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CSJ - AP4897-2016(47219)

Corte Suprema de Justicia

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Detalles

Título
CSJ - AP4897-2016(47219)
Autor
Corte Suprema de Justicia
Categoría
Jurisprudencia
Área del derecho
Penal
Año
2016

CORTE SUPREIVLA DE JUSTICIA

SALA DE CASACIÓN PENAL

PATRICIA SALAZAR CUÉLLAR

MAGISTRADA PONENTE

AP4897-2016

Radicación No.: 47219

A c ta No. 2 24 Bogotá D. C, v e i n t i s i e te (27) de j u l io de dos m il dieciséis (2016) VISTOS R e s u e l ve la S a la si a d m i te o no la d e m a n da de revisión p r o p u e s ta p or la d e f e n s o ra de C A R L OS A L B E R TO F A R I G UA

C A S T R O.

HECHOS Así f u e r on c o n s i g n a d os en la s e n t e n c ia de s e g u n da i n s t a n c i a: En las fechas 30 de julio de 2005, r de agosto de 2005, 13 de agosto de 2005 y 3 de septiembre de 2005, el señor Carlos Alberto Farigua Castro, obrando - sin mandato - como agente oficioso de Acción de revisión Radicación 47219 Carlos Alberto Farigua Castro FUNDAVID, intervino ante la Notaría 38 del Círculo de Bogotá en el otorgamiento de dieciocho (18) escrituras públicas por medio de las cuales se perfeccionaron varios contratos de compraventa respecto a sesenta y dos (62) apartamentos de la agrupación de vivienda de interés social "Samaria IIF, ubicada en la localidad de Bosa (Bogotá). Asimismo, la persona aludida realizó la inscripción

de aquellos títulos en la Oficina de Registro e Instrumentos Públicos del Distrito Capital. En virtud de los hechos traídos a colación, el 28 de octubre del año 2005, el otrora Representante Legal de FUNDAVID - persona jurídica que detentaba el derecho de propiedad sobre los inmuebles mencionados en el ordinal precedente - denunció ante la Fiscalía General de la Nación al ciudadano Carlos Alberto Farigua porque éste participó en el otorgamiento y registro de 18 escrituras públicas, por medio de las cuales se quiso efectuar la tradición del derecho de dominio sobre el mismo número de inmuebles, los cuales eran viviendas de interés social. ACTUACIÓN PROCESAL T r as ser c a p t u r a do y c o mo no se allanó a los cargos de f r a u de procesal, falsedad en d o c u m e n to público agravada, obtención de d o c u m e n to público falso y estafa q ue le atribuyó la Fiscalía, se adelantó proceso p e n al en su c o n t r a. Agotado el rito correspondiente, el J u z g a do 52 Penal del Circuito de Bogotá dictó sentencia, el 30 de n o v i e m b re de 2 0 0 7, condenándolo a las penas de 8 años y 6 meses de prisión y m u l ta de 2 70 salarios c o mo a u t or d el delito de fraude procesal en concurso c on el de obtención de d o c u m e n to púbUco falso. Fijó la 2 Acción de revisión Radicación 47219

Carlos Alberto Farigua Castro accesoria de inhabilitación p a ra el ejercicio de derechos y funciones púbKcas en 5 años y lo absolvió de l as demás conductas. La decisión de p r i m er n i v el fue a p e l a da p or su defensor, pero la S a la P e n al del T r i b u n al S u p e r i or de Bogotá, a través del fallo dictado el 24 de o c t u b re de 2 0 0 8, la confirmó i n t e g r a l m e n t e. C o n t ra d i c ha determinación instauró el r e c u r so e x t r a o r d i n a r io de casación, pero la S a la P e n al de la Corte S u p r e ma de J u s t i c i a, en p r o v i d e n c ia d el 19 de m a yo de 2 0 1 1, inadmitió el c o r r e s p o n d i e n te libelo.

LA DEMANDA DE REVISIÓN

1. En un e x t e n so escrito, la d e f e n s o ra d el c o n d e n a do hizo un r e c u e n to de los h e c h os y de la actuación procesal.

