CSJ - AP2773-2017(46476)
Corte Suprema de Justicia
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Detalles
- Título
- CSJ - AP2773-2017(46476)
- Autor
- Corte Suprema de Justicia
- Categoría
- Jurisprudencia
- Área del derecho
- Penal
- Año
- 2017
Republica de Colombia Corte Suprema de Jnslicia Sala U Casaclda Pan^
CORTE SUPREMA DE JUSTICIA
SALA DE CASACION PENAL
GUSTAVO ENRIQUE MALO FERNANDEZ
Magistrado Ponente AP2773-2017 Radicacidn N° 46476. A p r o b a do acta No. 1 2 4. Bogota, D . C, tres (3) de m a yo de d os m il diecisiete (2017), V I S T OS Se decide sobre la a d m i s i on de la d e m a n da de casacion presentada p or la defensora de N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R TE en c o n t ra de la sentencia de segunda i n s t a n c ia proferida p or el T r i b u n al Superior de T u n ja el 14 de m a yo de 2 0 1 5, m e d i a n te la c u al se c o n f i r mo la q ue decidio condenar a aquel c o mo a u t or del delito de homicidio. 1 Casacion No. 4647i Nelson Esney Gonzalez Duarte y otwJ A N T E C E D E N T ES
1. Facticos En la sentencia de segunda i n s t a n c ia se declararon probados los siguientes hechos: Entre la noche del 28 y la madrugada del 29 de mayo de 2 0 11 se celebraba u na fiesta en el salon c o m u n al de la vereda J u r pa del municipio de Ventaquemada, acto al cual arribo un grupo de
personas motejados como "los mineros" quienes luego de departir un rato ocasionaron u na reyerta en la q ue resultaron heridos J O R GE L U IS R O D R I G U EZ y F A B IO A N D R ES M O R E N O, ante lo cual F A B R I C I A NO M O R E NO intervino en defensa de su hijo, siendo tambien agredido p or parte de estos sujetos de quienes inicialmente pudo escapar refugiandose en un cuarto en donde se encontraban varios ninos. No obstante, en ese lugar fue ubicado por J A I ME A L B E R TO P E R EZ E S T R A D A, H E L I O D O RO P U L I DO P I N I L L A, J U AN C A R L OS G O M EZ A C O S T A, N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A I i TE y A L B E R TO V E L O ZA A L A R C O N, quienes lo sacaron del m i s mo de forma violenta y lo Iparon (sic) al piso, justamente en el lugar en donde se estaba asando la came, siendo atacado c on un a r ma corto punzante, palos, punos y patadas, los cuales le generaron multiples t r a u m as en cabeza, extremidades y otras partes d el cuerpo, q ue le ocasionaron la muerte.
2. Procesales El 6 de julio de 2 0 1 1, ante el Juzgado P r o m i s c uo M u n i c i p al de V e n t a q u e m a da (Boyaca) con f u n c i on de control
de garantias, se forraulo i m p u t a c i on por el delito de homicidio en c o n t ra de N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R T E, J u an Carlos G o m ez Acosta y Heliodoro Pulido PiniUa. En fechas diferentes de ese a f n, se vinculo por la m i s ma via procesal y 2 Casacion No. 4647J Neison Esney Gonzalez Duarte y otfo! por igual delito a Jose Albeiro Veloza Alarcon (30 de mayo) y a J a i me Alberto Perez E s t r a da (8 de agosto). Las actuaciones, q ue se adelantaban p or separado, fueron a c u m u l a d as el 28 de septiembre de 2 0 11 por orden del Juzgado C u a r to Penal d el Circuito de T u n j a, previa solicitud d el delegado de la Fiscalia, Al d ia siguiente, en audiencia, se f o r m u lo acusacion en c o n t ra de N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R T E, J u an Carlos G o m ez Acosta, Jose Albeiro Veloza M u n oz y J a i me Alberto Perez Estrada, por el m i s mo delito inicialmente i m p u t a d o. Por su parte, en c o n t ra de Heliodoro Pulido PiniUa se f o r m u lo acusacion ante el Juzgado Q u i n to Penal del Circuito de T u n ja y, luego, por soUcitud de su defensor, este proceso fue a c u m u l a do al antes referido en audiencia d el 6 de
