CSJ - AP5740-2016(46587)
Corte Suprema de Justicia
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Detalles
- Título
- CSJ - AP5740-2016(46587)
- Autor
- Corte Suprema de Justicia
- Categoría
- Jurisprudencia
- Área del derecho
- Penal
- Año
- 2016
CORTE SUPREMA DE JUSTICIA
SALA DE CASACIÓN PENAL
FERNANDO ALBERTO CASTRO CABALLERO Magistrado ponente AP5740-2016 Radicación No. 46587 (Aprobado Acta No. 274) Bogotá, D.C., agosto t r e i n ta y u no ( 3 1) de d os m il dieciséis (2016). La S a la p r o c e de a resolver sobre la a d m i s i b i l i d ad de la d e m a n da de casación p r e s e n t a da p or el defensor de J O H AN A L F R E DO CAÑÓN G U E R R E RO c o n t ra la s e n t e n c ia p r o f e r i da p or el T r i b u n al S u p e r i or de Bogotá, c o n f i r m a t o r ia de la d i c t a da p or el J u z g a do C u a r e n ta P e n al del C i r c u i to c on Función de C o n o c i m i e n to de la m i s ma c i u d a d, q ue condenó al citado c o mo c o a u t or de los delitos de estafa a g r a v a da y falsedad en d o c u m e n to p r i v a d o, este último c o m e t i do en c o n c u r so homogéneo y sucesivo. Casación N o. 4 6 5 87 JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRERO/ HECHOS Y ACTUACIÓN PROCESAL RELEVANTES: L os p r i m e r os f u e r on reseñados p or el ad quera en l os
s i g u i e n t es términos: El 18 de mayo de 2012 la Central de Radio de la Policía Nacional recibió un llamado del personal del Banco BBVA, sucursal Centro Comercial Unicentro de Bogotá. Al llegar al sitio, sobre las 6:00 p.m. (horario adicional), la subgerente MAIGRET ALEXANDRA RAMÍREZ [IBAGÓN] le informó al patrullero MIGUEL [ÁNGEL] FANDIÑO [BEJARANO], que los ciudadanos SANDRA MILENA RAMÍREZ, JOSÉ HUMBERTO GUZMÁN SEGURA y JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRERO, se habían presentado a cobrar un cheque por la suma de $450.000.000 girado a favor de la Fundación FUNPROD, para lo cual aportaron una "supuesta" autorización de Luís ANTONIO LUNA TORRES (representante legal de la empresa LT Geoperforaciones y Minería Ltda., titular de la cuenta de la que el mismo día se había debitado un cheque de gerencia por igual valor), y una carta que informaba [falsamente] los cambios de los números telefónicos de dicho cliente y fotocopia de la cédula de ciudadanía de LUNA TORRES. Según la subgerente de la entidad bancaria, la transacción se materializó y el dinero se debitó a través de cheque de gerencia de la cuenta cuyo titular era la empresa LT Geoperforaciones y Minería Ltda., operación realizada en la misma fecha y acreditada la cuenta de la Fundación FUNPROD, pero como esta última fue bloqueada, luego de determinarse que el cliente Luis ANTONIO LUNA TORRES no había autorizado la emisión de ese titulo valor, informó a los uniformados sobre las
irregularidades presentadas, quienes procedieron a la captura
de SANDRA MILENA RAMÍREZ, JOSÉ HUMBERTO GUZMÁN y JOHAN
ALFREDO CAÑÓN GUERRERO.
