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CSJ - AP3580-2016(47984)

Corte Suprema de Justicia

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Detalles

Título
CSJ - AP3580-2016(47984)
Autor
Corte Suprema de Justicia
Categoría
Jurisprudencia
Área del derecho
Penal
Año
2016

CORTE SUPREMA DE JUSTICIA

SALA DE CASACIÓN PENAL FERNANDO ALBERTO CASTRO CABALLERO M a g i s t r a do P o n e n te

AP3580-2016 Radicación No. 4 7 9 84 A p r o b a do acta No. 1 72 Bogotá, D.C., j u n io o c ho (08) de dos m il dieciséis (2016). VISTOS Resuelve la C o r te el r e c u r so de apelación i n t e r p u e s to por la d e f e n s o ra de G E R M AN A L O N SO O L A NO B E C E R R A, c o n t ra la decisión a d o p t a da el 25 de enero de 2 0 16 p or el J u z g a do Tercero de Ejecución de P e n as y M e d i d as de S e g u r i d ad de esta c i u d ad m e d i a n te la c u al le negó p e r m i so p a ra trabajar. — Segunda Instancia N° 479,84 ANTECEDENTES PROCESALES RELEVANTES El 27 de s e p t i e m b re de 2 0 12 la C o r te S u p r e ma de J u s t i c ia condenó al excongresista G E R M AN A L O N SO O L A NO B E C E R R A, c o mo a u t or de los delitos de e n r i q u e c i m i e n to ilícito y tráfico de i n f l u e n c i as el último en c o n c u r so homogéneo y sucesivo, a p e na de prisión de 1 00 m e s es y 24 días,

inhabilitación p a ra el ejercicio de d e r e c h os y f u n c i o n es públicas p or el m i s mo lapso y m u l ta de seiscientos diez m i l l o n es ochocientos s e s e n ta m il pesos ( $ 6 1 0 . 8 6 0 . 0 0 0 . o o ), más ciento cinco salarios mínimos legales también c o mo p e na p e c u n i a r i a. D i s p u so i g u a l m e n te n e g ar la suspensión c o n d i c i o n al de la p e na y la prisión d o m i c i l i a r i a. M e d i a n te proveído d el 5 de m a yo de 2 0 1 5, el J u ez Tercero de Ejecución de P e n as y M e d i d as de S e g u r i d ad reconoció en favor de a q u el u na r e b a ja de la s e x ta parte (1/6) de la p e na q u e d a n do ésta en 84 m e s es de prisión, inhabilitación de derechos y f u n c i o n es públicas p or t i e m po i g u al y m u l ta de $ 5 0 9 . 0 5 0 . 0 0 0 . oo y 1 25 salarios mínimos legales. En a u to de e sa m i s ma fecha, otorgó al p e n a do prisión d o m i c i l i a ra c on m e c a n i s mo electrónico. El 25 de e n e ro d el presente año le negó p e r m i so p a ra

trabajar. I n c o n f o r me la defensa i n t e r p u so r e c u r so de apelación. 2 Segunda Instancia N° 4 7 9 84 GERMÁN ALONSO GLANO BECERRA DE LA DECISIÓN OBJETO DE RECURSO La J u ez T e r c e ra de Ejecución de P e n as y M e d i d as de S e g u r i d ad negó el p e r m i so p a ra t r a b a j ar invocado a favor de G E R M AN A L O N SO O L A NO B E C E R RA p or l as siguientes r a z o n es en concreto:

1. D e s n a t u r a l i za el m e c a n i s mo s u s t i t u t i vo de la prisión domiciliaria, p u es implicaría l e v a n t ar c u a l q u i er restricción al derecho de locomoción.

2. El I N P EC estaría i m p o s i b i l i t a do p a ra verificar el c u m p l i m i e n to de la p e na i m p u e s ta al c o n d e n a do y no podría i n f o r m ar ni calificar su c o m p o r t a m i e n t o, máxime c u a n d o, de c o n f o r m i d ad c on el c o n t r a t o, las partes p u e d en modificar el l u g ar d o n de aquél prestaría s us servicios laborales.