diciembre de 2 0 1 1. La audiencia preparatoria t u vo lugar el 14 de m a r zo de 2 0 12 y la de juicio oral se inicio el 13 de diciembre siguiente. En esta fase se decreto la r u p t u ra de la u n i d ad procesal con relacion a Jose Albeiro Velosa A l a r c on p or v i r t ud de la celebracion de un preacuerdo. El juicio c o n t i n uo en sesiones del 2 0, 2 1, 22 y 26 de febrero, y 22 de abril de 2 0 1 3; en esta u l t i m a, el juzgado a n u n c io q ue el sentido d el faUo seria condenatorio y procedio, alii m i s m o, a darle lectura integral. En el m i s m o, decidio i m p o n er a l os acusados la p e na principal de prision por 2 68 meses y 18 dias, y la accesoria 3 Casacion No. 464 Neison Esney Gonzalez Duarte y otr de inhabilitacion p a ra el ejercicio de derechos y funciones publicas por igual tertnino. Al desatar el recurso de apelacion interpuesto por l os defensores de N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R T E, J u an Carlos G o m ez Acostit y Helidoro Pulido PiniUa; la S a la Penal del T r i b u n al Superior d el Distrito J u d i c i al de T u n j a, en audiencia de l e c t u ra celebrada el 14 de m a yo de 2 0 1 5,
confirmo la decision condenatoria. E s ta sentencia de segunda i n s t a n c ia fue r e c u r r i da en casacion por la defensora del p r i m e ro de los acusados, q u i en presento, o p o r t u n a m e n t e, la respectiva d e m a nd a. LA D E M A N DA Luego de identificar a l os sujetos procesales y de trascribir los hechos y la a c t u a c i on procesal de la sentencia de s e g u n da instancia; la r e c u r r e n te a n u n c ia que acude a la c a u s al de casacion descrita en el n u m e r al 3 del articulo 1 81 del Codigo de Procedimiento P e n al ( en adelante C,P.P./2004). En oti'o capitulo, d e n o m i n a do «finalidad de la casaci6n», m a n i f i e s ta q ue pretende (i) el respeto de l as garantias de N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R TE a que se p r e s u ma su inocencia y a q ue le favorezca t o da d u da probatoria, (ii) la r e p a r a c i on de l os dafios q ue se le h an irrogado con la privacion de la libertad, y, por u l t i m o, (iii) la 4 Casacion No. 46' Neison Esney Gonzalez Duarte y o] unificacion la j u r i s p r u d e n c ia sobre la violacion indirecta de la ley por «no aplicacidn del in dubio pro reo». A c o n t i n u a c i o n, en acapites separados, la d e m a n d a n te
f o r m u la y s u s t e n ta los siguientes cargos: Cargo No 1: falso juicio de identidad Luego de sefialar l os f u n d a m e n t os probatorios de la c o n d e na de todos los acusados, la i m p u g n a n te e n u n c ia los errores que, en su o p i n i o n, c o n t i e n en l os q ue s o p o r t an la decision frente a su defendido, asi. - El T r i b u n al a f i r mo q ue Y u l ia A n d r ea C a s t ro Paez sehalo a N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R TE c o mo u no de los agresores, lo c u al seria equivocado porque ella solo lo reconocio c o mo la p e r s o na que, en la condicion de acusado, se e n c o n t r a ba presente en la sala de audiencias y a la que distingue con el apodo de «negro», en apoyo de lo cueil cita a l g u n os f r a g m e n t os del referido t e s t i m o n i o. De esa m a n e r a, asegura, la sentencia tergiverso el dicho de la testigo, pues, m uy por el contrario, esta «fue clara en establecer que no vio al negro golpearlo y que incluso el trataba era de guitar a los agresores». C on esa p r u e b a, asegura, se f u n do la acusacion, tal y c o mo lo h a b r ia relatado el investigador Gilberto Rojas J i m e n e z, pese a que dos de los coacusados la d e s v i r t u an y