2 Casación N o. 4 6 5 87 JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRERO / C on f u n d a m e n to en d i c ho acontecer fáctico, el 20 de m a yo de 2 0 1 2, en el J u z g a do V e i n te P e n al M u n i c i p al c on Función de C o n t r ol de Garantías de Bogotá, la Fiscalía le formuló imputación a J O H AN A L F R E DO CAÑÓN G U E R R E RO y otrosí c o mo c o a u t or de l os delitos de estafa en grado de t e n t a t i v a, t r a n s f e r e n c ia no c o n s e n t i da de activos y falsedad en d o c u m e n to p r i v a do (arts. 2 4 6, 2 6 9H y 2 89 d el C P ., r e s p e c t i v a m e n t e ); el c u al no se allanó. El 12 de s e p t i e m b re de 2 0 1 2, en el J u z g a do C u a r e n ta P e n al d el C i r c u i to c on Función de C o n o c i m i e n to de Bogotá, se acusó a CAÑÓN G U E R R E RO p or su p r o b a b le coautoría en l os
ilícitos de estafa a g r a v a da ( c o n s u m a d a) y falsedad en d o c u m e n to p r i v a d o, este último c o m e t i do en c o n c u r so homogéneo y sucesivo. T r a m i t a do el j u i c io oral, el 20 de e n e ro de 2 0 15 se condenó a J O H AN A L F R E DO CAÑÓN G U E R R E RO c o mo a u t or de l os delitos p or l os q ue f ue a c u s a d o, imponiéndosele l as p e n as p r i n c i p a l es de 72 m e s es de prisión y m u l ta de 8 8 . 88 salarios mínimos legales m e n s u a l es vigentes, así c o mo la accesoria de inhabilitación p a ra el ejercicio de derechos y f u n c i o n es públicas p or el m i s mo término de la restricción de la l i b e r t a d, a q u i en se le negó la suspensión c o n d i c i o n al de la ejecución de la p e na y la s u s t i t u t i va de la prisión d o m i c i l i a r i a. 1 SANDRA MILENA RAMÍREZ y JOSÉ HUMBERTO GUZMÁN, sobre l os cuales no se hará referencia p or cuanto no s on impugnantes en casación, s in embargo, cabe mencionar que corrieron la m i s ma suerte procesal q ue el citado. 3 Casación N o. 4 6 5 87
JOHAN ALFREDO CAÑON GUERRERO^ í E se fallo f ue apelado p or el defensor d el i n c u l p a do CAÑÓN G U E R R E RO y, el 17 de a b r il de 2 0 1 5, el T r i b u n al S u p e r i or de Bogotá lo confirmó. C o n t ra e sa decisión el a p o d e r a do d el e n j u i c i a do presentó r e c u r so de casación.
LA DEMANDA: Está c o m p u e s ta p or un solo cargo, c u y os a r g u m e n t os se s i n t e t i z an c o mo a continuación se expone.
Al a m p a ro de la c a u s al t e r c e ra de casación, el libelista c u e s t i o na la s e n t e n c ia c o n d e n a t o r ia de s e g u n do grado, p or c u a n to a su j u i c io el p r o c e s a do jamás presentó a n te el b a n co B B VA d o c u m e n t os falsos, t o da v ez q ue su c o n d u c ta se r e d u jo a i n t e n t ar c o b r ar "unos cheques" de la fundación F U N P R O D, l os cuales e r an legítimos, p or lo q ue no se configuró el delito de falsedad en d o c u m e n to p r i v a d o. U na vez el i m p u g n a n te c i ta criterio de a u t o r i d a d^ un
respaldo a d i c ha conclusión, p e ro además h a ce referencia a la situación de h a c i n a m i e n to de las cárceles del país, solicita "revocar la sentencia proferida y, en su lugar, tipificar la conducta como tentativa de estafa" y "concederle a su defendido el subrogado penal descrito en el articulo 63 del '2 C SJ S P, 27 feb. 2013, rad. 33254. 4 Casación No. 4 6 5 87 JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRERC/ / CP., previo el trámite correspondiente ante los jueces de ejecución de penas".
CONSIDERACIONES DE LA CORTE
I. Sobre la casación en la Ley 904 de 2004: P a ra q ue la d e m a n da q ue s u s t e n ta el r e c u r so e x t r a o r d i n a r io s ea a d m i t i d a, es necesario q ue satisfaga un c o n j u n to de p r e s u p u e s t os e n c a m i n a d os a q ue c o n t e n ga u na exposición lógica y d e b i d a m e n te a r g u m e n t a d a, c o n f o r me se d e s p r e n de de lo p r e c e p t u a do en el inciso 2° d el artículo 1 8 4, p u es allí se índica q ue "no será seleccionada, por auto debidamente motivado... si el demandante carece de interés,