3. L as a u t o r i d a d es penitenciarias s on responsables de la s e g u r i d ad de l os reclusos, de m a n e ra q ue u na e v e n t u a l i d ad

q ue p o n ga en peligro su vida, corre a cargo de aquellas.

4. L os c o n d e n a d os d e b en p e r m a n e c er en su condición de p e r s o n as p r i v a d as de la libertad, no p u e d en pretender un t r a to especial s i no h a s ta q ue c u m p l an la pena.

5. La restricción p a ra t r a b a j ar de aquellos q ue gozan del beneficio de prisión domiciliaria, e n c u e n t ra excepción en lo establecido en el n u m e r al 5° del artículo 3 14 de la Ley 9 06 de

3 Segunda Instancia N° 47984 GERMAN ALONSO GLANO BECERRA 2 0 04 c u a n do se t r a ta de padre o m a d re c a b e za de familia, que no es este el caso, y,

6. La j o r n a da l a b o r al p r o p u e s t a, excede la máxima p e r m i t i da p or la ley.

LOS MOTIVOS DE LA IMPUGNACIÓN A d u ce la defensa que los a r g u m e n t os del a quo, además, de a m b i g u os y contradictorios d e s c o n o c en la evolución que ha tenido el derecho al trabajo de los presos, garantía q ue se ha h e c ho e x t e n s i va a quienes se e n c u e n t r en en prisión d o m i c i l i a r ia s in l i m i t a n te alguno. A f i r m a, q ue en el plenario m i l i t an p r u e b as q ue

d e m u e s t r an el total s o m e t i m i e n to a la ley p or parte d el procesado, la colaboración eficaz q ue ha b r i n d a do a la administración de j u s t i c i a, l os múltiples p e r m i s os a d m i n i s t r a t i v os que ha c u m p l i do c on apego a la obligaciones i m p u e s t as y la observancia p l e na de la prisión domiciliaria, p or lo q ue la tesis de que el p e r m i so va en contravía de la limitación del derecho a la libre locomoción de los c o n d e n a d os y la protección de su integridad personal, carece de s u s t e n t o. La libertad de locomoción la i n t e r p r e ta m al la Juez, agrega la r e c u r r e n t e, pues, c u a n do se i n f o r ma que trabajará a l t e r n a t i v a m e n te en tres sedes en Bogotá, el h o r a r io r e s u l ta razonable de c a ra a la labor que va a ejecutar, luego no se 4 Segunda Instancia N" 4 7 9 84 puede negar el derecho p o r q ue la j o m a da l a b o r al excede la legal, d a do q ue el f u n c i o n a r io puede l i m i t a r la o a u t o r i z a r la i n f o r m a n do a l as a u t o r i d a d es penitenciarias p a ra lo de su

cargo. De o t ra parte, dijo, según el i n f o r me del Fiscal Delegado a n te la Corte a cargo del caso conocido c o mo «el carrusel de la contratación», r e n d i do el 9 de diciembre de 2 0 1 5, O L A NO B E C E R RA no se e n c u e n t ra en el p r o g r a ma de protección de testigos y ningún r e p a ro tiene p a ra q ue se le p e r m i ta trabajar, previo el c u m p l i m i e n to de los requisitos legales. P a ra finalizar, advierte, q ue en este a s u n to no tiene aplicación el n u m e r al 5° del artículo 3 1 4, razones por las que solicita se revoque la decisión y se conceda a su representado autorización p a ra trabajar. CONSIDERACIONES DE LA SALA La C o r te es c o m p e t e n te p a ra d e s a t ar el r e c u r so de apelación i n t e r p u e s to c o n t ra la determinación a d o p t a da por el J u z g a do Tercero de Ejecución de P e n as y M e d i d as de S e g u r i d ad de Bogotá, c o n f o r me a lo n o r m a do en el parágrafo del artículo 38 de la Ley 9 06 de 2 0 0 4, según el c u a l: «Cuando se trate de condenados que gocen de fuero constitucional o legal, la competencia para la ejecución de las sanciones penales corresponderá, en primera instancia, a los

