CSJ - AP2581-2017(48005)
Corte Suprema de Justicia
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Detalles
- Título
- CSJ - AP2581-2017(48005)
- Autor
- Corte Suprema de Justicia
- Categoría
- Jurisprudencia
- Área del derecho
- Penal
- Año
- 2017
Republica de Colombia Corte Suprema de Justicia Sala de Casacldn Penal FERNANDO ALBERTO CASTRO CABALLERO Magistrado ponente AP2581-2017 Radicacion No. 48005 (Aprobado A c ta No. 116) Bogota, D . C ., veintiseis (26) de abril de d os m il diecisiete (2017). La S a la resuelve sobre la a d m i s i b i l i d ad de la d e m a n da de casacion presentada p or el Fiscal 70 Seccional de M e d e l l in c o n t ra la sentencia proferida p or el T r i b u n al S u p e r i or de e sa ciudad, c o n f i r m a t o r ia de la dictada p or el J u z g a do 7° P e n al d el Circuito c on funciones de conocim iento de Medellin, q ue absolvio a Jaime Alberto Ramirez Guzman p or la c o n d u c ta p u n i b le de trafico, fabricacion o porte de estupefacientes (art. 3 76 inc. 2° CP.). Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzman / HECHOS Y ACTUACION PROCESAL RELEVANTES Los p r i m e r os f u e r on declarados p or el T r i b u n al Superior de Medellin en los siguientes t e r m i n o s: El dia 26 de febrero de 2014, siendo las 11:48 horas, agentes de la Policia Nacional que realizaban labores de vigilancia y control en zona centrica de la ciudad de Medellin, capturaron en la calle 54 con
carrera 52, al ciudadano JAIME ALBERTO RAMlREZ G U Z M A N, llevando consigo sustancia estupefaciente a base de cocaina "bazuco" con un peso neto de 19 gramas, segun Prueba de Identificacion Preliminar Homologada -PIPH-, y dictamen de confirmacidn, efectuados a la misma. El procesado afirmd, en entrevista introducida a traves de esUpulacidn probatoria, que en aquella fecha, se encontraba en un "inquilinato" en el que se hallaba consumiendo alucinogenos, habiendo sido aprehendido cuando salia del lugar. C on f u n d a m e n to en dicho acontecer factico, el 27 de febrero de 2 0 1 4, en el Juzgado 2 P e n al M u n i c i p al c on F u n c i on de C o n t r ol de G a r a n t i as de Medellin, la Fiscalia le f o r m u lo i m p u t a c i on a J a i me Alberto R a m i r ez G u z m an como a u t or d el delito de trafico, fabricacion o porte de estupefacientes (art. 3 76 inc. 2" C.P.), frente al c u al no se allano. El 7 de m a r zo de 2 0 1 4, en el Juzgado 7° Penal del Circuito de C o n o c i m i e n to de Medellin, fue acusado Ramirez G u z m an por su probable a u t o r ia en el ilicito por el que se le f o r m u lo i m p u t a c i o n. 2 Casacion Rad. 48005
Jaime Alberto Ramirez Guzman Se efectuaron entre Fiscalia y defensor estipulaciones probatorias q ue d i e r on por probado, entre otras cosas, l as circunstancias en q ue se p r o d u jo la c a p t u r a, esto es, en flagrancia p r o d u c to de un registro rutinaxio de vigilancia y control policial; a si c o mo t a m b i e n, q ue el acusado es c o n s u m i d or h a b i t u al d el tipo de s u s t a n c ia i n c a u t a da (bazuco), T r a m i t a do el j u i c io oral, el 24 de n o v i e m b re de 2 0 1 5, fue absuelto J a i me Alberto R a m i r ez G u z m an d el delito de trafico, fabricacion o porte de estupefacientes. Es preciso destacar q ue la Fiscalia m a n i f e s to en su alegacion de c o n c l u s i on q ue en el evento de un fallo adverso aJ acusado estaba conforme c on que se reconociera la s i t u a c i on de m a r g i n a l i d ad y e x t r e ma pobreza como a t e n u a n te p u n i t i va (art. 56 C.P.), d a da su condicion de h a b i t a n te de la calle. El fallo f ue apelado p or el Fiscal 70 Seccional de M e d e l lm y, el 11 de febrero de 2 0 1 6, el T r i b u n al Superior de esa m i s ma c i u d ad lo confirmo en su integridad.
