CSJ - AP5787-2016(48711)
Corte Suprema de Justicia
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Detalles
- Título
- CSJ - AP5787-2016(48711)
- Autor
- Corte Suprema de Justicia
- Categoría
- Jurisprudencia
- Área del derecho
- Penal
- Año
- 2016
República de Colombia Corte Suprema de Justicia Sala da Casacidn Panal
CORTE SUPREMA DE JUSTICIA
SALA DE CASACIÓN PENAL
GUSTAVO ENRIQUE MALO FERNÁNDEZ Magistrado ponente AP5787-2016 Radicado N 48711, A p r o b a do a c ta N o. 2 7 4. Bogotá, D . C ., t r e i n ta y u no ( 3 1) agosto de d os m il dieciséis (2016). V I S T OS La Corte se p r o n u n c ia respecto d el r e c u r so de «apelación» c o n c e d i do p or la S a la P e n al d el T r i b u n al S u p e r i or de D i s t r i to J u d i c i al de M a n i z a l es al defensor de Héctor Torres Escalante, en c o n t ra d el fallo de s e g u n do g r a do proferido p or e sa Corporación el 30 de j u n io hogaño, q ue revocó la s e n t e n c ia a b s o l u t o r ia e m i t i da p or el J u z g a do 5° P e n al d el C i r c u i to de e sa m i s ma c i u d a d, y en su l u g ar lo condenó a la p e na de 34 años de prisión y a la sanción Impugnación especial No 48.71 Héctor Torres Escal accesoria de inhabilitación p a ra el ejercicio de d e r e c h os y f u n c i o n es públicas p or un lapso de 20 años, en calidad de
a u t or de l os delitos de h o m i c i d io agravado y h u r to agravado. HECHOS F u e r on n a r r a d os en el fallo de c o n d e na e m i t i do p or el t r i b u n a l, de la siguiente m a n e r a: En horas de la mañana del 28 de noviembre de 2013 el joven Víctor Manuel Mejía, preocupado por haber pasado casi dos días sin saber acerca de la suerte de su allegado y amigo Jorge Arturo Rodríguez García, volvió a la residencia de éste, sin obtener respuesta al tocar la puerta, situación que lo motivó a que subiera al techo para echar un vistazo por una claraboya, como efectivamente lo hizo, observando que al interior de la residencia había rastros de sangre. Ante tal panorama el joven se dirigió al CAI del barrio (Bengala de la ciudad de Manizales), para que las autoridades verificaran lo sucedido, como en efecto lo hicieron al visitar la residencia en la que al entrar -dañando una ventanaencontraron el cuerpo sin vida, y con dantescas lesiones, del señor Jorge Arturo Rodríguez, debajo de un colchón y rodeado de un escenario sangriento, pues las paredes, el techo y el piso de la residencia tenían manchas de sangre. Se germinó así la investigación, con ocasión de la cual se conoció que el señor HÉCTOR TORRES ESCALANTE, quien fungía como inquilino de la víctima, fue la última persona que tuvo contacto con el óbito Jorge Arturo, conociéndose además
2 Impugnación especial No 48.7 Héctor Torres Escal que en la mañana anterior al día en que fue hallado el cuerpo sin vida, el inquilino fue visto sacando algunos elementos de la residencia en la que tenía alquilado un cuarto, tales como una olla pitadora, una jaula de pájaros y una talega con otros elementos, los cuales guardó en la cajuela de un taxi que, acto seguido, lo alejó de la residencia a la que no regresó ya más. Con fundamento en tales hechos, se direccionó la investigación penal en contra del señor HÉCTOR TORRES
ESCALANTE.