2. Transcribió i n t e g r a l m e n te las s e n t e n c i as de p r i m e ra y s e g u n da i n s t a n c i as p a ra pedir p or v ia de la revisión, s in la invocación de c a u s al a l g u n a, q ue se p r o t e j an l os d e r e c h os

f u n d a m e n t a l es de su defendido, p u es se vulneró el p r i n c i p io de legalidad de l as p e n as de prisión y m u l ta i m p u e s t a s, p o r q ue el j u ez a q u o, al dosificar la sanción p or el delito de f r a u de procesal, le aplicó el i n c r e m e n to g e n e r al c o n t e n i do en el a r t i c u lo 14 de la Ley 8 90 de 2 0 0 4, a pesar de q ue la m i s ma n o r ma prohibía e x p r e s a m e n te d i c ho a u m e n to p a ra e sa c o n d u c t a. 3 Acción de revisión Radicación 4 7219 Carlos Alberto Farigua Castro Admitió, h a c i e n do s u yo el c o n t e n i do de u na p r o v i d e n c ia de la C o r t e, q ue t al p e d i m e n to «escapa al ámbito de aplicación de las distintas causales de revisión previstas por el legislador para la remoción de la cosa juzgada». No o b s t a n t e, t r as citar la t o t a l i d ad de l os r e s t a n t es c o n s i d e r a n d os de la p r o v i d e n c ia C SJ A P, 19 de m a yo de 2 0 1 0, R a d. 3 2 . 3 10 estimó necesario resarcir el y e r ro en q ue i n c u r r i e r on l os

talladores al dosificar la p e na p a xa el delito de f r a u de procesal, p or s er e sa sanción «ilegal, arbitrada, inconstitucional...». E se t r a to i n j u s to q ue se le dio a su defendido p u e de ser resarcido a través de la acción de revisión, «a fin de restaurar el orden jundico quebrantado y hacer efectivas las garantías fundamentales de igualdad y segundad jundica», máxime que a pesar de s er la casación el m e d io p a ra s u p e r ar t al i r r e g u l a r i d a d, no cumplió la C o r te «su función constitucional de pronunciarse de fondo sobre los derechos fundamentales del demándate (sic)». H i zo el ejercicio dosimétrico, p a ra referir q ue la p e na de prisión debía r e d u c i r s e, de los 1 02 m e s es i m p u e s t os a 6 años y 6 m e s e s. La de m u l t a, debía fijarse en 2 00 salarios. Añadió a la c e n s u ra l as que, en su criterio, f u e r on diversas i r r e g u l a r i d a d es q ue o c u r r i e r on en el p r o c e so p e n a l, c o mo la intervención d el M i n i s t e r io Público a m a n e ra de a c u s a d o r, u na i n c o r r e c ta recepción de l os t e s t i m o n i os de 4 Acción de revisión

Radicación 47219 Carlos Alberto Farigua Castro cargo y el i n c u m p l i m i e n to de l os deberes d el j u ez c o mo director del proceso.

3. Al a m p a ro de la c a u s al t e r c e ra del artículo 1 92 d el Código de P r o c e d i m i e n to P e n a l, allegó l os siguientes d o c u m e n t o s: í. Determinación e m i t i da el 7 de d i c i e m b re de 2 0 07 p or el J u z g a do 46 P e n al d el C i r c u i to de Bogotá, q ue resolvió v a r i as peticiones dirigidas a resarcir los d e r e c h os de v a r i os terceros de b u e na fe q ue r e s u l t a r on afectados c on la o r d en q ue ese d e s p a c ho impartió en la s e n t e n c ia e m i t i da d e n t ro del proceso p e n al s u r t i do c o n t ra Hernán O s o r io Gallego y o t r a, e n c a m i n a da a q ue se i n s c r i b i e ra la cancelación de l as e s c r i t u r as 6 16 y 6 3 4.