jueces de ejecución de penas y medidas de seguridad del lugar donde se encuentre cumpliendo la pena. La segunda 5 Segunda Instancia N° 47984 GERMÁN ALONSO GLANO BECERRA instancia corresponderá al respectivo juez de conocimiento». (Subrayas fuera de texto). Lo a n t e r i or por c u a n t o, c o mo lo ha p r e c i s a do la S a la en anteriores o p o r t u n i d a d e s, a un c u a n do los p r o c e s os se h a y an consolidado bajo el s i s t e ma de la Ley 6 00 de 2 0 0 0, aplica la disposición p e r t i n e n te de la L ey 9 06 de 2 0 0 4, p or r e s u l t ar favorable al c o n d e n a do en t a n to prevé u na s e g u n da i n s t a n c i a, a diferencia de lo n o r m a do en el último inciso del a r t i c u lo 79 de la p r i m e ra n o r m a t i v i d ad en citaL El p r o b l e ma jurídico q ue se p l a n t ea en el a s u n to q ue c o n v o ca la atención de la S a la es la posibilidad de conceder p e r m i so p a ra trabajar f u e ra de su residencia al procesado G E R M AN O L A NO B E C E R RA quién se e n c u e n t ra en prisión domiciliaria. P a ra a b o r d ar el estudio, r e s u l ta o p o r t u no precisar en

p r i m er lugar, que el beneficio de la prisión domiciliaria si b i en no se c u m p le en un sitio tradicional de reclusión, c o m p o r ta de igual m a n e ra la privación de la libertad y limitación de d e r e c h os f u n d a m e n t a l es de la p e r s o na beneficiaría de la prerrogativa, la c u al se concede p or razones tácitamente c o n s a g r a d as en la ley, y, en los casos en que lo p e r m i t an y aconsejen las particulares circunstancias del c o n d e n a d o. 1 Corte Suprema de Justicia, Sala de Casación Penal, radicados 19093 y 22099 del 28 de julio y 3 de agosto de 2005; auto del 28 de junio de 2005, radicado 19093; auto de 1 de abril de 2009, radicado 31383; auto de 9 de agosto de 2011, radicado 34731; auto del 9 de mayo de 2012, radicado 38054. 6 Segunda Instancia N° 4 7 9 84 GERMÁN ALONSO GLANO BECERRW / P or consiguiente, no existe n i n g u na razón q ue j u s t i f i q ue h a c er d i s t i n c i o n es e n t re l as p e r s o n as q ue se e n c u e n t r an c u m p l i e n do p e na en un c e n t ro carcelario, c on q u i e n es están c o n f i n a d as en su domicilio u o t ro sitio de reclusión c on e se

propósito, en t a n t o, s on sujetos de idénticas restricciones y g o z an de l os m i s m os derechos f u n d a m e n t a l e s, a l g u n os s u s p e n d i d os o l i m i t a d o s, en razón de la sujeción en la q ue se e n c u e n t r an frente al E s t a d o. La C o r te C o n s t i t u c i o n a l, ha clasificado l os derechos f u n d a m e n t a l es de los i n t e r n os en tres categorías: <d) aquellos que pueden ser suspendidos, como consecuencia de la pena impuesta (como la libertad física y la libre locomoción); ii) aquellos que son restringidos debido al vínculo de sujeción del recluso para con el Estado (como derechos al trabajo, a la educación, a la familia, a la intimidad personal); y iii) derechos que se mantienen incólumes o intactos, que no pueden limitarse ni suspenderse a pesar de que el titular se encuentre sometido al encierro, dado a que son inherentes a la naturaleza humana, tales como la vida e integridad personal, la dignidad, la igualdad, la salud y el derecho de petición, entre otros>i^. P or t a n t o, el E s t a do está en la obligación de garantizar a los i n t e r n os el ejercicio de los derechos f u n d a m e n t a l es que no h an sido s u s p e n d i d os y p a r c i a l m e n te aquellos q ue se e n c u e n t r an l i m i t a d o s, realizando las acciones necesarias p a ra