C o n t ra e sa decision, el citado Fiscal Seccional presento recurso de casacion. 3 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzmarf LA DEMANDA Al a m p a ro de la causal p r i m e ra de casacion el Fiscal 70 Seccional de Medellin propone un u n i co cargo c o n t ra la sentencia proferida por el T r i b u n a l, a c u s a n d o la de haber i n c u r r i do en la interpretacion e r r o n ea del articulo 3 76 inc. 2° del Codigo Penal, lo que dio lugar a absolver al procesado como a u t or d el delito de trafico, fabricacion o porte de estupefacientes. L u e go de citar l os c o m p r o m i s os internacionales de C o l o m b ia p a ra sancionar y r e p r i m ir el trafico de estupefacientes, asegura el libelista q ue el error d el T r i b u n al consistio en dejar a un lado el hecho q ue la cantidad de s u s t a n c ia i n c a u t a da s u p e r a ba a m p l i a m e n te la dosis m i n i ma y, ademas, concluir que no se h a b ia afectado el bien j u r i d i co tutelado de la s a l ud publica, ignorando que la p r e s u n c i on contenida en aquel precepto p e n al es iuris tantum y, por ende, a d m i te p r u e ba en contrario, pero solodicec u a n do se d e m u e s t ra que el alcaloide es p a ra fines
medicinales, que no es este caso. Agrega el d e m a n d a n te que en este tipo de conductas debe tenerse al c o n s u m i d or como "eZ primer eslabdn en la cadena del narcotrdfico y el citado acto punible como delito de resultado", y q ue b a s ta q ue se tenga "a la mano" la s u s t a n c ia p a ra c o n s u m ar la infraccion a la ley penal. 4 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzman C o n c r e t a n do lo q ue califica c o mo u na errada interpretacion del ad queiUy sostiene: Se pierde de vista que la norma dispuesta en el articulo 376 del CP (la cual debe entenderse en armonia con el Articulo 49 de la Constitucion Nacional) va dirigida a todos los asociados, y valga decir muy especialmente a los consumidores que son quienes en determinado momento portan estupefacientes y que en su conjunto constituyen la razon de ser de la legislacion en materia de porte y trdfico de estupefacientes. Asevera i g u a l m e n te el d e m a n d a n te que los falladores absolvieron al acusado c on base en u na ""linea jurisprudenciar q ue no especificaron, pero que se "supond' surge a partir de la decision de la Corte S u p r e ma de J u s t i c ia (Rad. 4 2 6 1 7 ), la c u al t a m p o co c o m p a r te el Fiscal y califica c o mo "impropia", pero que en todo caso, de m a n e ra excepcional, parte de la no afectacion d el b i en j u r i d i co
c u a n do la s u s t a n c ia e n c o n t r a da excede ""ligeramentef el m i n i mo p e r m i t i d o, que no es este caso. Critica la p o s t u ra de la Corte en e sa decision, p or h a b er reiterado en la providencia el t e r m i no ''presuncion de antijuridicidadj p u es esta figura no se p r e s u me sino que se "evalua" p r e v i a m e n te al analisis de la tipicidad. A d i c i o n al a ello, concretamente, frente al delito de porte de s u s t a n c i as estupefacientes, dijo: "se supone que la droga incautada a una persona es para su consumo con 5 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzman fines ludicos', esta a f i r m a c i on la c o m p l e m e n ta diciendo "desde la propia norma se presume que la cocaina que lleve una persona siempre sera para el consumo, independientemente que se trate del consumo propio o el de otras personas". S e g u i d a m e n t e, l as criticas d el d e m a n d a n te al T r i b u n al de M e d e l l in se dirigen a q ue la Corporacion h u b i e ra senalado que a cargo de la Fiscalia se e n c u e n t ra la obligacion de d e m o s t r ar q ue la s u s t a n c ia estupefaciente i n c a u t a da no es p a ra c o n s u mo sino p a ra comercializar, lo que en concepto del libelista r e s u l ta "imposible estableceri.