Allí d i s p u so el j u z g a do a l u d i d o, q ue las m e d i d as debían m a n t e n e r se en los aspectos «relacionados con las donaciones fraudulentas,,, respecto de los predios en los que figura como propietaria la Iglesia del Nazareno...medida que no se hace

extensiva a terceros adquirentes amparados por la presunción de buena fe, como lo fueron los aquí peticionarios y FUNDAVID». ii. S e n t e n c i as e m i t i d as p or el J u z g a do 15 Civil d el C i r c u i to de Descongestión y la S a la Civil d el T r i b u n al S u p e r i or de Bogotá, el 24 de s e p t i e m b re de 2 0 12 y el 3 de m a yo de 2 0 1 3, r e s p e c t i v a m e n t e, en l as q ue l os 18 p o s e e d o r es de l as v i v i e n d as q ue f u e r on r e g i s t r a d as p or F A R I G UA C A S T R O, pretendían q ue se l es d e c l a r a ra 5 Acción de revisión Radicación 4721 9 Carlos Alberto Fangua Castro p r o p i e t a r i os p or v ia de la prescripción e x t r a o r d i n a r ia a d q u i s i t i va de d o m i n i o. Señaló la defensora, q ue en d i c h as d e t e r m i n a c i o n es los d e m a n d a n t es c o n s i g n a r on q ue habían p a g a do p a ra a d q u i r ir los predios, p e ro F U N D A V ID n u n ca concretó c on ellos el

trámite de escrituración. iii. Resolución 6 23 d el 13 de d i c i e m b re de 2 0 0 6, m e d i a n te la c u al el R e g i s t r a d or de I n s t r u m e n t os Públicos de Bogotá, z o na s u r, revocó los actos a d m i n i s t r a t i v os de registro de l as 18 e s c r i t u r as q ue F A R I G UA C A S T RO protocolizó a c t u a n do en c a l i d ad de agente oficioso de F U N D A V I D. iv. 9 certificados de tradición y l i b e r t ad y 14 e s c r i t u r as e m i t i d as e n t re los años 2 0 13 y 2 0 1 5, m e d i a n te las cuales la asociación F U N D A V ID y q u i e n es a d q u i r i e r on l os a p a r t a m e n t os r a t i f i c a r on l os actos q ue F A R I G UA C A S T RO había p r o t o c o l i z a do c o mo agente oficioso, m i s m os p or l os q ue f ue c o n d e n a d o. C on tales e l e m e n t os de convicción p r e t e n de d e m o s t r ar q ue el a c t u ar de su defendido f ue «de buena fe, voluntado, consciente, que en ningún momento oculto (sic) la calidad en que actuaba» c o mo agente oficioso v e l a n do p or la d e f e n sa de

los d e r e c h os de l os 18 p o s e e d o r es afectados, a q u i e n es F U N D A V ID l es trasladó p o s t e r i o r m e n te el d o m i n io sobre los predios. 6 Acción de revisión Radicación 47219 Carlos Alberto Farigua Castro Agregó q ue el T r i b u n al ad q u em compulsó copias c o n t ra los r e p r e s e n t a n t es legales de F U N D A V I D, q u i e n es al parecer también debían s er investigados p or l as m i s m as c o n d u c t a s, p e ro esa situación no se t u vo de m a n e ra a l g u na favorable p a ra F A R I G UA C A S T R O, al m e n os p a ra generar d u da p or su a c t u a r, d a do q ue lo p r e t e n d i do p or él e ra obligar a la Fundación a ratificar l as e s c r i t u r as q ue protocolizó, m i s m as q ue sí c u m p l i e r on las f o r m a l i d a d es legales. E n t o n c e s, si la agencia oficiosa p or él d e s p l e g a da cumplió su objetivo - que e ra la tradición d el d o m i n io de l os a p a r t a m e n t os - la c o n d u c ta es a j e na a la esfera d el derecho p e n a l, d a do q ue su defendido obró de b u e na fe y «no faltó a la verdad jurídica ni del conocimiento del asunto». T a m p o co

