico, siempre que haya restituido el objeto material del delito o su valor, e indemnizare los perjuicios ocasionados al ofendido o perjudicado, antes del fallo de primera o única instancia. Para mayor claridad, es oportuno puntualizar que la norma en cuestión, expresamente, delimita la posibilidad de reconocer esta garantía respecto de «las penas señaladas en los capítulos anteriores», refiriéndose con ello a los delitos consagrados en los capítulos I al VIII del Título VII del Código Penal, lo cual podría sugerir, en sentido literal, que única y exclusivamente los injustos allí reglados son los llamados a ser objeto de tal descuento legal Con todo, es lo cierto que en vigencia del Estado constitucional y democrático de derecho, una interpretación sistemática e integradora del estatuto punitivo, garante de los valores de justicia e igualdad jurídica ante la ley, permite concluir que si todos esos 3 Así lo ha reiterado la Corte, p or ejemplo, en el auto CSJ A P, 27 Feb. 2013, rad. 40.642. 12 Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón capítulos regulan ilícitos contra el patrimonio económico, porque a ese bien jurídico se contraen, de acuerdo con la denominación del Título VII al que pertenecen, igualmente, el delito de hurto por medios informáticos y semejantes debería ser susceptible de idéntica consecuencia legal, es decir, del descuento por

reparación integral, sobre todo porque, como fue ampliamente discernido atrás, la conducta reprochada: apoderamiento, el objeto material -la cosa mueble-, el elemento normativo concerniente a la ajenidad del mismo y la pena, sí están descritos en el capítulo I del aludido título (artículos 239 y 240 ejusdem). En todo caso, si fuera necesario, también podría involucrarse el concepto de analogía en bonam partem"^, el cual únicamente es admisible, en el ámbito penal «en materias permisivas», a voces del inciso 3° del artículo 6^ de la Ley 599 de 2000. Esto, teniendo en consideración que, como quedó visto, el interés jurídico inmediato de protección en ese reato es, justamente, de orbe patrimonial, en la medida que corresponde a un tipo penal subordinado respecto del tipo básico de hurto. Recuérdese que, existiendo u na n o r ma que le confiere a un supuesto de hecho determinado u na consecuencia de derecho, es viable otorgarle, a un evento similar, igual tratamiento normativo, cuando quiera que el legislador haya omitido regular el asunto y el beneficio jurídico obtenido, sea en todo caso, benévolo a los intereses del procesado. Este criterio responde al principio general del derecho, según el cual, donde existe la m i s ma razón, deben aplicarse las m i s m as disposiciones de derecho {uhi eadem ratio; ihi eadem dispositio Juñs debet). (CSJ S P, 26 ago. 2009. rad. 26.136). 13 ' Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón

Ahora, lo recién argumentado, no pretende sostener la idea categórica de que el tipo penal de hurto por medios informáticos es necesariamente análogo al de hurto calificado, pues, como resulta obvio, éste no está dentro de la esfera de protección de la información y los datos o la intimidad, como si lo está el punible que nos ocupa; pero lo que sí se encuentra sujeto al criterio analógico, en cuanto resulta ser benigno al procesado, es la posibilidad de otorgar a un supuesto de hecho similar (protección del bien del patrimonio económico), la misma consecuencia jurídica que le imprime el artículo 269 ejusdem a los delitos rubricados bajo los capítulos comprendidos en el Titulo VIL Esta postura es compatible y fiel al interés del legislador por entregar una ventaja punitiva a aquel que repare en términos económicos el daño causado por delitos que agredan el patrimonio de las personas. Así las cosas, la S a la desde el año 2 0 15 ñjó su posición frente a la p r o c e d e n c ia de la reducción de p e na p or reparación establecida en el artículo 2 69 f r e n te al delito de h u r to p or m e d i os informáticos y s e m e j a n t e s, m o t i vo p or el c u al le asiste razón al censor c u a n do r e c l a ma la falta de aplicación del artículo 2 69 del Código P e n a l. A idéntica conclusión se llega respecto de la rebaja de p e na en razón de la cuantía del ilícito d e s c r i ta en el artículo

2 68 d el m i s mo c u e r po n o r m a t i v o, c o mo q u i e ra q ue en la m i s ma decisión se advirtió q ue l as c o n s e c u e n c i as legales 14 Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón reguladas en l os capítulos atinentes a ilícitos c o n t ra el p a t r i m o n io económico s on extendibles al delito de h u r to por m e d i os informáticos, en razón de su n a t u r a l e za q ue lo identifica esencialmente c on u no de aquellos, todo bajo u na interpretación sistemática e i n t e g r a d o ra d el Código Penal, luego en t al sentido no aparece obstáculo a l g u no p a ra no aplicar iguEiLmente la c i r c u n s t a n c ia de atenuación solicitada por la defensa.