T a m p o c o, sostiene el i m p u g n a n t e, la s u s t a n c ia i n c a u t a da p o d r ia considerarsela c o mo dosis de a p r o v i s i o n a m i e n t o, pues supero c on creces la cantidad de la dosis p e r s o n al prevista en el a r t i c u lo 2° de la L ey 30 de 1986, lo q ue la convierte en u na verdadera c o n d u c ta q ue afectd el b i en j u r i d i co tutelado de la s a l ud publica. En este sentido, e s t i ma el Fiscal d e m a n d a n t e, se hace necesario "unificar la jurisprudencia nacionaT p a ra delimitar q ue debe entenderse p or dosis de a p r o v i s i o n a m i e n to y la cantidad limite de este concepto. 6 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzman Asi l as cosas, pide casar la sentencia de segundo grado y que se corrija el yerro alegado a traves de un fallo condenatorio. CONSIDERACIONBS 1.- P a ra q ue la d e m a n da q ue s u s t e n ta el recurso extraordinario sea a d m i t i d a, es necesario que satisfaga un c o n j u n to de p r e s u p u e s t os e n c a m i n a d os a q ue contenga u na exposicion logica y debidamente a r g u m e n t a d a, c o n f o r me se desprende de lo preceptuado en el inciso 2° del
articulo 184 de la Ley 9 06 de 2 0 0 4, p u es alii se indica que "No sera seleccionada, por auto debidamente motivado... Si el demandante carece de interes, prescinde de senalar la causal, [o] no desarrolla los cargos de sustentaciorf, Asi m i s m o, cabe senalar q ue de acuerdo c on lo consagrado en el articulo 1 83 ibidem, el recurso de casacion se debe i n t e r p o n er m e d i a n te "demanda que de manera precisa y concisa senale las causales invocadas y sus fundamentos". A h o r a, a los criterios sehalados en las disposiciones citadas, se s u ma aquel relative a que c o n c u r ra la necesidad de proferir un fallo c on el objeto de c u m p l ir a l g u no de l os fines del r e c u r so referidos en la u l t i ma parte del inciso 2° del a r t i c u lo 1 84 de la m e n c i o n a da ley, p or c u a n to alii se expresa que t a m b i en se i n a d m i t i ra la d e m a n da "cuando de 7 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzm SU contexto se advierta fundadamente que no se precisa del fallo para cumplir alguna de las finalidades del recurso". En esa medida, es claro que c on la Ley 9 06 de 2 0 04 a d q u i e r en significativa i m p o r t a n c ia los fines del recurso, al p u n to q ue en el inciso 3° d el articulo 1 84 ibidem, se
establece q ue la Corte, " atendiendo a los fines de la casacion, fundamentacion de los mismos, posicion del impugnante dentro del proceso e indole de la controversia planteada, deberd superar los defectos de la demanda para decidir de fondo". Lo a n t e r i or p e r m i te concluir q ue no obstamte la d e m a n da de casacion no r e u na los p r e s u p u e s t os de o r d en logico o a r g u m e n t a t i vo p a ra su a d m i s i o n, si la Sala advierte la necesidad de proferir fallo de fondo c on el objeto de garantizar los fines del recurso extraordinario, salva tales inconsistencias p a ra acometer el estudio del a s u n t o. A si m i s m o, es posible la hipotesis contraria, es decir, que a pesar de que la d e m a n da c u m p la a cabalidad con los presupuestos formales antes indicados, se d e ba i n a d m i t ir en r a z on de la ausencia de necesidad de proferir fallo de fondo, pues no h ay m o t i vo p a ra activar l os fines de la casacion. 8 Casacion Rad. 48012 Jaime Alberto Ramirez Guzma E s ta concepcion d el recurso extraordinario, ha Uevado a exigir que p a ra a d m i t ir la d e m a n da se indique y d e m u e s t re la necesidad de un p r o n u n c i a m i e n to de fondo c on el proposito de satisfacer a l g u no de s us fines, es decir,