u n o, el de «caleho», que si la r e a f i r m a, es m e n t i r o s o. 5 Casacion No. 46' Neison Esney Gonzalez Duarte y 01 - El t e s t i m o n io de Leydy Paola Q u i n t e ro M o r e no f ue o m i t i do en s e g u n da i n s t a n c ia y el m i s mo d e t e r m i na la a u s e n c ia de participacion de G O N Z A L EZ D U A R TE en la agresion, por lo que «elfallador trastoma la apreciacion de la prueba». El t e s t i m o n io de Jose R a m i ro Lopez f ue e r r o n e a m e n te valorado, p u es le confiere credibilidad en c u a n to a f i r ma q ue v io a G O N Z A L EZ D U A R TE entre l os victimarios. Se desconocio asi que aquel se e n c o n t r a ba a 20 o 25 m e t r os de distancia del lugar de los hechos y que el m i s mo estaba oscuro. Asi, se le creyo a un t e s t i m o n io confuso, contradictorio y alej ado de l as reglas de la experiencia, con lo c u al t a m b i en se configuraria un falso juicio de raciocinio», porque es imposible q u e, en l as condiciones antes descritas, p u d i e ra percibir al «negro» como q u i en «tenia un puhal en la mano», c o mo lo a f i r m o, m e n os c u a n do otros testigos sefialaron que q u i en p o r t a ba
esa a r ma era «el caleno», Por u l t i m o, destaca que el T r i b u n al ((conjunde y tergiversa» la p r u e ba c u a n do dice q ue ella establecio que «NEISON ESNEY es uno de los que azoto (sic) a la victima en gavilla con punos, puntapies y lenazos», c u a n do asi no fue relatado. - A la valoracion d el t e s t i m o n io de Alvaro M u n oz Reina, le achaca el m i s mo error que, en u l t i mo lugar, describio respecto de la p r u e ba que acaba de cuestionar, Ademas, a pesar q ue reconoce q ue aquel sehalo a su 6 Casacion No. 464] Neison Esney Gonzalez Duarte y otn defendido c o mo u no de los que se e n c o n t r a ba en el lugar de los hechos, advierte q ue n u n ca d e t e r m i no claramente su participacion y que solo refiere haberlo visto en u na p r i m e ra confrontacion en el interior del salon y no en la que ocurrio afuera que, asevera, f ue la que desencadeno la m u e r te de Fabriciano M o r e n o. - C on base en el t e s t i m o n io de Fabio A n d r es M o r e no Lopez, hijo d el occiso, el T r i b u n al h a b r ia sostenido q ue G O N Z A L EZ D U A R TE participo en la reyerta inicial dentro del s a l on 8, a partir de lo c u al concluye que fue u no de los
agresores mortales. En t al r a z o n a m i e n t o, considera, se confundio el altercado inicial en el q ue no se golpeo a Fabriciano M o r e no con el que, luego, p r o d u jo su m u e r t e. A d e m a s, asegura, el testigo no presencio el u l t i mo acontecimiento que t u vo lugar en la parte exterior del salon. - F r e n te a la declaracion de l os acusados, reprocha que el T r i b u n al tenga por cierta la i n c r i m i n a c i on realizada por J a i me Alberto Perez E s t r a d a, m uy a pesar de reconocer que este t r a to de sindicar a los d e m as exculpandose el y de que Heliodoro Pulido y J u an Carlos G o m ez h a y an m a n i f e s t a do q ue G O N Z A L EZ D U A R TE no participo en la golpiza. Siendo asi, considera, se altero el contenido de aquel t e s t i m o n io porque extracto solo l as partes donde n o m b ra a su defendido, s in q ue n i n g u na o t ra p r u e ba respaldara la i m p u t a c i o n. 7 En general, cuestiona q ue la apreciacion de l as p r u e b as testimonialxis no respeto l os criterios establecidos en los articulos 4 0 4, 4 20 y 4 32 de la Ley 9 06 de 2 0 04 y no fue c o n j u n t a, con lo c u al se presenta u na distorsion de la