h u bo inducción en e r r or al n o t a r i o, al r e g i s t r a d or o a los 18 p o s e e d o r es de los bienes. Agregó, q ue a n t es de iniciarse la «audiencia de acusación y de imputación» el R e g i s t r a d or de I n s t r u m e n t os Públicos de Bogotá revocó la inscripción de las e s c r i t u r a s, lo que derivó en q ue la Fundación V i v i e n da D i g na «nunca tuvo en peligro la propiedad inscrita que ostentaba», amén q ue no fue necesario adoptar, d e n t ro d el proceso p e n a l, m e d i da a l g u na p a ra h a c er cesair los efectos de la c o n d u c ta p u n i b l e. De ello se desprende, en su criterio, q ue no h u bo algún «ápice de mendacidad» en el dicho de F A R I G UA C A S T RO c u a n do otorgó l as e s c r i t u r as c o mo agente oficioso. No es cierto e n t o n c e s, q ue él h a ya i n d u c i do en e r r or o engaño a los f u n c i o n a r i os registrales, lo q ue d e r i va en q ue la agencia Acción de revisión Radicación 47219 Carlos Alberto Farigua Castro oficiosa q ue ejerció no podía s er perseguible p e n a l m e n t e,

siendo evidente «con absoluta certeza su inimputalidad (sic)». 4, Pidió a la Corte, al a m p a ro de la c a u s al 7^ de revisión, q ue se a p l i c a ra al a s u n to el criterio j u r i s p r u d e n c i al c o n t e n i do en la decisión C SJ SP, 21 de a b r il de 2 0 1 0, R a d. 3 1 . 8 48 - que transcribe integralmente en la d e m a n da -, en la c u al la S a la de Casación P e n al indicó q ue l os n o t a r i os «ni son funcionarios judiciales ni ostentan la condición de autoridades administrativas», p or lo q ue no es viable predicar, q ue en los casos en q ue se i n d u z ca en e r r or a e se servidor se configure el delito de f r a u de procesal. Agregó q ue i g u al s u c e de c on la inducción en e r r or d el registrador de i n s t r u m e n t os públicos, q ue t a m p o co perfecciona el r e a to c o n t ra la administración de justicia. E x p u so q ue esa p o s t u ra fue r e i t e r a da p or la S a la en las decisiones C SJ SP, 16 de o c t u b re de 2 0 1 3, R a d. 4 2 . 2 5 8; R a d. 2 0 12 - 0 0 8 50 - 01 y C SJ A P 5 4 02 - 2 0 1 4, q ue t r a n s c r i be in

extenso, p a ra c o n c l u ir entonces, q ue el a c t u ar de C A R L OS A L B E R TO F A R I G UA C A S T RO a n te el N o t a r io 38 de Bogotá, no implicó la emisión de sentencia, resolución o acto a d m i n i s t r a t i vo q ue se adecúe a la descripción típica c o n t e n i da en el artículo 4 53 del Código P e n a l. Así las cosas, c o mo no se configuró el delito de f r a u de procesal en atención a los p r e c e d e n t es i n v o c a d o s, la decisión debe ser «absolu toria», d a do q ue el a c t u ar de su defendido no vulneró los d e r e c h os de F U N D A V I D, ni de las 18 p e r s o n as a 8 Acción de revisión Radicación 47219 Carlos Alberto Farigua Castro q u i e n es l es otorgó l as e s c r i t u r as públicas. T a m p o co f ue necesario restablecer el derecho de la fundación sobre l os bienes, únicamente la «cancelación de las respectivas anotaciones, esto en aplicación a la revocatoria directa, de los actos administrativos que en su momento se emitieron». Agregó q ue el T r i b u n al cometió y e r r os al v a l o r ar l as p r u e b a s, l os q ue lo l l e v a r on a e m i t ir c o n d e na c o n t ra su p r o h i j a d o, a pesar de q ue c on el r e c a u do p r o b a t o r io procedía

e ra la absolución «o por lo menos aplicar el pñncipio in dubio pro reo» en su favor. Es además «sofistica» la argumentación q ue sustentó la decisión c o n d e n a t o r i a. P or tales razones, pidió a la C o r te d e c l a r ar f u n d a do el «recurso de revisión» p r o p u e s to y además, q ue se decrete «de manera provisional» la l i b e r t ad de F A R I G UA C A S T R O, p u es existe u na o r d en de c a p t u ra vigente en su c o n t r a, q ue de hacerse efectiva le causaría un perjuicio i r r e m e d i a b l e, p u es no está en prisión, pero «lleva más de 18 meses sin trabajar y sometido a un encierro, a un enclaustramiento voluntario» en el q ue p a d e ce v a r i as e n f e r m e d a d e s. CONSIDERACIONES 1, La S a la de Casación P e n al de la C o r te S u p r e ma de J u s t i c ia es c o m p e t e n te p a ra c o n o c er de la p r e s e n te d e m a n da de revisión, de c o n f o r m i d ad c on lo establecido en el n u m e r al 2° del artículo 32 de la Ley 9 06 de 2 0 0 4, p or c u a n to se dirige 9 Acción de revisión Radicación 47219