los previstos en el articulo 180 de la Ley 9 06 de 2 0 0 4. 2.- El libelo presentado por el Fiscal 70 Seccional de Medellin, q ue en este a s u n to a c t ua c o mo d e m a n d a n te en casacion, sera i n a d m i t i d o, por las siguientes razones: C u a n do se d e n u n c ia la violacion directa de la l ey sustancial, c o mo ocurre en el reproche q ue concita la atencion, r e s u l ta perentorio q ue el r e c u r r e n te se pliegue a un c o n j u n to de requisites de includible c u m p l i m i e n t o, en particular, a a b a n d o n ar t o da d i s c u s i on en p u n to de la realidad factica declarada en el fallo i m p u g n a do p or v ia extraordinaria, asi c o mo en t o r no a la v a l o r a c i on probatoria alii consignada, bajo el s u p u e s to de q ue la c a u s al a l u d i da esta prevista p a ra realizar un j u i c io en derecho a la sentencia, c on el c u al se b u s ca d e m o s t r ar la efectiva presencia de u no c u a l q u i e ra de los sentidos o conceptos de violacion, es decir, la exclusion evidente, la aplicacion indebida o la interpretacion erronea de la ley. A h o r a, es d el caso precisar q u e, concretamente, c u a n do lo buscado es m o s t r ar que en la sentencia atacada
por v ia d el recurso extraordinario se i n c u r r io en la interpretacion e r r a da de u na n o r m a, la t a r ea discursiva se 9 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzman / ha de enfocar en c o m p r o b ar q ue a esta (la n o r m a) se le confirio un efecto l i m i t a do o excedido d i s t i n to al derivado objetivamente de su contenido. Por tanto, a q ui la cuestion radica en patentizar q ue a pesar de q ue la disposicion se selecciono adecuadamente, no se le d io el alcance q ue en realidad le corresponde. A d i c i o n a l m e n t e, c u a n do se alega que a consecuencia de la e r r a da interpretacion se dejo de aplicar la n o r m a, corresponde al i m p u g n a n te indicar las razones por las que r e s u l ta equivocado el criterio h e r m e n e u t i co al que acudio el fallador, a si c o mo c u al debe ser la interpretacion acertada, es decir, explicar por que la c o m p r e n s i on p r o p u e s ta en la d e m a n da es la correcta, c on suficiente coherencia, razonabilidad de los a r g u m e n t os j u i i d i c os relacionadas c on la t e m a t i ca respecto d el u n i v e r so regulatorio i n h e r e n te al p u n to de derecho cuestionado. E s ta carga a r g u m e n t a t i va no la c u m p l io el
d e m a n d a n te en este a s u n t o, por las siguientes razones: Lo q ue califica c o mo "errada interpretacion" d el T r i b u n al S u p e r i or de M e d e l lm la edifica sobre la base de c e n s u r ar a la S a la de Casacion Penal, es decir, realmente no d e m u e s t ra q ue ese T r i b u n al h u b i e ra i n c u r r i do en un y e r ro de interpretacion n o r m a t i v a, pues esa Corporacion lo que hizo f ue aplicar cabalmente la tesis de la Corte S u p r e ma de Justicia. 10 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzman A esto se agrega que n i n g un s u s t e n to j u r i d i co aporta p a ra explicar su p e r s o n al v i s i on respecto del articulo 3 76 del C P. c u a n do se esta frente a la c o n d u c ta de p o r t ar ("llevar consigo") s u s t a n c ia estupefaciente q ue s u p e ra el m o n to de la dosis m i n i m a, dejandola en un simple e n u n c i a do de criticas s in desarrollo o p r o p u e s t as frente a las q ue no expone su origen, c o mo c u a n do senala que la n o r ma exceptua la afectacion al b i en j u r i d i co si es p a ra fines medicinales, o q ue la c o b e r t u ra d el tipo p e n al es soleimente p a ra c o n s u m i d o r es pues p r e s u me que q u i en la