h a c er efectivo el goce de los m i s m o s. 2 Sentencia T-266 de 2013. 7 Segunda Instancia N° 47984 GERMAN ALONSO GLANO BECERRA El trabajo como derecho limitado que tienen los reclusos. De c o n f o r m i d ad c on lo dispuesto en la Constitución Política^ el trabajo es un valor f u n d a n te del E s t a do Social de Derecho, un derecho c o n s t i t u c i o n al f u n d a m e n t al y u na obligación social. Así lo define el artículo 25 de la C a r ta c u a n do señala que el trabajo c o mo derecho-deber, «goza en todas sus modalidades, de la especial protección del Estado, de donde surge p a ra el E s t a do la obligación, p or i n t e r m e d io de l as a u t o r i d a d es penitenciarias, de p r o p o r c i o n ar a los reclusos, en la m e d i da de las posibilidades, la actividad l a b o r al c o mo f o r ma de superación y m e d io p a ra alcanzar la libertad, el c u al se desarrollará c on sujeción estricta al o r d e n a m i e n to q ue lo r e g u la y a la l e y, m e d i a n te el respeto de s us garantías c o n s t i t u c i o n a l es y legales En relación c on el trabajo carcelario, la Corte C o n s t i t u c i o n al ha señalado q ue lo d e s a r r o l l an l os presos

«dentro del marco de la situación especial de sujeción y subordinación en la que se encuentran, de ahí que en pñncipio, los vínculos que surgen como consecuencia de las labores prestadas por los internos no pueden equipararse a aquellos que se derivan de una relación laboral en el sentido estricto del término. Por consiguiente, sin descartar las posibilidades de diversas formas de relación laboral y, por lo tanto, de 3 Preámbulo, artículos 1, 2, 25 y 53 de la Constitución Política. 8 Segunda Instancia N" 47984 GERMÁN ALONSO GLANO BECERRA remuneración, el trabajo carcelario cumple objetivo primordial de resocialización de los reclusos»'^. E s te derecho de l os reclusos aparece regulado en el Título V II de la Ley 65 de 1 9 9 3, específicamente en el artículo 79 modificado p or la Ley 1 7 09 de 2 0 14 art. 55 q ue define: «Trabajo Penitenciario. El trabajo es un derecho y una obligación social y goza en todas sus modalidades de la protección especial del Estado. Todas las personas privadas de la libertad tienen derecho a un trabajo en condiciones dignas y justas. En los establecimientos de reclusión^ es un medio terapéutico adecuado a los fines de la resocialización. Los procesados tienen derecho a trabajar y desarrollar actividades productivas. No tendrá carácter aflictivo ni podrá ser aplicado como sanción disciplinaria..» (••) No o b s t a n t e, a un c u a n do el trabajo penitenciario s ea obligatorio p a ra l os condenados, la l ey c o n s a g ra a l g u n as