prescinde de señalar la causal, [o] no desarrolla los cargos de sustentación". Así m i s m o, cabe señalar q ue de a c u e r do c on lo c o n s a g r a do en el artículo 1 83 de la L ey 9 0 6, el r e c u r so de casación se debe i n t e r p o n er m e d i a n te "demanda que de manera precisa y concisa señale las causales invocadas y sus fundamentos". A h o r a, a l os criterios señalados en l as disposiciones citadas, se s u ma a q u el relativo a q ue c o n c u r ra la n e c e s i d ad de proferir un fallo c on el objeto de c u m p l ir a l g u no de l os fines del r e c u r so referidos en la última p a r te d el inciso 2° d el artículo 1 84 de la m e n c i o n a da ley, p or cu£into allí se e x p r e sa 5 Casación No. 4 6 5 8 7' JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRERO q ue también se inadmitirá la d e m a n da "cuando de su contexto se advierta fundadamente que no se precisa del fallo para cumplir alguna de las finalidades del recurso". En esa m e d i d a, es claro q ue c on la L ey 9 06 de 2 0 04 a d q u i e r en significativa i m p o r t a n c ia los fines del r e c u r s o, al p u n to q ue en el inciso 3° del artículo 1 84 ibídem, se establece q ue la Corte, "atendiendo a los fines de la casación,
fundamentación de los mismos, posición del impugnante dentro del proceso e índole de la controversia planteada, deberá superar los defectos de la demanda para decidir de fondo". Lo a n t e r i or p e r m i te c o n c l u i r, q ue no o b s t a n te la d e m a n da de casación no reúna los p r e s u p u e s t os de o r d en lógico o a r g u m e n t a t i vo p a ra su admisión, si la S a la advierte la n e c e s i d ad de proferir fallo de f o n do c on el objeto de g a r a n t i z ar l os fines d el r e c u r so e x t r a o r d i n a r i o, salva tales i n c o n s i s t e n c i as p a ra a c o m e t er el e s t u d io del a s u n t o. Así m i s m o, es posible la hipótesis c o n t r a r i a, es decir, q ue a pesair de q ue la d e m a n da c u m p la a cabalidad c on los p r e s u p u e s t os f o r m a l es a n t es indicados, se d e ba i n a d m i t ir en razón de la a u s e n c ia de n e c e s i d ad de proferir fallo de fondo, p u es no h ay m o t i vo p a ra activar los fines de la casación. E s ta concepción del r e c u r so e x t r a o r d i n a r io ha llevado a exigir q ue p a ra a d m i t ir la d e m a n da se i n d i q ue y d e m u e s t re
6 Casación N o. 4 6 5 87 JOHAN ALFREDO CAÑON GUERRER1CÍ la n e c e s i d ad de un p r o n u n c i a m i e n to de f o n do c on el propósito de satisfacer a l g u no de s us fines, es decir, l os previstos en el artículo 1 80 de la Ley 9 06 de 2 0 0 4. S i e n do ello así, la S a la evidencia q ue en el caso p a r t i c u l a r, si b i en el i m p u g n a n te da a e n t e n d er q ue se p r e c i sa de un fallo de la C o r t e, no a t i na a d e m o s t r ar q ue en v e r d ad el m i s mo sea necesario, p u e s, c o mo más a d e l a n te se expondrá al a b o r d ar el e s t u d io del cargo q ue p o s t u l a, en él s i m p l e m e n te y de m a n e ra p or demás exigua, i n t e n ta i m p o n er su visión p e r s o n a l. Además, t a m p o co se c o n s i d e ra necesario s u p e r ar la referida falencia p a ra decidir de fondo. E f e c t u a d as las a n t e r i o r es precisiones, a g o ta la S a la el e x a m en f o r m al del libelo p r e s e n t a do p or el defensor de J O H AN A L F R E DO CAÑÓN G U E R R E R O.
II. Sobre la demanda en concreto: C o mo el r e c u r r e n te a c u de a la c a u s al t e r c e ra de casación p a ra a t a c ar la s e n t e n c ia de s e g u n do grado, e ra de esperarse q ue i d e n t i f i c a ra la n a t u r a l e za de l os y e r r os de estimación p r o b a t o r ia c o m e t i d os p or el T r i b u n a l, b i en al e x a m i n ar la producción de la p r u e ba o su p o d er s u a s o r i o, alegando p a ra el efecto q ue incurrió en errores de derecho en la m o d a l i d ad de falso j u i c io de legalidad, o de convicción, r e s p e c t i v a m e n t e; o q ue se equivocó al v a l o r ar los m e d i os de c o n o c i m i e n to p or h a b er caído en e r r o r es de h e c ho en la
7 Casación No. 4 6 5 87 JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRERCÍ] m o d a l i d ad de fedso j u i c io e x i s t e n c ia — p or o m i t ir o s u p o n er t o t a l m e n te un p a r t i c u l ar e l e m e n to de persuasión—; en falso j u i c io de i d e n t i d ad — p or agregar, m u t i l ar o tergiversar en