p o r ta lo hace c on fines "ludicos". En estas condiciones, es claro q ue el d e m a n d a n te deja s us p l a n t e a m i e n t os a m e d io c a m i n o, p or lo q ue no p u e d en a s u m i r se c o mo u na p r o p u e s ta c on entidad p a ra debatir la tesis j u r i s p r u d e n c i a l. No obstante lo anterior, la Corte, al m a r g en de l os defectos de la d e m a n da y de que no existe a r g u m e n to p a ra r e e x a m i n ar la pacifLca posicion de la Sala, lo que de piano excluye la "unificacion" de j u r i s p r u d e n c ia pedida p or el d e m a n d a n te y que t a m p o co h ay lugar a activar los fines de la casacion, considera necesario recabar e insistir en la posicion de esta C o r p o r a c i on respecto de la adecuada interpretacion d el a r t i c u lo 3 76 d el Codigo P e n al p a ra l os casos de personas adictas q ue p o r t an sustancias estupefacientes en cantidad superior a la dosis personal. 11 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzman. I E sa I m ea j u r i s p r u d e n c i al se e n c u e n t ra t r a z a da a partir de las decisiones C SJ SP, 12 nov. 2 0 1 4, r a d. 4 2 6 1 7; C SJ
SP, 9 m ar de 2 0 1 6, rad. 4 1 7 6 0; C SJ SP, 6 de a br de 2 0 1 6, rad. 4 3 5 1 2; y ratificada recientemente en C SJ SP, 15 m ar 2 0 1 7, rad. 4 3 7 2 5, la c u al se r e s u me en que el c o n s u mo de estupefacientes p or si solo no tiene la potencialidad de afectar bienes j u r i d i c os ajenos (la s a l ud o la seguridad publica, o el o r d en economico y social) y que la p r e s u n c i on de a n t i j u r i d i c i d ad p a ra los delitos de peligro abstracto - no de resultado como equivocadamente lo entiende el demandantesiempre sera legal (iuris tantum), y no solo c u a n do se trate de excesos ligeros a la dosis de u so personal. Los apartes m as significativos de lo expuesto por esta C o r p o r a c i on en el radicado 4 2 6 1 7, c o mo tesis j u r i s p r u d e n c i a l, en p u n to del t e ma que convoca la atencion, s on los siguientes: La posicion uniforme de la Corte en relacion al porte de estupefacientes destinado al consumo se puede sintetizar asi: si la cantidad que se lleva consigo sobrepasa ligeramente la dosis legal de uso personal carecerd de lesividad por su insignificancia, Un exceso superior, aun cuando sea para el propio consumo, siempre sera antijuridico porque hace presumir
—de derecho— el riesgo para la salud publica, el orden socioeconomico y la seguridad publica, tal y como se afirmd en la decision proferida el 17 de agosto de 2011, Rad. 35978. En ese orden, se tendria que cuando el exceso es minimo la presuncion de antijuridicidad es iuris tantum porque admite prueba en contrario, como la del fin de consumo, mientras que cuando el exceso es mayor la presuncion es iuris et de hire porque no admite controversia probatoria alguna. 12 Casacion Rad. 480! Jaime Alberto Ramirez Guzim En esta ocasion se considera que la tesis principal que se ha erigido en linea jurisprudencial debe revisarse por cuatro razones fundamentales: 1) Porque... en muchas de las decisiones de esta Corte ya se contemplan argumentos constitucionales, doctrinales y de derecho comparado, que permiten vislumbrar la falta de lesividad del porte de estupefacientes para el consumo. 2) Porque prohija una doble naturaleza de la presuncion de antijuridicidad en que se fundan los delitos de peligro abstracto: es iuris tantum para los eventos de exceso minimo de la dosis personal y es iuris et de iure para las demds hipotesis, sin que exista una razon vdlida para una tal distincion generalizada y, ademds, es inconsecuente con la jurisprudencia que sobre ese punto se ha sostenido. 3) Porque a partir del Acto Legislative No. 02 de 2009, se erigio al consumidor de sustancias estupefacientes y psicotropicas, especialmente al adicto, como sujeto de proteccion constitucional reforzada, lo cual impide que la misma condicion