expresion factica de aquellas incurriendose en un falso juicio de identidad y, en consecuencia, arribandose a conclusiones equivocadas. P or ello, e s t i ma q ue no se desvirtuo la p r e s u n c i on de inocencia de N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R TE y, p or ello, solicita se profiera u na sentencia a b s o l u t o r ia de reemplazo. Cargo No 2: falso juicio de identidad La d e m a n d a n t e, n u e v a m e n t e, alega que la distorsion de la p r u e ba t e s t i m o n i al condujo a la e r r o n ea conclusion de que existia certeza sobre la responsabilidad de N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R T E, con lo c u al se violaron, por la via indirecta, los principios de la d u da en favor del reo y la p r e s u n c i on de inocencia. En desarroUo del cargo, m a n i f i e s ta que el falso j u i c io de identidad recayo sobre los testimonios de Y u l ia A n d r ea Ceistro Paez, J a i me Perez, Alvaro M u n o z, Jose R a m i ro Lopez y Fabio M o r e n o, s u s t e n t a n d o l o, a u n q ue con m u c ha brevedad, en las m i s m as razones expuestas en la c e n s u ra anterior para, finalmente, elevar igual pretension. Cargo No 3: falso juicio de existencia Casacion No. 4647(
Neison Esney Gonzalez Duarte y otra D e n u n c ia la r e c u r r e n te q ue el T r i b u n al o m i t io da apreciacion de las pruebas de forma completa y en conjunto» y ello conllevo a la decision de condena. En e se orden, m a n i f i e s ta que a pesar de relacionar el t e s t i m o n io de Leydy Paola Q u i n t e r o, q u i en sehalo a los a u t o r es d el c r i m e n, no tiene en c u e n ta que ella no r e c u e r da h a b er visto entre ellos a G O N Z A L EZ D U A R T E, c o mo t a m p o co lo hizo Y u li Andrea. T a m b i en se h a b r i an o m i t i do l as declaraciones de Jorge L u is Rodriguez, A n d e r s on M u h o z, M a r ia E l sa Lopez, Edgar H u m b e r to Rios, Nelson Melo, Hector M a n u el Rios, Yeferson M u h o z, F r e dy Horacio P u l i do Pinilla, Heliodoro Pulido PiniUa, en c u a n to n i n g u no de ellos m e n c i o no a su representado c o mo u no de l os agresores. P or u l t i m o, advierte q u e, inclusive, t e s t i m o n i os de cargo f u e r on pretermitidos porque varios de ellos s i n d i c a r on a «champu grande» y «jhon paisa», s in que estos f u e r an vinculados, S e g un lo anterior, e s t i ma la d e m a n d a n te q ue la
apreciacion de las p r u e b as o m i t i d as c o n d u c en a u na d u da razonable sobre la responsabilidad de G O N Z A L EZ D U A R T E; por lo que, opina, debe proferirse sentencia a b s o l u t o r ia de reemplazo. Cargo No 4 (subsidiario): falta de aplicacion de la duda en favor del reo y de la presuncion de inocencia La r e c u r r e n te asegura q ue en la a r g u m e n t a c i on d el fallador se dejo un a s o mo de d u da en c u a n to a la responsabilidad de su defendido, pues mo se logro 9 Casacion No. 46476: Neison Esney Gonzalez Duarte y otroa determinar su participacion ni si este golpeo o no a la victima ni siquiera si estaba o no afuera al lado de la came cuando agredieron al hoy occiso con palos, puhal y a golpes»; no obstante ello, se decidio condenarlo. P or ello, solicita a la Corte casar la sentencia y r e e m p l a z a r la p or u na absolutoria. CONSIDERACIONES L De conformidad c on lo previsto en el articulo 184 del Codigo de Procedimiento Penal de 2 0 0 4, la Corte e x a m i na la d e m a n da de casacion i n t e r p u e s ta p or la defensora de N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R T E, c on el objeto de d e t e r m i n ar si es admisible o n o, lo cual dependera d el
c u m p l i m i e n to de l os requisites consagrados en el citado estatuto p a ra ese acto procesal que se refieren, basicamente, a la existencia de interes juridico, al sefialamiento de la causal de casacion, al desarroUo de l os cargos de sustentacion y a la necesidad del fallo p a ra c u m p l ir algunas de las finalidades del recurso.