ANTECEDENTES PROCESALES C a p t u r a do Héctor Torres Escalante, a n te el j u ez 1^ P e n al M u n i c i p al c on F u n c i o n es de C o n t r ol de Garantías de M a n i z a l e s, se l l e v a r on a cabo las a u d i e n c i as c o n c e n t r a d as de legalización de c a p t u r a, formulación de imputación e imposición de m e d i da de a s e g u r a m i e n t o. En c u r so de ellas, a más de definirse legal la aprehensión, se imputó al c a p t u r a do l os delitos de h o m i c i d io agravado y h u r to calificado agravado, a l os cuales no se allanó. De o t ro lado, el j u z g a do se a b s t u vo de i m p o n er en su c o n t ra m e d i da de a s e g u r a m i e n to de
detención p r e v e n t i va en e s t a b l e c i m i e n to carcelario, c o mo f u e ra solicitado p or el órgano persecutor, d e b i do a la a u s e n c ia de e l e m e n t os de j u i c io p a ra inferir su participación en los ilícitos endilgados. Impugnación especial No48.71^¿ Héctor Torres EscaktfÍM' / Jx P r e s e n t a do escrito de acusación p or p a r te de la fiscalía, el 22 de m a yo de 2 0 1 5, en el J u z g a do 5° P e n al del C i r c u i to c on F u n c i o n es de C o n o c i m i e n to de M a n i z a l e s, t u vo l u g ar la a u d i e n c ia de formulación de acusación, en la c u al se atribuyó a Héctor Torres Escalante, l os m i s m os delitos i m p u t a d o s. La a u d i e n c ia p r e p a r a t o r ia se realizó el 20 de agosto de 2 0 1 5. A su vez, el j u i c io o r al se desarrolló los días 6 y 7 de o c t u b re d el m i s mo año; a su final, se anunció s e n t i do a b s o l u t o r io del fallo. A c o r de c on ello, el 6 de n o v i e m b re siguiente, f ue e m i t i da s e n t e n c ia a b s o l u t o r ia de p r i m er grado.
La fiscalía y la r e p r e s e n t a n te de la v i c t i m a, d e s c o n t e n t os c on el fallo, i n t e r p u s i e r on y s u s t e n t a r on o p o r t u n a m e n te r e c u r so de apelación en su c o n t r a. P or c o n s e c u e n c ia de la alzada, en fallo proferido el 30 de j u n io de 2 0 1 6, la S a la P e n al d el T r i b u n al S u p e r i or de D i s t r i to J u d i c i al de M a n i z a l es revocó lo decidido p or el aquo p a r a, en su lugar, c o n d e n ar al a c u s a do de la f o r ma referenciada en el p r o e m io de e s ta providencia. En el fallo en cuestión, el t r i b u n al destinó un capítulo a a d v e r t ir q ue en tratándose de la p r i m e ra s e n t e n c ia de c o n d e na proferida, d a do q ue el fallo de p r i m er g r a do Impugnación especial No 48.71 Héctor Torres Escal; emergió a b s o l u t o r i o, es necesario otorgar el r e c u r so «especial de apelación», en s e g u i m i e n to de lo e x p u e s to sobre el p a r t i c u l ar p or la C o r te C o n s t i t u c i o n al en la s e n t e n c ia C7 92 de 2 0 1 4, c u y os a p a r t a d os más t r a s c e n d e n t es t r a n s c r i b e. En c o n s e c u e n c i a, la p a r te r e s o l u t i va d el fallo de s e g u n da i n s t a n c ia d i s p u s o, en el n u m e r al 4°: «Notifiquese la presente decisión a las partes, informándole a la Fiscalía, a la Representación de Victima y al Ministerio Público que en contra de la misma procede el recurso extraordinario de casación; mientras que para la Unidad de Defensa, en razón en lo decantado en el acápite final de las consideraciones, procederá el recurso de apelación que habrá de interponerse al momento de la notificación del fallo y sustentarse oralmente en el acto o dentro de los cinco (5) días siguientes...». En efecto, a c o r de c on lo d i s p u e s to p or el ad-quem, el defensor de Héctor Torres Escalante, i n t e r p u so r e c u r so vertical y, d e n t ro del lapso establecido p or esa Corporación p a ra el efecto, presentó escrito en el c u al c o n d e n sa su d e s c o n t e n to c on el fallo de c o n d e n a. L u e go de efectuar el t r a s l a do a l os no r e c u r r e n t e s, q u i e n es no se p r o n u n c i a r o n, el T r i b u n al envió la c a r p e ta a
la C o r te a efectos de d e s a t ar el r e c u r so de apelación, c o n c e d i do en el efecto s u s p e n s i v o. Impugnación especial No 48 Héctor Torres Escal CONSIDERACIONES La S a la ha de precisar q ue no existe p o s i b i l i d ad de d ar trámite al r e c u r so de «apelación» i r r e g u l a r m e n te i n s t i t u i do p or la S a la P e n al d el T r i b u n al S u p e r i or de M a n i z a l es p a ra p e r m i t ir d el afectado c on su s e n t e n c i a, c o n t r o v e r t i r l a, s i m p l e m e n te p o r q ue no es este un m e c a n i s mo q ue t e n ga un soporte legal, ni m u c ho m e n o s, c u e n te c on habilitación de c o m p e t e n c ia o un trámite especifico en la ley. C u a x i do se t r a ta de i m p u g n ar el fallo de s e g u n da i n s t a n c i a, es evidente q ue la n o r ma p r o c e s al vigente p a ra el caso - L ey 9 06 de 2 0 0 4 -, únicamente h a b i l i ta el r e c u r so e x t r a o r d i n a r io de casación, de c o n f o r m i d ad c on el p r o c e d i m i e n to allí establecido.