que le hace merecedor de una discriminacion positiva, a la vez, pueda constituir el contenido de injusticia de un delito. Y, 4) Porque la tendencia contempordnea hacia la despenalizacidn de las conductas de porte y conservacion relacionadas con el consumo de drogas, la cual predomina en distintos sectores de los gobiemos locales, de los organismos internacionales, de la academia y de la sociedad en general; obliga a la judicatura a una reflexion permanente, por lo menos, en lo que hace a la efectiva antijuridicidad de tales comportamientos. A h o ra bien, c on el f in de precisar el alcance de la p r e s u n c i on de antijuridicidad d el delito previsto en el articulo 3 76 del Codigo Penal c u a n do se esta a n te un porte de estupefacientes destinado al c o n s u mo p e r s o n al superior al legalmente permitido, en la decision q ue se viene de referir i g u a l m e n te se sostuvo: 13 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzmaiy el presente analisis se circunscribird a la antijuridicidad del porte de estupefacientes destinado al consumo personal, pues es este el punto mds problemdtico hoy dia en la penalizacion del narcotrdfico, no solo en nuestro pais sino a nivel intemacional [...}. Especificamente, habrd de determinarse si la presuncion de peligro que configura la lesividad de la tenencia de estupefacientes es de aquellas iuris et de iure por venir prefijada por el legislador, caso en el cual la verificacidn de la tipicidad de la conducta apareja, automdticamente, su
antijuridicidad. O si, por el contrario, dicha presuncion es iuris tantum y, por tanto, siempre serian admisibles pruebas que la desvirtuen. La trascendencia del asunto es tal que de concluirse que la presuncion de lesividad es de derecho, en el porte de estupefacientes en cuantia que exceda las dosis establecidas en el articulo 2°, literal j), de la Ley 30 de 1986, aun cuando su destino exclusivo sea el consumo personal; inexorablemente la tipicidad acarreard la antijuridicidad. Mientras que, si la conclusion es la opuesta, es decir, que la presuncion es legal, la conducta sera tipica pero la demostracion de que no existid interferencia ni siquiera remota en los derechos de terceros, sean estos individuales o colectivos, excluye la dahosidad del comportamiento y, por ende, la responsabilidad penal. F r e n te a la referida disyuntiva, esta Sala, en la decision que se viene r e m e m o r a n d o, afirmo: la Corte Constitucional en sentencia C-491 de 2012, mediante la cual analizd la exequibilidad del articulo 376 del Codigo Penal modificado por la Ley 1453 de 2011, acogio la tesis segun la cual la dosis personal para el consumo es una presuncion legal (iuris tantum) y como tal admitird prueba en contrario la antijuridicidad de una conducta de porte que exceda el Umite cuantitativo prefijada por el legislador... 14 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzman D i c ho lo anterior, esta Sala arribo a l as siguientes
conclusiones:
1. Que el consumo de estupefacientes es una conducta que no tiene la potencialidad de afectar bienes juridicos ajenos (la salud o la seguridad publica, o el orden economico y social).
2. Que la presuncion de antijuridicidad para los delitos de peligro abstracto como es el de fabricacion, trdfico y porte de estupefacientes, es iuris tantum siempre, y no solo cuando se trate de excesos ligeros a la dosis de uso personal. (...) Asi las cosas, el porte de estupefacientes en una cantidad superior a la establecida legalmente como dosis de uso personal, es una conducta tipica que se presume antijuridica.