excepciones, c o mo las dispuestas p or el artículo 83 c o n f o r me al c u al no estarán obligados, e n t re otros, los m a y o r es de 60 años, las m u j e r es d u r a n te los tres m e s es anteriores al p a r to y el m es siguiente, así c o mo los que padezcan u na e n f e r m e d ad q ue los i n h a b i l i te p a ra ello. Así m i s m o, el artículo 86 Ibídem preceptúa: «Remuneración del trabajo, ambiente adecuado y organización en grupos. El trabajo de los reclusos se remunerará de una manera equitativa. Se llevará a cabo dentro de un ambiente adecuado y observando las normas de seguridad industrial. "> Sentencia T-865 de 2012, 5 Sentencia C-1510/00. Declara la EXEQUIBILIDAD de las expresiones "centro de reclusión", contenidas en los artículos 80 y 81 de la Ley 65 de 1993, bajo el entendido de que ellas comprenden también los casos de detención domiciliaria o de detención parcial en el lugar de trabajo y sin que se pueda discriminar entre el trabajo material y el intelectual. 9 Segunda Instancia N° 47984, GERMAN ALONSO GLANO BECER'R^ Los condenados en la fase de mediana seguridad dentro del sistema progresivo, podrán trabajar organizados en grupos de labores agrícolas o industriales con empresas o personas de reconocida honorabilidad, siempre que colaboren con la seguridad de los internos y con el espíritu de su resocialización. Los detenidos podrán trabajar individualmente o en grupos de

labores públicas, agrícolas o industriales en las mismas condiciones que tos condenados, siempre que el director del respectivo establecimiento penal conceda esta gracia, según las consideraciones de conducta del interno, calificación del delito y de seguridad. Los trabajadores sindicados o condenados, sólo podrán ser contratados con el establecimiento respectivo y serán estrictamente controlados en su comportamiento y seguridad.» De igual m a n e r a, la disposición c o n t e n i da en el inciso s e g u n do del artículo 29 A, adicionado por el artículo 8° d el Decreto 2 6 36 de 2 0 0 4, señala respecto d el prisionero domiciliario: «Ejecución de la prisión d o m i c i l i a r i a. (...) Durante el cumplimiento de la pena el condenado podrá adelantar las labores dirigidas a la integración social que se coordinen con el establecimiento de reclusión a cuyo cargo se encuentran y tendrá derecho a la redención de la pena en los términos establecidos por la presente Ley.» Por o t ra parte, el artículo 3 8D d el Código Penal, adicionado por la Ley 1 7 09 de 2 0 1 4, refiere: «Artículo 38D. Ejecución de la medida de prisión domiciliaria. La ejecución de esta medida sustitutivq de la pena privativa de la libertad se cumplirá en el lugar de residencia o morada del sentenciado, excepto en los casos en que este pertenezca al grupo familiar de la víctima. El juez podrá ordenar, si así lo considera necesario, que la prisión

domiciliaria se acompañe de un mecanismo de vigilancia electrónica. El Juez podrá a u t o r i z ar al c o n d e n a do a trabafar y estudiar fuera de su l u g ar de residencia o m o r a d a, pero en este caso 10 Segunda Instancia N" 4 7 9 84 GERMÁN ALONSO GLANO BECERRA se controlará el c u m p l i m i e n to de la m e d i da m e d i a n te un m e c a n i s mo de v i g i l a n c ia electrónica.» ^subrayado y negrilla fuera de textoj Y el artículo 81 de la Ley 65 de 1 9 93 modificado por el artículo 56 de la Ley 1 7 09 de 2 0 1 4, a la vez dispone: Evaluación y certificación del trabajo. Para efectos de evaluación del trabajo en cada centro de reclusión habrá una junta, bajo la responsabilidad del Subdirector o del funcionario que designe el Director. El Director del establecimiento certificará las jomadas de trabajo de acuerdo con los reglamentos y el sistema de control de asistencia y rendimiento de labores que se establezcan al respecto. PARÁGRAFO lo. Lo dispuesto en este artículo se aplicará también p a ra los casos de detención y prisión d o m i c i l i a r ia y demás f o r m as a l t e r n a t i v as a la prisión. PARÁGRAFO 2o. No habrá distinciones entre el trabajo material y el intelectual D el antecedente n o r m a t i vo en c o m e n t o, es claro que el trabajo e x t r a m u r al no es un derecho-deber exclusivo de