Carlos Alberto Farigua Castro c o n t ra la s e n t e n c ia de s e g u n da i n s t a n c ia p r o f e r i da p or el T r i b u n al S u p e r i or del D i s t r i to J u d i c i al de Bogotá.

2. C o mo a s p e c to p r e l i m i n a r, la S a la debe h a c er un l l a m a do de atención a la d e m a n d a n te c on m i r as a que, al p r e s e n t ar el c o r r e s p o n d i e n te libelo, concrete l as citas q ue s u s t e n t en s us a r g u m e n t os a l as q ue s e an e s t r i c t a m e n te necesarias.

La a n t e r i or observación, d a do q ue en el escrito realizó t r a n s c r i p c i o n es literales y c o m p l e t as t a n to de l as p r o v i d e n c i as j u d i c i a l es q ue p r e t e n de s e an revisadas, c o mo de las proferidas p or la S a la de Casación P e n al q ue i n v o ca c o mo s u s t e n to de s us a f i r m a c i o n e s. Así lo d i s p o ne el Código G e n e r al d el Proceso en su artículo 7 8, d o n de refiere q ue c o n s t i t u y en «deberes de las partes y sus apoderados:... 15. Limitar las transcripciones o

reproducciones de actas, decisiones, conceptos, citas doctrinales y jurisprudenciales a las q ue s e an e s t r i c t a m e n te n e c e s a r i as para la adecuada fundamentación de la solicitud».

3. D a do q ue la acción de revisión b u s ca d e r r u ir la i n t a n g i b i l i d ad de la c o sa j u z g a d a, es preciso c u m p l ir l os r e q u i s i t os f o r m a l es p a ra la presentación de la acción, reglados en los airtículos 1 92 y s u b s i g u i e n t es del Código de P r o c e d i m i e n to P e n a l, d e n t ro de l os q ue se c u e n t a n, la determinación de la actuación procesal frente a la c u al se d e m a n da la revisión; «la causal que se invoca y los

10 Acción de revisión Radicación 47219 Carlos Alberto Farigua Castro fundamentos de hecho y de derecho en que se apoya la solicitud»; las evidencias q ue se a p o r t an c o mo s u s t e n to de la petición y copia de l as decisiones «de única, primera y segunda instancias y constancias de ejecutoria, según el caso, proferidas en la actuación cuya revisión se demanda». Además, sobre la invocación de la c a u s al y la sustentación de los h e c h os q ue acompañan la solicitud, dijo la S a la en p r o v i d e n c ia C SJ AP, 30 de m a yo de 2 0 1 2, R a d.

3 8 . 1 10 lo siguiente: ...la normatividad ha previsto la carga de seleccionar cuidadosamente la causal que se pretenda aducir en apoyo de la pretensión, al igual que las p r u e b as en q ue se funde, y la exposición r a c i o n al t e n d i e n te a la demostración del motivo q ue se escoja, de m o do q ue l os f u n d a m e n t os fácticos y jurídicos en q ue se sostiene la solicitud, q u e d en e x t e r i o r i z a d os nítidamente, por eso la Sala ha estimado que la demanda de revisión no puede ser un simple alegato de instancia pues, por su contenido y naturaleza, debe sujetarse a las exigencias de la norma. Su elaboración no p u e de q u e d ar sujeta al c a p r i c ho o a la s i m p l i c i d a d, sino q ue debe a c o p l a r se a la técnica de u na d e m a n da por cuanto lo que se pretende es una acción dirigida a remover la autoridad de cosa juzgada. (Énfasis agregado). La a p o d e r a da del c o n d e n a do allegó c on la d e m a n da los e l e m e n t os f o r m a l es exigidos p a ra calificarla, razón p or la cual, p r o c e de a h o ra la S a la al e s t u d io de l os q ue f u n d a m e n t an las causales de revisión i n v o c a d as en a r as de establecer si es o no admisible.