II. Sea lo p r i m e ro advertir que, conforme a lo establecido en el articulo 1 81 d el C.P.P./2004, el recurso de casacion interpuesto es procedente por la u n i ca r a z on de que se dirige contra u na sentencia de segunda instancia, c o mo f ue la proferida el 14 de m ayo de 2 0 15 por el T r i b u n al Superior del Distrito J u d i c i al de T u n j a, que confirmo la condenatoria que
10 Casacion No. 464! Neison Esney Gonzalez Duarte y otf h a b ia dictado el Juzgado C u a r to Penal d el Circuito de e sa ciudad, en c o n t ra de N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R TE y otros por el delito de homicidio.
III. De otra parte, la d e m a n d a n te se e n c u e n t ra legitimada p a ra recurrir en casacion, conforme lo establece el articulo 182 del C.P.P./2004, pues, es u na de las partes del proceso - la defensa-, y la sentencia condenatoria q ue se i m p u g na produce consecuencias adversas a q u i en representa
dado q ue le i m p o ne sanciones privativas de derechos fundamentales. Ademas, l os a r g u m e n t os q ue s u s t e n t an el recurso extraordinario s on similares a los que h a b ia expuesto la defensa en el de apelacion c o n t ra el fallo de p r i m e ra instancia, en c u a n to a m b os cuestionan l os f u n d a m e n t os probatorios de la declaratoria de responsabilidad penal, por lo que n i n g un reparo puede hacerse en t o mo a la legitimidad del i m p u g n a n t e.
IV. En c u a n to a los fines del recurso extraordinario, la d e m a n d a n te invoca tres de l os c u a t ro descritos en el articulo 1 80 de la L ey 9 06 de 2 0 0 4: el respeto de l as garantias de l os intervinientes, la reparacion de agravios inferidos y la unificacion de la j u r i s p r u d e n c i a. No obstante, los d os p r i m e r os l os soporta en la p r e s u n ta existencia de errores judiciales de la sentencia que, como se explicara, s on inadmisibles en sede de casacion. Y, en lo que hace al otro f u n d a m e n to teleologico aludido, no se justifico la necesidad de homogeneizar la j u r i s p r u d e n c ia en relacion c on la
11 Casacion No. 464 Neison Esney Gonzalez Duarte y otj proposicion en casacion de u na infraccion al principio de la d u da favorable al r e o, pues j a m as se advirtio u na
interpretacion ausent e o contradictoria en esa materia.
V. La falencia recien descrita, a u n a da a q ue no se c u m p l io con el deber de s u s t e n t ar un solo cargo atendible en la sede extraordinaria de casacion, como enseguida se pasa a demostrar, no puede generar sino la i n a d m i s i on del Hbelo.
- C o mo quiera <que la recurrente d e n u n c ia la infraccion, tanto indirecta como -de m a n e ra subsidiariadirecta, d el principio contemplado en el inciso final d el articulo 7 d el C.P.P./2004 y, de f o r ma i n f u n d a d a, plantea la necesidad de unificar la j u r i s p r u d e n c ia en relacion con la tecnica de su proposicion en casacion; en p r i m er lugar, se recordara la tesis interpretativa q ue en esta m a t e r ia es pacifica. T al y como se anoto en el A P 6 9 8 8 - 2 0 1 6, oct. 12, rad. 4 8 5 1 3, el desconocimiento en la sentencia del a x i o ma segun el cual la d u da sobre la responsabilidad del acusado debe favorecerlo, puede proponerse por la senda de las causales de casacion previstas t a n to en el n u m e r al 1 como en el 3 del articulo 1 81 procesal, bajo las siguientes premisas: "(...) violacion directa o indirecta. Si postulaba la primera, le correspondia demostrar q ue el fallador reconocio en l as