p a r te algún m e d io d e m o s t r a t i v o— o, en falso raciocinio — p or c u a n to al p o n d e r ar la p r u e ba desconoció l as reglas de la lógica, las leyes de la ciencia o las máximas de e x p e r i e n c i a— P or t a n t o, c o mo q u i e ra q ue el c e n s or no a d e l a n ta l a b or a l g u na en e sa dirección, t o da v ez q ue e s c a s a m e n te a f i r ma q ue no se tipifica el a t e n t a do c o n t ra la fe pública y q ue la c o n d u c ta c o n t ra el p a t r i m o n io quedó en g r a do de t e n t a t i v a; de esto se sigue q ue la c e n s u ra debe ser i n a d m i t i d a. En efecto, a la a u s e n c ia total de predicados e n c a m i n a d os a d e m o s t r ar q ue el T r i b u n al incurrió en e r r o r es de derecho o de h e c ho en la apreciación p r o b a t o r i a, se s u ma la c i r c u n s t a n c ia de q ue el defensor c o n t r ae su d i s c u r so a s o s t e n er q ue no h ay l u g ar a p r e g o n ar el delito de falsedad en d o c u m e n to p r i v a d o, bajo el cándido a r g u m e n to de q ue el
p r o c e s a do jamás presentó d o c u m e n t os falsos a n te el b a n co B B V A, s in darle s u s t e n to a esa manifestación, y q ue el delito de estafa quedó en g r a do de t e n t a t i v a, s in q ue t a m p o co dé soporte a ese señalamiento. E sa p o s t u ra i n c l u so e n v u e l ve u na contradicción, p or c u a n to si l os h e c h o s, c o mo más a d e l a n te se evidenciará, p o n en de m a n i f i e s to q ue p a ra llevar a c a bo el a t e n t a do c o n t ra el p a t r i m o n io (delito fin), se cometió el de falsedad 8 Casación No. 4 6 5 87
JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRER^
(delito m e d i o ), no r e s u l ta a f o r t u n a do q ue el c e n s or a d m i ta la p r i m e ra de las infracci ones y r e c h a ce la última. Es más, el h e c ho de p a r a f r a s e ar u na decisión de la C o r te c on el áinimo de s u s t e n t ar la q u e ja r e l a c i o n a da c on q ue el j u z g a d or de s e g u n do g r a do no ha d e b i do p r e g o n ar la
configuración del delito de falsedad en d o c u m e n to privado, t a m p o co es suficiente, p u es t al glosa no tiene en c u e n ta las c i r c u n s t a n c i as q ue se d e m o s t r a r on en el sub judice, las q ue más a d e l a n te se expondrán, en concreto al r e c o r d ar el análisis q ue efectuó el T r i b u n al sobre e sa p a r t i c u l ar c o n d u c ta p u n i b l e. En e sa m e d i d a, el censor no identifica en qué e r r or incurrió el j u z g a d or ad quem en o r d en a q ue la S a la e n t re a c o n s t a t a r l o. Al m a r g en de la p r o f u n da p r e c a r i e d ad en la formulación d el cargo, se o b s e r va q ue el J u ez colegiado, c o n t r a r io a lo q ue alega p a r c a m e n te el d e m a n d a n t e, ofreció un e x h a u s t i vo análisis de la p r u e b a, ajustándose p a ra el efecto a su c o n t e n i do m a t e r i al y a l as reglas de la s a na crítica. B a s ta r e c o r d ar q ue en relación c on el delito c o n t ra la fe pública e x p u s o: 9 Casación N o. 4 6 5 87
JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRERO/
Sobre la atipicidad de la conducta punible de falsedad en documento privado por inocuidad de la misma ¡pregonada por el recurrente]. El apelante considera que la carta del 18 de mayo de 2012, en que supuestamente el representante legal de LT Geoperforaciones autorizaba la expedición de un cheque de gerencia por valor de $450.000.000.00, es una falsificación burda, porque si los empleados del Banco BBVA hubiesen comparado dicha misiva con otras que tenían en sus archivos, se hubiesen dado cuenta de las evidentes inconsistencias del documento y sus firmas, de donde concluy[e] que el escrito no era idóneo para engañar a los servidores de la entidad bancaria y, en consecuencia, ¡que] no se estructuran los reatos contra la fe pública... (...) En el presente caso, a través del perito Néstor Zuluaga Torres, se incorporó el dictamen grafológico del 19 de mayo de 2012, realizado, entre otros documentos, sobre la carta de autorización del 18 de mayo de 2012 en la que, supuestamente, el representante legal de LT Goeperforaciones ordenaba al Banco BBVA expedir el cheque [de gerencia] por valor de $450.000.000.00, documento que aparece firmado por quien se anunciaba como [su gerente] Luis Antonio Luna Flórez, cuyos resultados arrojaron que la grafía plasmada en ese escrito no presentaba uniprocedencia escritural con las firmas indubitadas de Luis Antonio Luna Flórez. Además, el documento no corresponde en sus características a las muestras patrón proporcionadas por LT Geoperforaciones, informe [que incluso] no objetado por la defensa y que da cuenta de la creación del escrito