Sin embargo, como quiera que tal presuncion ostenta cardcter iuris tantum, la prueba de que su destino es el consumo estrictamente personal sin que apareje interferencia en derechos ajenos (orden socio-economico o la seguridad publica), desvirtua tal suposicion legal y, por ende, excluye la responsabilidad penal. En consecuencia, la cantidad de estupefaciente que se lleve consigo no es el unico elemento definitorio de la antijuridicidad, sino solo uno mds de los que habrdn de valorar los juzgadores a fin de determinar la licitud de la finalidad del porte. De todo lo a n t e r i o r m e n te sehalado se sigue q ue el porte de sustancias estupefacientes por e n c i ma de la dosis personal constituye u na p r e s u n c i on de antijuridicidad que es iuris tantum y por t a n to a d m i te p r u e ba en contrario, es decir, se p u e de desvirtuar. A h o ra bien, al paso q ue ello en efecto es a s i,
observese q ue p or igual en la decision q ue se viene de recordar se expuso que la cantidad de estupefaciente no es el u n i co elemento definitorio de la antijuridicidad. 15 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzman En otras palabras, no se t r a ta de u na simple evaluacion cuantitativa, sino de criterios soportados en elementos de p r u e ba o evidencias, q ue p e r m i t an concluir que el u so de la s u s t a n c ia es p a ra el propio c o n s u m o, no p a ra trahcar o distribuir o comerciar. En r a z on a esto, es posible superar el concepto de la "dosis de aprovisionamiento" en t e r m i n os de cantidad, p a ra dar cabida y resaltar que en la labor j u d i c i al se requiere de u na seria y razonable evaluacion judicial, que conforme al concreto contexto factico y probatorio, p e r m i ta concluir que la s u s t a n c ia i n c a u t a da es p a ra c o n s u mo personal. De o t ra parte, la posicion de esta S a la P e n al t a m b i en e n c u e n t ra soporte en decisiones de la Corte C o n s t i t u c i o n al (C-491/2012), la c u al sostuvo sobre el t e ma que concita la atencion, lo siguiente: El criterio general que se aplica en la jurisprudencia actual [de la Corte Suprema de Justicia] para determinar si la conducta cae dentro del nivel de tolerancia de la dosis personal o si resulta punible, es el siguiente: "si el porte de la sustancia es realizado por una persona farmacodependiente en la calidad y
cantidad definida en el literal jj del articulo 2° de la Ley 30 de 1986, la conducta se considera impune por las razones esgrimidas en la sentencia C221 de 1994, pero si se superan los Umites definidos como dosis personal, la conducta debe ser 16 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzman sancionada penalmente con independencia de si se es adicto o no^K 19.2. No obstante, la jurisprudencia especializada ha admitida en ocasiones, que luego de analizadas las circunstancias particulares de cada caso, es posible llegar a la conclusion de que un comportamiento carece de relevancia penal, segun lo estipulado en el articulo 11 de la Ley 599 de 2000 (principio de antijuridicidad material), siempre u cuando se haya demostrado que solo podia repercutir en el dmbito de la privacidad de quien consume la sustancia y se trate de una dosis personal, o que no supere e sa c a n t i d ad de m a n e ra i m p o r t a n t e, (...) 19.3. Es decir que de acuerdo con la jurisprudencia de la Corte Suprema de Justicia, los Umites de ilicitud penal en lo que a porte, trdfico o fabricacion de estupefacientes se refiere, se definen asi: "cuando se trata de cantidades de drogas ilegales, comprendidas inclusive dentro del concepto de la dosis personal, destinadas no al propio consumo sino a la comercializacion o, por que no, a la distribucion gratuita, la conducta serd antijuridica pues afecta los bienes que el tipo penal protege; lo que no acontece cuando la sustancia
(atendiendo o b v i a m e n te c a n t i d a d es insipnificantes o no desproporcionadas), estd destinada exclusivamente al consumo propio de la persona, adicta o sin problemas de dependencia, evento en el que no existe tal incidencia sobre las categorias juridicas que el legislador pretende proteger"^.