consideraciones de la providencia atacada la existencia de dudas trascendentes de imposible eliminacion sobre la materialidad de la conducta o la responsabilidad de l os procesados y, pese a ello, profirio sentencia de condena c on exclusion evidenle de la disposicion normativa que contiene el principio, cuando le correspondia en consonancia c on su 12 Casacion No. 4647i Neison Esney Gonzalez Duarte y otm exposicion absolver, circunstancia que no tuvo lugar en el fallo impugnado. Pero si el vicio denunciado se fundaba en la violacion indirecta de la ley sustancial, debia sehalar si se trato de un error de hecho por falso juicio de existencia, falso juicio de identidad o falso raciocinio, o de un error de derecho p or falso juicio de conviccion o falso juicio de legalidad, acreditar su trascendencia y sehalar su correccion e injerencia en la sentencia impugnada, labor que tampoco realizo, a m en de que no identified las dudas ni l os aspectos q ue no fueron debidamente dilucidados y probados en la actuacidn y d an lugar a la conformacidn de incertidumbre trascendente sobre la materialidad del ilicito o la responsabilidad de sus asistida. (CSJ AP, 4 j u n. 2013, rad. 41379)." ii. Por la via de la caus£il p r i m e ra del articulo 1 8 1, la recurrente d e n u n c ia vicios en la apreciacion de pruebas consistentes en juicios equivocados sobre la identidad y la existencia de aquellas. C o mo se observa, se trata de yerros
que tienen supuestos facticos distintos, m as c o m p a r t en la naturaleza de «errores de hecho» p or c u a n to consisten en divergencias sobre la materialidad u objetividad de la prueba, Asi, en a m b os eventos la irregularidad reside en la a s u n c i on del objeto de conocimiento p or parte d el j u ez (hechos probados), m i e n t r as que, si ella acaece en el e x a m en o analisis q ue d el m i s mo se h a ga a f in de fijar su valor demostrativo, a u n q ue t a m b i en sera un error de hecho, configurara un falso raciocinio. En cualquiera de tales casos, la sustentacion debe acreditar que la equivocacion es patente (manifiesta) y desvirtua el f u n d a m e n to probatorio de la sentencia (trascendente). Cargo No 1: falso juicio de identidad 13 Casacion No. 46Neison Esney Gonzalez Duarte y gj S e g un la recunente, se h a b r ia i n c u r r i do en un falso juicio de identidad en la apreciacion de l as p r u e b as q ue utilizo el T r i b u n al c o mo f u n d a m e n to de la decision condenatoria en c o n t ra de N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R T E, esto es, los t e s t i m o n i os rendidos por Y u l ia A n d r ea Castro Paez, L e y dy Paola Q u i n t e ro M o r e n o, J o se R a m i ro
Lopez, Alvaro M u f i oz Reina, Fabio A n d r es M o r e no Lopez y J a i me Alberto Perez ILstrada. - Sostiene q ue se tergiverso el t e s t i m o n io de Y u l ia A n d r ea Castro Paez, p or c u a n to el T r i b u n al asegura q ue esta sehalo a N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R TE c o mo u no de l os agresores de Fabriciamo M o r e n o, c u a n do el verdadero contenido de e sa p r u e ba e n s e ha q ue la declarante u n i c a m e r i te lo referencio c o mo la p e r s o na que distinguia con el r e m o q u e te de «negro», de q u i en afirmo, por el contrario, que i n t e n to apaciguar a los atacantes. En la m i s ma d e m a n da se d e s v i r t ua el s u p u e s to factico del error de hecho denunciado, p u es al trascribirse parte del t e s t i m o n io aludido, se observa q ue si contiene l as aiirmaciones que el T r i b u n al le asigna. Asi, a folio 8 se cita el relato t e x t u al de Y u l ia A n d r ea Castro Paez en el m i n u to 2:09: «... Cogio caleho cogio y lo tumbo (sic) contra el suelo y fue cuando comenzaron a darle palo y a darle punaladas el caleho y diablo y los otros muchachos ayudaron a pegarle A