espurio y de la falsedad de la firma del representante legal de la compañía. (...) 10 Casación No. 4 6 5 87 JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRERO ...Tales diferencias en forma alguna significan per se que la carta de autorización sea una "copia burda" como señala el censor... En efecto, se advierte que si bien la firma plasmada no es exactamente la misma que la del representante legal de LT Geoperforaciones, la morfología de la grafía falsa tiene similitudes con la imitada, aspecto que la hace parecida a la rúbrica original, al punto que precisamente se necesitó de un perito grafólogo, es decir, de un experto, para poder establecer la falta de correspondencia y, por ende, la ausencia de autenticidad de la signatura, lo que explica porqué para el cajero del banco la firma al ser presentada por ventanilla pasó por legítima, pues, se insiste, se requería de un estudio realizado por un experto en grafología para poder advertir la diferencia de trazos y la adulteración de la firma por vía de imitación, así como el origen espurio de la misiva en su integridad, puesto que no había sido elaborada en la compañía LT Geoperforaciones. (...) Así, el hecho de que al comparar el documento espurio con uno original, se puedan observar diferencias en cuanto al logo de LT Geoperforaciones y la firma de Luis Antonio Luna Torres, [ello] no es presupuesto para determinar si la falsedad era burda, pues esta debe aparecer de la aislada observación del documento contrahecho, como cuando se evidencia que a un
texto escrito en computador se le añaden palabras manuscritas^, mas no después de que un experto grafólogo, al contrastar el documento dubitado con otros indubitados, determina la existencia de diferencias manuscriturales entre ambos, como lo considera el apelante, pues, precisamente, el que solo el experto pudiera ser capaz de notar las diferencias caligráficas, demuestra la imitación de la firma y, por consiguiente, la falsedad en documento privado en su integridad... (...) 3 'Sentencia del 18 de junio de 2014. rad. 39090." 11 Casación N o. 4 6 5 87 JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRERO I í Asi, se concluye que la misiva del 18 de mayo de 2012 que autorizaba al Banco BBVA la expedición de un cheque por $450.000.000.00 de la cuenta de LT Geoperforaciones, lejos de ser una falsificación burda, como lo acota el censor, se constituyó en un documento espurio en su origen y contenido, plenamente capaz para representar una situación contraria a la realidad... de donde se concluye que dicho mecanismo fue igualmente idóneo para hacer incurrir en error a los empleados de la entidad financiera, como efectivamente ocurrió cuando expidieron el titulo valor y lo entregaron... lo que claramente evidencia la relevancia del ardid o engaño desplegado por los procesados y descarta la atipicidad de las conductas de falsedad investigadas... C o n s t a t a do q ue en m o do a l g u no se está a n te u na falsedad b u r da en lo q ue respecta c on la c a r ta del 18 de m a yo
de 2 0 1 2, se o b s e r va q ue i n c l u so el d e m a n d a n te g u a r da c o n v e n i e n te silencio sobre o t ra de l as c o n d u c t as frente a l as cuales p or i g u al se predicó el delito de falsedad en d o c u m e n to p r i v a d o, es decir, la c a r ta r a d i c a da en el B a n co B B VA en d o n de f r a u d u l e n t a m e n te se c a m b i a b an l os teléfonos de c o n t a c to de la compañía LT Goeperforaciones c on el propósito de q ue a l os n u e v os se l l a m a ra p a ra c o n f i r m ar la autorización d el giro d el c h e q ue de gerencia p or $ 4 5 0 . 0 0 0 . 0 0 0. 0 0. En e s as condiciones, es i n d u d a b le q ue la q u e ja en p u n to de la consolidación de la infracción c o n t ra la fe pública carece t o t a l m e n te de f u n d a m e n t o. La Einterior situación no c a m b ia frente al delito c o n t ra el p a t r i m o n i o, p u es el d e m a n d a n t e, amén de q ue n a da dijo 12 Casación No. 4 6 5 87 —[ en s u s t e n to de la afirmación de q ue no se podía p r e d i c ar q ue