11 Acción de revisión Radicación 47219 Carlos Alberto Farigua Castro

4. En p r i m er término, advierte la Corte q ue la libelista guardó silencio r e s p e c to de la d e m a n da de revisión q ue c on a n t e r i o r i d ad a la presente instauró c o n t ra la m i s ma sentencia, q ue f ue r e s u e l ta m e d i a n te p r o v i d e n c ia C SJ A P 2 1 89 - 2 0 15 (Rad. 4 5 4 39 d el 29 de abril de 2015), y d o n de a d u j o, p a ra i n v o c ar la revisión de la s e n t e n c ia e m i t i da por la S a la P e n al d el T r i b u n al S u p e r i or de Bogotá, v a r i as alegaciones s i m i l a r es a las a h o ra e x p u e s t a s, q ue en a q u e l la o p o r t u n i d ad f u e r on p r e c i s a d as por la C o r te de la f o r ma en que a continuación se indica: Con fundamento en las causales establecidas en los numerales 3° y 7° del artículo 192 de la Ley 906 de 2004, la representante de FARIGUA CASTRO reclama la revisión de los fallos condenatorios de primera y segunda instancia.

1. En desarrollo de la pretensión, indica inicialmente que su mandante fue condenado como autor del delito defraude procesal por haber inducido en error al Notario 38 del Círculo de Bogotá

para que extendiera varias escrituras de contenido mendaz que posteriormente fueron registradas en la Oficina de Registro de Instrumentos Públicos. Esa determinación se ajustaba al criterio jurisprudencial que para entonces sostenía la Sala de Casación Penal de la Corte Suprema de Justicia, que entendía que el acto de inducir en error al funcionario notarial perfeccionaba esa conducta punible. Agrega que con posterioridad a la emisión de los fallos cuya revisión se pretende, concretamente en sentencia de abril 21 de 2010, reiterada en sentencias de 16 de octubre de 2013 y 25 de junio de 2012, esta Corporación modificó su criterio respecto de ese problema jurídico para afirmar, en cambio, que el hecho de 12 Acción de revisión Radicación 4722 9 Carlos Alberto Farigua Castro i n d u c ir en error a un N o t a r io no a c t u a l i za el r e a to d e f r a u de procesal, como quiera que aquéllos no ejercen funciones judiciales ni administrativas, ni tienen la calidad de servidores públicos. I g u al o c u r re c on la inducción en e r r or del r e g i s t r a d or de i n s t r u m e n t os públicos, que de acuerdo con lo sostenido en auto de septiembre 10 de 2014, radicado 43.716, tampoco perfecciona el delito contra la administración de justicia. Así las cosas, afirma configurada la causal de revisión definida en el numeral 7° del artículo 192 de la Ley 906 de 2004, como quiera que se surtió un cambio jurisprudencial determinante para la situación de FARIGUA CASTRO favorable para él.

(...)

3. Desde otra perspectiva, la accionante dice d e m a n d ar en sede de revisión - aunque no invoca ninguna causal para ello - la «ilegalidad de la p e n a, toda vez que la impuesta al señor FARIGUA CASTRO no está consagrada en el Ordenamiento Penal

Colombiano». Indica que los juzgadores consideraron que el delito de fraude procesal está reprimido con pena de 96 a 216 meses de prisión y, en tal razón, por la comisión de esa conducta le impusieron la sanción de 8 años de prisión. Señala que el marco punitivo correspondiente al fraude procesal, de acuerdo con el artículo 453 de la Ley 599 de 2000, modificado por el artículo 11 de la Ley 890 de 2004, es el de 6 a 12 años de prisión, de modo que las sentencias cuya revisión reclama comportan la violación de los derechos a la igualdad, la seguridad jurídica, la legalidad de la pena y la proporcionalidad. 13 Acción de revisión Radicación 47219 Carlos Alberto Farigua Castro Es claro q ue la a c c i o n a n te b u s ca n u e v a m e n te p or el m e c a n i s mo de la acción de revisión, y p or l os m i s m os m o t i v o s, el q u e b r a n to de la s e n t e n c ia de s e g u n da i n s t a n c ia p r o f e r i da p or la S a la P e n al del T r i b u n al S u p e r i or de Bogotá,