q u i e n es se e n c u e n t r en c o n d e n a d os d e n t ro de un e s t a b l e c i m i e n to carcelario, s i no q ue la l ey extiende e sa posibilidad a los i n t e r n os q ue p u e d en estar p u r g a n do su p e na en su domicilio, el c u al podrán desarrollar f u e ra de éste, s i e m p re bajo el c o n t r ol y vigilancia de las a u t o r i d a d es q ue los t e n g an a cargo. Así m i s m o, el artículo 80 de la Ley 65 de 1 9 93 precisa la actividad l a b o r al q ue de m a n e ra e x c l u s i va sirve p a ra la redención de p e na es la p l a n e a da y o r g a n i z a da p or c a da centro de reclusión en los siguientes términos: 11 Segunda Instancia N° 47984 GERMÁN ALONSO GLANO BECERRÍÍ «Planeación y organización del trabajo. La Dirección General del Inpec determinará los trabajos que deban organizarse en cada centro de reclusión, los cuales serán los únicos válidos para redimir la pena. Fijará los planes y trazará los programas de los trabajos por realizarse. El Instituto Nacional Penitenciario y Carcelario procurará los medios necesarios para crear en los centros de reclusión, fuentes de trabajo, industriales, agropecuarios o artesanáles, según las circunstancias y disponibilidad presupuestal.» Y el artículo 84 ibídem modificado p or la L ey 1 7 09 de

2 0 1 4, art. 5 7, a la vez señala: Programas laborales y contratos de trabajo. Entiéndase por programas de trabajo todas aquellas actividades dirigidas a redimir pena que sean realizadas por las personas privadas de la libertad. La subdirección de desarrollo de h a b i l i d a d es p r o d u c t i v as del Instituto N a c i o n al Penitenciario u C a r c e l a r io (Inpec) coordinará la celebración de los contratos de trabajo de las personas p r i v a d as de la libertad c on los establecimientos p e n i t e n c i a r i os o con los p a r t i c u l a r es a efecto del desarrollo de las a c t i v i d a d es ti p r o g r a m as laborales. El trabajo de las personas privadas de la libertad se llevará a cabo observando las normas de seguridad industrial. PAR.- Las personas privadas de la libertad que desarrollen actividades derivadas del trabajo penitenciario, serán afiliadas al instituto Nacional Penitenciario y Carcelario (Inpec) al Sistema Nacional de Riesgos Laborales y de Protección de Vejez en la forma y con la financiación que el Gobierno Nacional determine en su reglamentación, (subrayado y resaltado fuera de texto). Lo expuesto lleva a concluir, que el trabajo es un derecho del q ue gozan todos l os condenados s in excepción, estén c u m p l i e n do la p e na en un centro de reclusión, en su domicilio o m o r a da o en cualquier sitio de reclusión, c o mo m e c a n i s mo a d e c u a do p a ra la resocialización q ue persigue la m e d i da

punitiva, además, c on la v i r t ud de r e d u c ir el término de duración de la p e na a través de la redención, c on excepción de los trabajos c o n t r a t a d os c on particulares. 12 Segunda Instancia N° 47984 GERMÁN ALONSO GLANO BECERRA Del caso concreto. La r e c u r r e n te r e c l a ma en favor de su p r o h i j a do p e r m i so p a ra t r a b a j ar f u e ra de su residencia, ejecutando un c o n t r a to de trabajo a término indefinido c on un p a r t i c u l a r, p a ra realizar labores a d m i n i s t r a t i v as en el m a n e jo y coordinación d el r e c u r so h u m a no y de acompañamiento investigativo en trabajos académicos y literarios, c on el propósito de tener u na v i da digna, o b t e n er los m e d i os p a ra proveer su subsistencia, m e j o r ar su s a l ud y la situación económica q ue atraviesa. P a ra t al efecto, allegó f o r m a to de c o n t r a to de trabajo a término indefinido e n t re L u is G u s t a vo M o r e no R i v e ra y G E R M AN A L O N SO O L A NO B E C E R R A, s in firmas, en los que c o n s i g n an l as obligaciones de l as partes, la remuneración, l u g ar de ejecución del contrato, j o r n a da de trabajo, duración,