QUE (sic) MUCHACHOS SE REFIERE eh SHAMPO CHICO Y JUANITO pues el otro muchacho creo que ayudo (sic) a 14 Casacion No. 464^ Neison Esney Gonzalez Duarte y otn pegarle USTED LO OBSERVO (sic): PUES NO la verdad no, A CUAL ES EL MUCHACHO QUE SE REFIERE pues negro creo mejor dicho es la verdad no me acuerdo si negro le pego (sic) o no le pego (sic)...». En el siguiente folio (9), se trascribe la r e s p u e s ta de la testigo c u a n do la Fiscalia le p r e g u n to sobre la a c t u a c i on de q u i en identifica c o mo «negro» ( m i n u to 2:30:14): «pues negro cogio y le p e go (sic) pero ahi patada pero en el sentido el no le pego antes como que trataba de evitar la gente, me entiende que no le pegaran mds a don fabriciano». (Negritas f u e ra del texto original) Por su parte, el T r i b u n a l, al describir el contenido objetivo de la citada p r u e b a, refirio que la testigo: Menciona que "Caleho" ubico al interfecto que se habia metido en un cuarto aledaho a donde estaban asando la came, lo derribo al suelo y comenzaron a pegarle c on palos y a propinarle puhaladas entre "Caleho" y " el diablo" mientras " c h a m p u" y "juanito" le pegaban patadas, sin recordar con claridad si el "Negro' se sumo a la golpiza contra la victima. Asegura que ella observo de cerca la agresion ejecutada contra
la victima por "Caleho" ( J A I ME A L B E R TO P E R EZ E S T R A D A ) , . .. y el "negro" ( N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R T E ). (.„). Indica que pudo observar que " C A L E N O" y "DIABLO" agredieron a la victima con palos y que ambos tenian u na navaja, q ue "JUANITO" le daba patadas y puhos y q ue en un m o m e n to tambien lo golpeo con un palo, que " C H A M PU C H I C O" tambien golpeo a la victima agrediendolo de igual forma con un palo, y "NEGRO" le pego unas patadas, para decir posteriormente que el no le pego (sic), ya que lo que intentaba era apaciguar a los agresores,...^ ' Folios 615 y 616 de la carpeta. Sentencia de segunda instancia. 15 Casacion No. 464^;^ Neison Esney Gonzalez Duarte y otrggy De acuerdo c on el anterior recuento, es evidente que el T r i b u n al reprodujo con fidelidad el t e s t i m o n io rendido por Y u l ia A n d r ea Castro Paez, t a n to en l os pasajes en q ue sehala a N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R TE c o mo en aquellos en que i n t e n to a t e n u ar esa sindicacion aduciendo que no recordaba b i en e sa i n t e r v e n c i on o q ue aquel, t a m b i e n, busco c a l m ar a l os agresores. Precisado lo
anterior, la i n c o n f o n n i d ad de la d e m a n d a n te se orientaria, al parecer, es a cuestionar la decision de otorgarle m e r i to a la parte del t e s t i m o n io que reflejaba u na clara i m p u t a c i on delictiva, lo c u al se c o n f i r ma c u a n do pretendio f u n d ar el falso j u i c io de identidad sobre el t e s t i m o n io a p a r t ir de su contrastacion con el rendido por 3 de los acusados. Siendo ese su real proposito, en gracia de discusion, debio acudir a la senda del falso raciocinio p a ra desvirtuar la correccion del j u i c io a p a r t ir de la infraccion de los principios de la s a na critica, lo c u al ni siquiera i n t e n t o. - Respecto d el t e s t i m o n io de Leydy Paola Q u i n t e ro M o r e n o, c e n s u ra que el T r i b u n al lo h a ya o m i t i do a pesar de que acreditaba la a u s e n c ia de participacion de N E I S ON E S N EY G O N Z A L EZ D U A R T E, con lo c u al se <drastoma la apreciacion de la prueha». Observese q ue se pretende s u s t e n t ar un falso j u i c io de identidad por tergiversacion con el s u p u e s to de un falso j u i c io de existencia por o m i s i o n, revelando a si u na c e n s u ra no solo i n d e t e r m i n a da sino