2. Así l as cosas, corresponde a h o ra verificar si en el caso concreto se c o n s t a t an l os requisitos legales p a ra conceder las rebajas de p e na i m p e t r a d as por el recurrente, p a ra lo c u al se abordará, inicialmente, lo a t i n e n te a la atenuación p u n i t i va del artículo 2 68 s u s t a n t i v o, t o da vez que ésta afecta los límites de la pena, p a ra luego proceder c on lo relativo a los fenómenos post delictuales. 2 . 1. El artículo 2 68 del Código P e n al señala:

Las penas señaladas en los capítulos anteriores, se disminuirán de una tercera parte a la mitad, cuando la conducta se cometa sobre cosa cuyo valor sea inferior a un (1) salario mínimo legal mensual, siempre que el agente no tenga antecedentes penales y que no haya ocasionado grave daño a la víctima, atendida su situación económica. C o n s ta en el proceso, que la s u ma a p r o p i a da por E L K IN A L O N SO CASTRILLÓN RAMÓN f ue de $ 5 2 0 . 0 0 0, valor q ue no s u p e ra el salario mínimo legal m e n s u al vigente p a ra el 15 Elkin Alonso CastriUón Ramón año 2 0 12 de $ 5 6 6 . 7 0 0 ^. A s i m i s mo no o b ra reporte de antecedentes penales, o e l e m e n to a l g u no q ue p e r m i ta inferir q ue c on el h e c ho ilícito se causó un perjuicio severo al p a t r i m o n io de la víctima de a c u e r do c on su situación económica, de m o do q ue se c o n s t a t an los r e q u i s i t os p a ra su concesión. El delito de h u r to p or m e d i os informáticos y s e m e j a n t es del artículo 2 6 81 p or remisión al artículo 2 40 d el Código Penal, tiene u na p e na p r i v a t i va de la l i b e r t ad de 6 a 14 años

de prisión, e x t r e m os q ue s o m e t i d os al d e s c u e n to de la m i t ad a la t e r c e ra p a r te a c o r de c on las directrices del artículo 60 del Código P e n a l, a r r o ja u na sanción e n t re 36 m e s es a 1 12 m e s e s. En t al v i r t u d, su r a n go de m o v i l i d ad es de 76 meses, q ue dividido en 4, da un r e s u l t a do de 19 m e s e s, q ue c o n f i g u r an los s i g u i e n t es c u a r t o s: C u a r to C u a r t os m e d i os CuEirto mínimo máximo P R I S I ON 36 a 55 55 m e s e s, 1 día a 93 m e s e s, 1 m e s es 93 m e s es día a 1 12 m e s es El s e n t e n c i a d or de p r i m er grado, al m o m e n to de dosificar la p e na se ubicó en el p r i m er c u a r to de m o v i l i d a d, q ue delimitó e n t re 72 y 96 m e s es y en consideración a la "intensidad del dolo al abordar a la víctima en el cajero electrónico engañándola para cambiarle la tarjeta y 5 Decreto 4919 de diciembre 26 de 2 0 11 16 Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón apoderarse de su dinero y por otro la gravedad de la

conducta al atentar contra la seguridad de las personas"^ fijó u na p e na de 81 m e s es de prisión, lo c u al s u p u so un i n c r e m e n to d el 3 7 . 5 %. V a l or q ue aplicado'^ a l os n u e v os límites de la sanción p r e v i a m e n te señalados, obliga a i m p o n er u na p e na de 43 m e s es y 3 días. 2.2. C o mo el sentenciado, q u i en f ue c a p t u r a do en flagrancia, se allanó al cargo f o r m u l a do en a u d i e n c ia de imputación celebrada el 30 de e n e ro de 2 0 1 2, corresponde d e s c o n t ar % de la m i t ad de r e b a ja de la p e na p r e v i s ta en el artículo 3 51 de la Ley 9 06 de 2 0 04 a c o r de c on lo d i s p u e s to en el parágrafo del artículo 3 01 e j u s d e m, m o d i f i c a do p or el artículo 57 de la Ley 1 4 53 de 2 0 1 1, lo c u al se t r a d u ce en un 1 2 . 5 % ^. Así l as c o s as realizada la respectiva operación aritmética, esto c o r r e s p o n de a 37 m e s es 22 días. Lo a n t e r i or c on u na precisión a d i c i o n al en el sentido q ue si b i en es cierto el j u z g a do de p r i m er g r a do no concedió