período de p r u e b a, cláusula de confidencialidad, causales de terminación d el c o n t r a t o, interpretación y modificaciones, r e s p o n s a b i l i d ad y perjuicios, notificaciones y condiciones generales. No o b s t a n t e, observa la Corte en la revisión d el d o c u m e n to allegado, que en la cláusula sexta se estipula: «El horario de trabajo del TRABAJADOR será el siguiente: de lunes a viernes de 7:00 am a 7:00 pm. La hora de alimentación será de una hora que se tomará de acuerdo con la programación que se realice con el empleador y en consenso con el trabajador. » E v i d e n te e s, q ue la j o r n a da c o n v e n i da p or l os c o n t r a t a n t es excede el límite legal de l as h o r as diarias laborables, según lo estipulado en los artículos 1 61 a l 67 del 13 Segunda Instancia N° 47984 GERMAN ALONSO GLANO BECERRA/ Código S u s t a n t i vo del Trabajo, en t a n to las partes a c u e r d an j o m a d as o r d i n a r i as de trabajo de 12 h o r as diarias fijas. Se debe recordar, que todos los trabajadores, incluidos los privados de su libertad, t i e n en u n os d e r e c h os mínimos que rigen l as relaciones laborales q ue se d e b en observar, t al y c o mo lo viene reconociendo desde antaño la Corte

Constitucional® «4. Las garantías laborales consagradas en la Constitución protegen también al preso, quien no pierde su carácter de sujeto activo de derechos y deberes por el hecho de encontrarse privado de la libertad. Si las normas laborales son aplicables a los reclusos con las limitaciones del régimen carcelario, con mayor razón deben serlo las disposiciones constitucionales». El trabajo concebido c o mo un derecho y un deber social, está regido p or un c o n j u n to de n o r m as mínimas i r r e n u n c i a b l es e intransferibles, establecidas en defensa de los trabajadores q ue deben s er respetadas en todas l as c i r c u n s t a n c i a s, p a ra garantizar condiciones dignas y j u s t as en su ejercicio. E n t re estas reglas, está la de la j o r n a da o r d i n a r ia laboral que c o mo es sabido, la l ey l i m i ta a 48 h o r as s e m a n a l es (8 h o r as diarias), de donde no podrían existir j o r n a d as superiores ni trabajos que s u p e r en dichos límites -salvo el trabajo por turnos o que se realiza sin solución de continuidad'^-, t al c o mo lo p a c t a r on 6 Sentencia T-009 de 1993. 7 ARTICULO 165. TRABAJO POR TURNOS. Cuando la naturaleza de la labor no exija actividad continuada y se lleve a cabo por tumos de trabajadores, la duración de la jomada puede ampliarse en más de ocho (8) horas, o en más de cuarenta y ocho (48) semanales, siempre que el promedio

de las horas de trabajo calculado para un período que no exceda de tres (3) semanas, no pase de ocho (8) horas diarias ni de cuarenta y ocho (48) a la semana. Esta ampliación no constituye trabajo suplementario o de horas extras. ARTICULO 166. TRABAJG SIN SGLUCIGN DE CGNTINUIDAD. Modificado por el art. 3, Decreto 13 de 1967. El nuevo texto es el siguiente: También puede elevarse el límite máximo de horas de trabajo establecido en el artículo 161, en aquellas labores que por razón de su misma naturaleza 14 Segunda Instancia N° 47984. GERMÁN ALONSO GLANO BECERRA \ las p a r t es en este evento, lo c u al no p u e de ser soslayado, p u es t o da relación de trabajo debe regirse p or la n o r m a t i v i d ad vigente. En efecto, l as n o r m as laborales nacionales o i n t e r n a c i o n a l e s, en atención a la t r a s c e n d e n c ia del trabajo, están llamadas a aplicarse de manera imperativa cuando se configure una relación de trabajo, sin reparar en la voluntad de las partes o en la denominación que se le dé al contrato^. P or consiguiente, es deber de l as a u t o r i d a d es hacer respetar las disposiciones legales en m a t e r ia de derechos del trabajador, c on m a y or razón tratándose de presos d a da la especial condición en la q ue se e n c u e n t r a n, de suerte que la contratación l a b o r al de éstos, no se c o n v i e r ta p a ra l os