contradictoria: si la p r u e ba fue valorada c on distorsion de su contenido no fue p r e t e r m i t i da y, viceversa, si fue o m i t i da 16 Casacion No. 4647d Neison Esney Gonzalez Duarte y otrps no p u do ser tergiversada. A un c u a n do se p a s a ra por alto esa contradiccion, la p r u e ba t e s t i m o n i al en cita f ue c o n t e m p l a da en la sentencia de s e g u n da i n s t a n c ia como consta en l os folios 6 08 a 6 10 de la carpeta, s in que la recurrente, m as alia de la a n o t a da contradiccion, m o s t r a ra el contenido tergiversado. - En c u a n to al t e s t i m o n io de Jose R a m i ro Lopez, de m o do s i m i l ar que frente a la a n t e r i or prueba, f o r m u la un falso j u i c io de identidad s u s t e n t a n d o lo en el s u p u e s to de otro error de hecho, un falso raciocinio por violacion de reglas de la experiencia. Por esa via, n u e v a m e n t e, i n c u r re en u na contradiccion irresoluble porque o la p r u e ba f ue distorsionada en su c o n t e m p l a c i on objetiva, s e g un el cargo expresamente f o r m u l a d o, o, por el contrario, se respeto su contenido integral, pero se le asigno un valor con infraccion
de l os principios de la s a na critica, como lo a f i r ma en la sustentacion. En todo caso, n i n g u no de l os errores de hecho m e n c i o n a d os tiene la v i r t u a l i d ad de ser estudiado en fallo de casacion. En lo q ue hace al falso j u i c io de identidad n u n ca se evidencio, a traves del insoslayable cotejo, que el T r i b u n al se aparto d el exacto contenido d el t e s t i m o n io rendido por Jose R a m i ro Lopez; en su lugar, reclame que aquel no h a ya utilizado l as m i s m as palabras q ue este u l t i mo empleo p a ra describir la agresion en c o n t ra de 17 Casacion No. 46 Neison Esney Gonzalez Duarte y ot Fabriciano M o r e n o, c on lo c u al la diferencia seria m e r a m e n te linguistica y no de contenidos. Ademas, c on el pretexto de un falso raciocinio, se dedico a cuestionar la credibilidad q ue se le d io al testigo porque la poca visibilidad y la distancia (20 o 25 metros) a la que este se e n c o n t r a ba respecto del lugar de los hechos, le i m p e d i an percibu'los, r a z on p or la c u al e sa valoracion h a b r ia infringido reglas de la experiencia. E sa c e n s u ra t a m b i en es i n a d m i s i b le porque, a m as de que sugiere u na p r e s u n ta imposibilidad fisica de percepcion s in aducir la ley
de la ciencia q ue la respaldaria, t a m p o co especifico la hipotetica m a x i ma de la experiencia v u l n e r a da en la apreciacion probatoria, por lo que la i n c o n f o r m i d ad no p a sa de ser u na m e ra o p i n i on personal s in s u s t e n to alguno. - Sobre el t e s t i m o n io de Alvaro M u f i oz Reina, t a m b i en pretendio s u s t e n t ar el error de hecho d e n u n c i a do a p a r t ir de u na divergencia linguistica y no de contenidos, lo cual, c o mo se explico, es i m p e r t i n e n t e. A m as de lo anterior, refiere lo que seria u na l i m i t a c i on del objeto de percepcion del testigo, en c u a n to asegura q ue este solo p u do v er la confrontacion c u a n do se desarroUo al interior del salon, no lo q ue acontecio afuera. E sa referencia sobre el contenido de la p r u e ba constituye solo eso y n u n ca la d e m o s t r a c i on de un error j u d i c i al sobre el m i s m o; por t a n t o, es insuficiente en el proposito q ue persigue la d e m a n d a n t e. P or si f u e ra poco, la n a r r a c i on q ue describe la recurrente, en s us 18 Casacion No. 464^ Nelson Esney Gonzalez Duarte y otrt aspectos centrales, es coincidente c on el r e s u m en que de la m i s ma elaboro el T r i b u n a l:
Para la noche de los hechos se encontraba en la vereda J u r pa en compahia de su novia en el salon de la vereda en donde se desarrollaba u na reunion, estaban t o m a n do cerveza, Uegaron u n os muchachos en u na camioneta blanca, empezaron a bailar, se presento un problema con el novio de u na muchacha, se agredieron, se lanzaron botellas, golpearon a un sehor CESAR, cerraron la puerta del salon y no dejaron salir a nadie, de un m o m e n to a otro A N D R ES M O R E NO empezo a defender a CESAR, p or ser su familiar, y el difunto hizo lo propio para apoyar a su hijo A N D R ES M O R E N O,
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