Y si b i e n, c o mo se a n o ta en la justificación p r o p o r c i o n a da p or el ad-quem p a ra s o p o r t ar la concesión del h oy i n e x i s t e n te r e c u r so especial de apelación c o n t ra la s e n t e n c ia de s e g u n do grado, la C o r te C o n s t i t u c i o n al en la s e n t e n c ia C - 7 92 de 2 0 1 4, advirtió necesario e x h o r t ar al legislador p a ra la expedición de u na l ey q ue p e r m i ta i m p u g n ar l os fallos c o n d e n a t o r i os c u a n do ellos se d i c t an p or p r i m e ra vez, es lo cierto q ue la omisión en q ue incurrió el C o n g r e so de la República en el lapso de un año otorgado p a ra t al efecto, i m p i de m a t e r i a l i z ar esa posibilidad, a si en la p a r te s u s t a n c i al de la referida s e n t e n c ia de e x e q u i b i l i d a d, d i c ho alto t r i b u n al h a ya señalado q ue 6 Impugnación especial No 48.711 Héctor Torres Escalant p r o c e de la m e n c i o n a da alzada, i n c l u s o, p a ra el caso en que se desatendiera, c o mo sucedió, su e x h o r to al legislativo.
P r e c i s a m e n t e, en m uy reciente decisión de la C o r te (radicado 4 8 . 0 12 d el 12 de j u l io de 2 0 1 6, r e i t e r a da d e n t ro del r a d i c a do 4 8 . 4 42 d el 27 d el m i s mo m es y año), p e r f e c t a m e n te aplicable aJ caso p or c o r r e s p o n d er a la "apelación" de un fallo c o n d e n a t o r io de s e g u n da i n s t a n c ia q ue revocó la absolución decretada en la p r i m e r a, esto se anotó c o mo criterio p r i n c i p al de la S a la de Casación Penal:
1. La Corte Constitucional, en la Sentencia C-792 de 29 de octubre de 2014, que el tribunal cita, declaró la inexequibilidad de varios artículos de la Ley 906 de 2004, por déficit normativo, en cuanto omitían la posibilidad de impugnar todas las sentencias condenatorias, y difirió sus efectos a un (I) año, contado a partir de su notificación, que se cumplió entre el 22 y el 24 de abril del
2015.
2. En la misma decisión, exhortó al Congreso de la República para que en el término de un año, contado a partir de la notificación del edicto del fallo, regulara el derecho a impugnar las sentencias penales condenatorias dictadas por primera vez en cualquier estadio procesal, y aclaró que de incumplir este deber, se entendería que la
impugnación procedía ante el superior jerárquico o funcional de quien impuso la condena.
3. En la sentencia de tutela SU-215 de 28 de abril de 2016, la Corte Constitucional, al delimitar los efectos y alcances de la sentencia C-792 de 2014, precisó (i) que
7 Impugnación especial No 48.71 Héctor Torres Escalan surtia efectos desde el 25 de abril de 2016, (ii) que operaba respecto de las sentencias dictadas a partir de esa fecha o que para entonces estuviesen en proceso de ejecutoria, (iii) que aunque en ella solo se había resuelto el problema de las condenas impuestas por primera vez en segunda instancia, debía entenderse que su exhorto llevaba incorporado el llamado al legislador para que regulara en general la impugnación de las condenas impuestas por primera vez en cualquier estadio del proceso penal, y (iv) que la Corte Suprema, dentro de sus competencias, o en su defecto el juez constitucional, atendiendo las circunstancia de cada caso, debía definir la forma de garantizar el derecho a impugnar la sentencia condenatoria impuesta por primera vez por su Sala de Casación Penal.
4. La Sala Plena de Corte Suprema de Justicia, en sesión de fecha 28 de abril de 2016, aprobó el comunicado 08/2016, en el que precisó que la pretensión de la Corte Constitucional, plasmada en la sentencia C-792 de 2014, de implementar, a partir del vencimiento del término de un año, la impugnación en todos los casos en que se dictara sentencia condenatoria por primera vez, resultaba
irrealizable, porque ni la Corte, ni autoridad judicial alguna contaba con facultades para introducir reformas o definir reglas que permitieran poner en práctica este derecho.