q ue confirmó la e m i t i da p or el J u z g a do 52 P e n al del C i r c u i to de e s ta c i u d a d, q u i en había c o n d e n a do a C A R L OS A L B E R TO F A R I G UA C A S T RO c o mo r e s p o n s a b le d el delito de f r a u de procesal en c o n c u r so c on el de obtención de d o c u m e n to público falso. En a q u e l la o p o r t u n i d a d, la S a la decidió no a d m i t ir a trámite la demaiada, p or las s i g u i e n t es raz ones: ... la Sala encuentra que la demandante no satisfizo la carga argumentativa que le era exigible a efectos de probar la configuración de la causal de revisión prevista en el numeral 7° del artículo 192 de la Ley 906 de 2004. En efecto, la m a n d a t a r ia de F A R I G UA C A S T RO aportó c o p ia de l as s e n t e n c i as de a b r il 21 de 2 0 10 y 16 de octubre de 2 0 1 3, p r o f e r i d as en los procesos r a d i c a d os 3 1 . 8 48 y 42.258, respectivamente, en los q ue la Corte modificó su criterio respecto de la calificación Jurídica de la c o n d u c ta de i n d u c ir en e r r or a un N o t a r io y concluyó que la misma no perfecciona el delito de fraude procesal, sino el de obtención de

documento público. Ocurre, sin embargo, que la interesada no demostró la forma en que esa variación en el pensamiento de la Corporación influye en la situación de su representado ni la manera en que su aplicación le resultaría favorable. Ciertamente, de la revisión de las sentencias de primera y 14 Acción de revisión Radicación 47219 Carlos Alberto Farigua Castro segunda instancia se observa que a FARIGUA CASTRO no le fue atribuida la comisión de esa conducta punible únicamente como consecuencia de haber inducido en error al Notario 38 del Círculo de Bogotá con el fin de lograr la extensión de dieciocho escrituras públicas mendaces, sino también por haberlas registrado ante la Oficina de Registro de Instrumentos Públicos, con lo cual indujo en error al funcionario encargado de esa dependencia. En efecto, en la decisión de primer grado se consigna que FARIGUA CASTRO «actuando como agente oficioso otorgó dieciocho escrituras públicas...y con fundamento en estas escrituras se realizó el correspondiente registro ante la oficina de registro de instrumentos públicos, en consecuencia se indujo en error al notario...y a través de este mismo medio fraudulento i g u a l m e n te se indujo en error al r e g i s t r a d or de i n s t r u m e n t os públicos, p a ra o b t e n er a c to a d m i n i s t r a t i vo c o n t r a r io a la ley, c o mo f ue la inscripción en el registro de d i c h as escrituras públicas» (f. 112). En la misma providencia se señala que el enjuiciado «concurrió con

estas escrituras públicas ante la oficina de Registro de Instrumentos Públicos zona sur, quien (sic) al habérsele presentado dichos documentos precedió a inscribir en el registro cada uno de los apartamentos, a c to en el c u al el f u n c i o n a r io e n c a r g a do D o c t or R B NB V A R G AS (sic) f ue i n d u c i do en error» (f. 115). Por otra parte, en la sentencia proferida por el Tribunal Superior de Bogotá se observa, en igual sentido, que la configuración del delito de fraude procesal atribuido a FARIGUA CASTRO estuvo vinculada con «el empleo del concepto normativo mentado, con el propósito de engañar al Notario 38 del Círculo de Bogotá y al Registrador de Instrumentos Públicos, en aras a la obtención de las escrituras públicas referidas y su p o s t e r i or inscripción en la oficina competente» (f. 142). 15 Acción de revisión Radicación 47219 Carlos Alberto Farigua Castro Esa fue, por demás, la comprensión de la situación fáctica de esta Sala en el curso del trámite del recurso extraordinario de casación, como quiera que al inadmitido entendió, con soporte en el fallo de segundo grado, que el p u n i b le d e f r a u de p r o c e s al se configuró en razón del «otorgamiento de u na serie de títulos anómalos y su p o s t e r i or registro» (f. 158). Se advierte, en suma, que la aplicación d el n o v e d o so criterio de la Corte en relación con la e s t r u c t u ra típica d el delito de