la r e b a ja de p e na en los términos descritos, s i no q ue a n te la discusión q ue p a ra la época existía frente a la aplicación del parágrafo d el artículo 3 01 d el Código de P r o c e d i m i e n to P e n a l, optó p or aplicar f a v o r a b l e m e n te el artículo 40 de la Ley 6 00 de 2 0 00 y c o n c e d er u na disminución del 1/3 p a r te de la p e n a, e se criterio no p u e de s er acogido en esta o p o r t u n i d ad p or la Corporación, c o mo q u i e ra q ue a la fecha d i c ho d e b a te f ue s u p e r a do y definido p or la Corte C o n s t i t u c i o n al en s e n t e n c ia C - 6 45 de 2 0 12 al m o m e n to de 6 Folio 43 de la carpeta 7 En atención a lo dispuesto en C SJ SP 30 Nov.2006, Rad. 26227. 8 Cfr. ce C645-12 17 Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón declarar «... EXEQUIBLE el parágrafo del artículo 57 de la Ley 1453 de 2011, mediante el cual fue modificado el artículo 301 de la Ley 906 de 2004, en el entendido de que la disminución en una cuarta parte del beneficio punitivo allí consagrado, debe extenderse a todas las oportunidades procesales en las que es posible al sorprendido en flagrancia allanarse a cargos y suscribir acuerdos con la Fiscalía

General de la Nación, respetando los parámetros inicialmente establecidos por el legislador en cada uno de esos eventos.» Lo c u al no c o m p r o m e te el p r i n c i p io de la no r e f o r m a t io in pejus, t o da v ez q ue efectuado el ejercicio de dosificación p u n i t i va el n u e vo r e s u l t a do c o m p o r ta un m e j o r a m i e n to de la situación d el senteneiado, ningún perjuicio se p r e s e n ta en disfavor s u y o, c o mo efectivamente o c u r re en el a s u n to q ue se e s t u d i a, d o n de ya de m a n e ra ostensible y h a s ta este m o m e n to se ha d i s m i n u i do la p e na a i m p o n e r. 2.3. B a jo t al p a n o r a m a, c o r r e s p o n de a h o ra a n a l i z ar la reducción de p e na c o n f o r me c on el artículo 2 69 del e s t a t u to s u s t a n c i al q ue consagra: REPARACION. El juez disminuirá las penas señaladas en los capítulos anteriores de la mitad a las tres cuartas partes, si antes de dictarse sentencia de primera o única instancia, el responsable restituyere el objeto material del delito o su valor, e indemnizare los perjuicios ocasionados al ofendido o perjudicado. 18 Casdción No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón A c o r de c on lo anterior, la reducción de p e na va de la

m i t ad a las tres c u a r t as partes, es decir, e n t re el 5 0% y el 7 5 %, y procederá s i e m p re y c u a n do se acredite que: (i) el r e s p o n s a b le restituyó el objeto m a t e r i al del delito o su valor, (ii) indemnizó los perjuicios c a u s a d o s, y (iii) q ue ello se hizo a n t es de dietarse s e n t e n c ia de p r i m e ra o única i n s t a n c i a; v a l or q ue se fijara «de manera discrecional, que no arbitraria, en atención al interés mostrado por el acusado en cumplir pronta o lejanamente, total o parcialmente, con los fines perseguidos por la disposición penal, que no son otros que velar por la reparación de los derechos vulnerados a las victimas.»^ En el presente a s u n to aparece q ue el 25 de m a yo de 2 0 1 2, a n t es de proferirse s ent enc ia de p r i m er grado, G u s t a vo A l o n so C a s t e l l a n os J u r a d o, víctima d el i n j u s t o, informó al d e s p a c ho cognoscente su intención de desistir d el a s u n to "...en razón que he sido indemnizado integralmente de todos los daños y perjuicios materiales y morales ocasionados con la comisión del delito acontecido el día veintinueve (29) de enero de este año. Le manifiesto señora Jueza que aceptó el pago o

resarcimiento de los daños materiales y morales de manera libre y voluntaria"^^, luego se a d v i e r t en acreditados l os s u p u e s t os q ue r e c l a ma la n o r m a. Beneficio q ue se le concederá en un 5 5% en t a n to acorde c on la fecha de la m i s i v a, ésta se suscribió a un día de 9 C SJ SP16873-2014 •o Folio 29 de la carpeta 19 Casación No. 41517 Elkin Alonso CastriUón Ramón celebrarse la a u d i e n c ia de veriñcación de cargos, i n c l u so c u a n do ya había ésta fracasado en u na o p o r t u n i d a d, lo c u al d e n o ta el tardío interés del a c u s a do en r e p a r ar los derechos v u l n e r a d os al perjudicado c on el accionar delictivo. En t al v i r t u d, realizado d i c ho d e s c u e n to a los 37 m e s es 22 días, la sanción p r i v a t i va de la libertad q u e da finalmente en 17 meses.

3. E s t a b l e c i da entonces la pena, procede la S a la a verificar

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