e m p l e a d o r es en u na o p o r t u n i d ad p a ra su explotación, a b u so de su situación o el d e s c o n o c i m i e n to de s us d e r e c h os básicos. De o t ra parte, se advierte en el c o n t r a to allegado c on la petición, q ue las partes prevén la posibilidad de modificar a v o l u n t ad l as condiciones y términos d el c o n t r a to (cláusula décima), disposición q ue desconoce a b i e r t a m e n te l as restricciones a las q ue están s o m e t i d as las p e r s o n as privadas de la l i b e r t ad en razón de la relación de subordinación en la q ue se e n c u e n t r an c on el E s t a d o, además, q ue imposibilitaría el debido y o p o r t u no c o n t r ol legal del m i s mo p or parte de la Subdirección de D e s a r r o l lo de Habilidades P r o d u c t i v as d el I N P E C, así c o mo la inspección y vigilancia de las a u t o r i d a d es a cargo de la c u s t o d ia del p r i s i o n e ro . necesiten ser atendidas sin solución de continuidad, por tumos sucesivos de trabajadores, pero en tales casos las horas de trabajo no pueden exceder de cincuenta y seis (56) por semana 8 Sentencia C-555 del 6 de diciembre de 1994. 15 Segunda Instancia N° 47984

GERMAN ALONSO GLANO BECERÉA R e l e v a n te r e s u l ta precisar al respecto, q ue a un c u a n do el derecho al t r a b a jo de los reclusos m e r e ce r e c o n o c i m i e n to y especial protección, no p or eUo p u e de colegirse q ue f a c u l ta al reo a realizar c o n t r a t os laborales despojado de su condición de sujeción f r e n te al E s t a do y en a b s o l u ta i n d e p e n d e n c ia del c o n t r ol de las a u t o r i d a d es judiciales y carcelarias a quienes c o r r e s p o n de a u t o r i z ar y fijar los límites y condiciones en que p u e de ejercerse e s ta garantía, c o mo lo señala el artículo 84 m o d i f i c a do p or el artículo 57 de la Ley 1 7 09 de 2 0 0 4. Por t o do lo a n t e r i o r, la C o r te e n c u e n t ra q ue no r e s u l ta procedente el p e r m i so p a ra t r a b a j ar d e p r e c a do en favor de G E R M AN A L O N SO O L A NO B E C E R RA y q ue debe c o n t i n u ar c on la ejecución de la prisión d o m i c i l i a r ia q ue el J u ez de Ejecución de P e n as y M e d i d as de S e g u r i d ad le concedió, por lo q ue se procederá a c o n f i r m ar la decisión de 25 de enero del

presente año. En mérito de lo expuesto, la S a la de Casación P e n al de la C o r te S u p r e ma de J u s t i c i a, RESUELVE C O N F I R M AR la decisión p r o f e r i da el 25 de enero del presente año p or el J u z g a do Tercero de Ejecución de P e n as y M e d i d as de S e g u r i d a d, m e d i a n te la c u al negó el p e r m i so p a ra trabajar al c o n d e n a do G E R M AN A L O N SO O L A NO B E C E R R A, p or las r a z o n es aquí expuestas. 16 Segunda Instancia N° 479844 GERMÁN ALONSO GLANO B E C E R &V C o n t ra esta decisión no procede r e c u r so a l g u n o. Comuniqúese, cúmplase y devuélvase al T r i b u n al de origen.

LUIS ANTONIO HERNANDEZ BARBOSA

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