f r a u de p r o c e s al a la situación de F A R I G UA C A S T RO no tendría n i n g u na i n c i d e n c ia en el r e s u l t a do d el p r o c e so ni le reportaría beneficio alguno, pues incluso de admitirse que la obtención de las escdturas públicas espurias no configuró ese reato, la condena se mantendría idéntica en razón de la inducción a error efectuada en perjuicio del funcionario encargado de la Oficina de Registro de Instrumentos Públicos. Así las cosas, aunque la Sala admite que se surtió la modificación jurisprudencial invocada por la demandante, no se observa de qué manera su aplicación al caso concreto surgiría benéfica para el condenado. Dicho de otra manera, en el p r e s e n te a s u n to la aplicación del nuevo p e n s a m i e n to de la S a la estaría l i m i t a da al ámbito de la rectificación c o n c e p t u al y carecería de efectos t a n g i b l es en la situación del condenado, de modo que, en últimas, no puede predicarse que las sentencias condenatorias estén revestidas de un contenido de injusticia que haga necesaria su revisión. Distinto ocurriría, desde luego, si el criterio de la Sala - como lo sostiene, sin razón, la accionante - también hubiese variado en punto a la comprensión del delito de fraude procesal respecto de la inducción en error del funcionario encargado de la Oficina de 16 Acción de revisión Radicación 4722 9

Carlos Alberto Farigua Castro Registro de Instrumentos Públicos, pues en ese evento perdería sustento jurídico la condena proferida contra FARIGUA CASTRO como autor de ese punible. No obstante y como se esbozó en precedencia, el pronunciamiento en el que se sostiene esa tesis corresponde a un salvamento de voto presentado por un Magistrado, no a una providencia de la Corporación, que por lo mismo resulta inconducente a efectos de acreditar el cambio de jurisprudencia. (Negrillas fuera del texto). De o t ra parte, en p u n to de la p r e s u n ta afectación del p r i n c i p io de legalidad de la p e na dijo la Sala: Finalmente, la abogada de FARIGUA CASTRO dice acudir a la acción de revisión para demandar la ilegalidad de la pena que le fue impuesta al nombrado, como quiera que la misma fue dosificada de manera equivocada y le fue impuesta entonces con fundamento en «presupuestos punitivos inexistentes». Si la pena fue debidamente individualizada o no, es debate que debió proponerse en las instancias, incluso, en ejercicio del recurso extraordinario de casación, pero no en esta sede, en la que no es posible cuestionar ni el acierto ni la legalidad del fallo. Lo pretendido por la demandante, entonces, es someter ahora a consideración de la Sala un aspecto de las sentencias atacadas que nada tiene que ver con las causales de revisión invocadas, ni con ninguna otra prevista en la normatividad adjetiva vigente. Es innegable entonces, q ue la d e m a n da de la q ue a h o ra

se o c u pa la S a la se p r e s e n ta p a r c i a l m e n te s i m i l ar a la q ue se resolvió en el p r o c e so de revisión 4 5 4 3 9, específicamente en c u a n to a las p r e t e n s i o n es rescisorias, s u s t e n t a d as en: i) la 17 Acción de revisión Radicación 47219 Carlos Alberto Farigua Castro p r e s u n ta afectación del p r i n c i p io de legalidad de la p e na y ii) la variación de la j u r i s p r u d e n c ia de la S a la en t o r no a q ue el delito de f r a u de procesal no se c o n f i g u ra c u a n do el sujeto activo b u s ca i n d u c ir en e r r or a un n o t a r io p a ra q ue e m i ta u na resolución c o n t r a r ia a derecho. A m b as se f u n d a m e n t an en las m i s m as r a z o n es de h e c ho y de derecho a l e g a d as en a q u e l la actuación, frente a las cuales la Corporación ya se pronunció. Por ende, en razón de la i d e n t i d ad q ue se o b s e r va de tales alegaciones

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