20. Luego del Acto Legislative 02 de 2009, la Sala de Casacidn Penal de la Corte Suprema de Justicia se pronuncio sobre las dudas surgidas en la comunidad juridica acerca de si la prohibicion constitucional del porte y consumo de sustancias estupefacientes o sicotrdpicas, salvo prescripcion medica, introducida en el articulo 49 Superior, unida a la nueva configuracion del articulo 376 del Codigo Penal establecida por el articulo 11 de la Ley 1453 de 2011, que suprimio de su texto la expresion "salvo lo dispuesto sobre dosis para uso personal", implicaba la penalizacion del porte de estupefacientes en cualquier cantidad, y por ende la punicion del porte de dosis para uso personal. 1 "Casacion No. 35978 de agosto 17 de 2011." a "Casacion 29183 de 2008."
17 Casacion Rad. 48005 _ Jaime Alberto Ramirez GuzmanY / Al respecto predso el Tribunal de Casacidn en la sentencia de agosto 17 de 2011^ que: A pesar de la reforma constitucional a traves del Acto Legislativo 02 de 2009 y de la modificacidn del articulo 376 del Cddigo Penal mediante el articulo 11 de la Ley de Seguridad Ciudadana, es posible tener por impunes las conductas de los
individuos dirigidas al consumo de estupefacientes en las dosis fijadas en el literal j) del articulo 2° de la Ley 30 de 1986, o en c a n t i d a d es U g e r a m e n te superiores a esos topes, esto ultimo de acuerdo con el desarrollo de la Sala de Casacidn Penal de la Corte Suprema de Justicia sobre el tema. Lo anterior, en razon al respeto del derecho al libre desarrollo de la personalidad, y a la ausencia de lesividad de conductas de porte de estupefacientes encaminadas al consumo del adicto dentro de los Umites de la dosis personal, pues estas no trascienden a la afectacion, siquiera abstracta, del bien juridico de la salud publica, el cual es el que principalmente protege el tipo penal descrito en el articulo 376 del Codigo Penal (...) En conclusion, la jurisprudencia actual de la Corte Suprema de Justicia sobre el tratamiento al porte de sustancia estupefaciente en cantidad considerada como dosis personal, ha establecido las siguientes reglas: (i) El concepto de dosis personal y su regulacion prevista en el literal j) del articulo 2° de la Ley 30 de 1986 continuan vigentes; (ii) en casos de porte de sustancias prohibidas en cantidad de baja significacidn es preciso analizar si la conducta reviste relevancia penal por concurrir la exigencia de antijuridicidad material (Art. 11 CP. lesividad), es decir si reviste idoneidad para afectar el bien juridico de la salud publica, o si se trata de un acto que solo concieme al fuero individual del portador; (Hi) cuando se trata del porte, trdfico o fabricacion de estupefacientes en cantidades
comprendidas dentro del rango de dosis personal, destinadas no al consumo sino a su comercializacion e incluso a su distribucion gratuita, la conducta serd antijuridica pues afecta los bienes que el tipo penal protege; (iv) cuando la sustancia, a t e n d i e n do c a n t i d a d es insiftnificantes o no d e s p r o p o r c i o n a d a s, concepto que incluue la dosis personal, estd destinada exclusivamente al consumo propio de la persona, adicta o sin problema de narcodevendencia, no concurra el presupuesto de la antiiuridicidad en tanto no se 3 "Radicacion 35978." 18 Casacion Rad. 48005 Jaime Alberto Ramirez Guzman afectan los bienes jundicos que el legislador pretende proteger; (v) A pesar de la prohibicion introducida por el Acto Legislativo 02 de 2009 (Art. 49 CP.), y de la modificacidn al articulo 376 del Cddigo Penal efectuada por el art
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