se consumó, la actuación p r o c e s al se e n c a r ga de revelar q ue en efecto ello se d i o. S o b re este aspecto r e s u l ta p e r t i n e n te t r a er a colación el s i g u i e n te pasaje de la s e n t e n c ia del j u z g a d or de s e g u n do grado: ...Carlos Arturo García Ocampo, investigador del fraude documental del Banco BBVA, señalo en el Juicio oral que el día de los hechos, mientras realizaba revisiones de seguridad, advirtió que uno de los abonados telefónicos de contacto de la empresa LT Geoperforaciones eraun número repetitivo, situación que lo puso en alerta, rozón la por la que revisó los movimientos de la cuenta corriente de dicha empresa, donde percibió que presentaba dos retiros, uno de ellos ese mismo día por $450.000.000.00 a través de cheque ¡de gerencia], el cual fue obtenido de la sucursal Unicentro del banco y consignado a la cuenta de FUNPROD en la misma entidad financiera, e incluso sostuvo que "la plata estuvo disponible, pero todavía no se había cobrado", aseveración que reiteró cuando señaló que "¡el dinero] fue abonado y estuvo disponible algunas horas [en la cuenta de FUNPROD] hasta que nosotros lo identificamos y se presentó el bloqueo. En la misma línea, Maigret Alexandra Ramírez Ibagón indicó en el juicio, que una vez la oficina de seguridad del banco le informa que con la expedición del cheque por valor de $450.000.000.00 se pudo haber cometido un fraude, por lo que
le hizo seguimiento al título valor y agregó que: "ese cheque fue depositado en una cuenta de una fundación, en una cuenta del banco, el cheque queda inmediatamente disponible porque cuando hablamos de cheques de gerencia depositados en cuentas del propio banco, eso no surte ningún proceso de canje 13 Casación No. 4 6 5 87 JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRERO 1 sino que una vez el cheque entra en la cuenta, queda disponible, entonces ya los recursos estaban disponibles en la cuenta de esa fundación...". De los anteriores testimonios se extrae, que no solo el cheque de gerencia fue expedido y entregado a un tercero, sino que este fue depositado en la cuenta de FUNDPROD, instante desde el cual dichos recursos salieron del patrimonio de la víctima LT Geoperforaciones, para hacer parte del peculio de la fundación regentada por [uno de los procesados]. Así l as cosas, a n te la deficiente presentación de la c e n s u ra f o r m u l a d a, a lo q ue se s u ma q ue el libelista ni s i q u i e ra tiene en c u e n ta la r e a l i d ad q ue a r r o ja la actuación, se i m p o ne su inadmisión, c o n f o r me se anunció i n i c i a l m e n t e. Por último, es preciso i n d i c ar que no se o b s e r va q ue c on ocasión del fallo i m p u g n a do o d e n t ro de la actuación, efectivamente se h a y an violado los d e r e c h os o las garantías
de l as partes o i n t e r v i n i e n t e s, c o mo p a ra q ue t al c i r c u n s t a n c ia i m p o n ga s u p e r ar l os defectos d el libelo en o r d en a decidir de fondo, según lo preceptúa el inciso 3° del artículo 1 84 de la Ley 9 06 de 2 0 0 4. F i n a l m e n t e, cabe m e n c i o n a ir q ue c o n t ra la decisión de i n a d m i t ir la d e m a n da de casación únicamente p r o c e de el m e c a n i s mo de i n s i s t e n c ia previsto en el inciso 2 del artículo 1 84 de la Ley 9 06 de 2 0 0 4, en los términos señalados p or esta S a la en a u to d el 12 de diciembre de 2 0 0 5, proferido d e n t ro de la radicación No. 2 4 3 2 2. 14 Casación N o. 4 6 5 87 JOHAN ALFREDO CAÑÓN GUERRERÍ En mérito de lo e x p u e s t o, la C o r te S u p r e ma d< J u s t i c i a, Seda de Casación P e n a l,
RESUELVE:
1. INADMITIR la d e m a n da de casación p r e s e n t a da p or el defensor del p r o c e s a do J O H AN A L F R E DO CAÑÓN G U E R R E R O.
2. ADVERTIR q ue de c o n f o r m i d ad c on lo d i s p u e s to en
el artículo 1 84 de la L ey 9 06 de 2 0 0 4, es viable la interposición del m e c a n i s mo de i n s i s t e n c ia en los términos p r e c i s a d os p or la Sala. 15 (I l SEP Casación N o. 4 6 5 87
JOHAN ALFREDO CAÑON GUERRER(
Secretaria 16