5. En la misma dirección se ha pronunciado la Sala de Casación Penal, en el entendido que una orden de la naturaleza de la que contienen las sentencias C-792 de 2014 y SU-215 de 2016, requiere de una reforma constitucional y legal que solo puede adelantar el Congreso, por cuanto implica suplir un déficit legal normativo que incluiría la redefinición de funciones, la Impugnación especial No 48.71
Héctor Torres Escalaiit creación de nuevos órganos judiciales y la redistribución de competencias, entre otros aspectos. ^
6. En el caso que se estudia, el Tribunal Superior de Pereira, arrogándose competencias que no tiene, resolvió sustituir el recurso de casación por uno de apelación, y por esta vía, asignarle a esta Sala una competencia que la normatividad vigente no le otorga, con desconocimiento del ordenamiento procesal penal vigente, que no prevé el recurso de apelación contra sentencias de segunda instancia, ni habilita a la Sala para actuar como tribunal de apelación en estos casos.
N a da más debe añadir la S a la a lo c o n s i g n a do en la transcripción precedente, p u e s, se reitera, c on el i r r e g u l ar trámite ofrecido a la defensa p or la S a la P e n al del T r i b u n al S u p e r i or de M a n i z a l e s, no solo asumió u na c o m p e t e n c ia
jamás deferida p or la ley, s i no q ue además desquició el p r o c e d i m i e n to o r d i n a r io c r e a n do un r e c u r so i n e x i s t e n te a p a r t ir de un trámite que, h u e l ga a n o t a r, t a m p o co c o m p o r ta soporte legal. De e s ta m a n e r a, s i e n do p a t e n te q ue en c o n t ra de la s e n t e n c ia de s e g u n da i n s t a n c i a, no i m p o r ta su c o n t e n i d o, solo o p e ra el r e c u r so e x t r a o r d i n a r io de casación, el c u al pasó a s e g u n do p l a no en este caso p a ra i n t r o d u c i r se un m e c a n i s mo o r d i n a r io a c t u a l m e n te c a r e n te de s u s t e n to n o r m a t i v o, debe la C o r te devolver la actuación al T r i b u n al a efecto de q ue se s u r ta el término p a ra q ue l as p a r t es 1 CSJ AP, 18 de mayo de 2016, radicación 39156; CSJ AP3280-2016, 25 de mayo de 2016, radicación 37858, entre otras. Impugnación especial No 48.711" Héctor Torres EscalafTfe p u e d a n, si es su v o l u n t a d, r e c u r r ir en casación, de
a c u e r do a l as disposiciones c o n t e n i d as en l os artículos 3 2, 1 81 y s s. de la L ey 9 06 de 2 0 0 4, q ue a s u v ez h a b i l i t an a la S a la de Casación P e n al p a ra c o n o c er del m i s m o. En mérito de lo e x p u e s t o, la Corte Suprema de Justicia, Sala de Casación Penal, RESUELVE Primero: RECHAZAR, p or i m p r o c e d e n t e, el r e c u r so de apelación i n t e r p u e s to p or el defensor de Héctor Torres Escalante, c o n t ra la s e n t e n c ia p r o f e r i da p or la S a la P e n al del T r i b u n al S u p e r i or de M a n i z a l es el 30 de j u n io de 2 0 1 6.
Segundo: DEVOLVER la c a r p e ta al T r i b u n al de o r i g en a efecto de q ue se c o r r an l os términos p a ra la interposición del r e c u r so de casación, c on sujeción a lo d i s p u e s to en el artículo 1 83 de la L ey 9 06 de 2 0 0 4, m o d i f i c a do p or el 98 de la L ey 1 3 95 de 2 0 1 0.
C o n t ra e s ta decisión no p r o c e de r e c u r so a l g u n o.
Notifiquese y cúmplase. / ANDEZ 10 Impugnación especial No 48.7 Héctor Torres Escalac
PATRICIA SALAZAR
LUIS Glm/LERAfp SALAZAR OTERO
11 Impugnación especial No 48.71 Héctor Torres Escalant Ñubia Y o l a n da N o va García S e c r e t a r ia 12 Impugnación Especial 4 8 7 11
CORTE SUPREMA DE JUSTICIA
SALA DE CASACIÓN PENAL
SALVAMENTO DE VOTO Impugnación Especial Radicado. 4 8 7 11 A c ta No. 2 74 del 31 de agosto de 2 0 16
Sentencia: T r i b u n al de S u p e r i or de Manizales Fecha: 30 de j u n io de 2 0 16
Respeto el criterio m a y o r i t a r io de la Sala. Salvo el voto por las razones ya expresadas en el radicado 4 8 . 0 1 3. C o r d i a l m e n t e, Fecha ut supra 1