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CSJ - SP2904-2016(47583)

Corte Suprema de Justicia

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Detalles

Título
CSJ - SP2904-2016(47583)
Autor
Corte Suprema de Justicia
Categoría
Jurisprudencia
Área del derecho
Penal
Año
2016

República de Colombia Corte Suprema de Justicia

CORTE SUPREMA DE JUSTICIA

SALA DE CASACIÓN PENAL

FERNANDO ALBERTO CASTRO CABALLERO Magistrado Ponente S P 2 9 0 4 - 2 0 16

Radicación: 4 7 5 83

A p r o b a do A c ta N° 0 71 Bogotá D.C., m a r zo n u e ve ( 0 9) de d os m il dieciséis (2016). VISTOS Correspondería a la C o r te p r o n u n c i a r se sobre la a d m i s i b i l i d ad de la d e m a n da de casación p r o m o v i da p or la defensa de J E S ÚS C A R R I L LO O L I E R, B E T TY J O S E F I NA C A R R I L LO O L I ER y B E A T R IZ C A R R I L LO O L I E R, c o n t ra la s e n t e n c ia del 5 de agosto de 2 0 15 p r o f e r i da p or el T r i b u n al S u p e r i or de C a r t a g e na q ue confirmó el fallo c o n d e n a t o r io d el J u z g a do T e r c e ro P e n al del C i r c u i to de la m i s ma c i u d a d, p or m e d io del c u al l os p r o c e s a d os f u e r on declarados r e s p o n s a b l es de l os delitos de obtención de d o c u m e n to público falso y falsedad

en d o c u m e n to p r i v a d o, si no f u e ra p o r q ue se advierte que la acción p e n al p a ra a m b os delitos prescribió en la e t a pa i n s t r u c t i va del proceso. Radicación No. 47583

JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000

HECHOS En s e n t e n c ia de m a yo 17 de 2 0 0 0, el J u z g a do 2 de F a m i l ia de la c i u d ad de C a r t a g e na declaró d i s u e l ta la s o c i e d ad c o n y u g al ex ist ente e n t re José C a r r i l lo Olier (fallecido) y S h i r l ey Hernández C a b a r c a s. C on p o s t e r i o r i d a d, ese m i s mo j u z g a do en decisión de 1° de s e p t i e m b re de 2 0 0 3, liquidó t al sociedad, asignándole a la señora Hernández C a b a r c as el 5 0% de las a c c i o n es q ue su cónyuge tenía en la e m p r e sa I n v e r m a d e r as y M a d e r as Carrillo. C on el ñn de evadir el c u m p l i m i e n to de la adjudicación o r d e n a da p or el j u ez de f a m i l i a, los h e r m a n os JOSÉ, J E S Ú S,

B E A T R IZ y J O S E F I NA O L I ER C A R I L L O, en el m es de j u n io de 2 0 0 4, l e v a n t a r on un a c ta de reunión de j u n ta de socios en la q ue se hacía aparecer a S h i r l ey Hernández C a r b a r c as c e d i e n do las m e n t a d as acciones a su h i jo José L u is C a r r i l lo Hernández, a c ta q ue luego f ue p r o t o c o l i z a da a través de la e s c r i t u ra pública número 2 5 47 de 22 de s e p t i e m b re de 2 0 0 4, a n te el N o t a r io S e g u n do de C a r t a g e n a, y p o s t e r i o r m e n te i n s c r i ta en la Cámara de C o m e r c io de la c i u d a d. El m i s mo p r o c e d i m i e n to se h i zo frente a un a c ta q ue se h i zo aparecer c o mo s u s c r i ta p or S h i r l ey Hernández el 4 de m a yo de 2 0 0 2, elevándola a e s c r i t u ra pública número 2 5 4 6, el m i s mo 22 de s e p t i e m b re de 2 0 0 4. 2 Radicación No. 47583

JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROSI Ley 600 de 200^

Se logró establecer q ue lo c o n s i g n a do en l as actas de reunión de l os socios de la compañía no correspondía a la r e a l i d ad y q ue la firma e s t a m p a da en las e s c r i t u r as públicas no pertenecía a S h i r l ey Hernández.

ANTECEDENTES PROCESALES RELEVANTES

1. L os h e c h os n a r r a d os f u e r on objeto de d e n u n c ia p or p a r te de S h i r e ly Hernández, q u i en el 7 de d i c i e m b re de 2 0 04 l os p u so en c o n o c i m i e n to de la Fiscalía G e n e r al de la Nación de la c i u d ad de C a r t a g e n a.

2. L u e go de a d e l a n t a d as l as labores investigativas c o r r e s p o n d i e n t e s, el 20 de m a r zo de 2 0 1 0, el ente p e r s e c u t or acusó a J E S ÚS y J O SÉ C A R R I L LO O L I ER c o mo a u t o r es de falsedad m a t e r i al en d o c u m e n to público, falsedad en d o c u m e n to p r i v a do y u so de d o c u m e n to público falso (Arts. 2 8 7, 2 89 y 2 91 d el C P, respectivamente); y a J O S E F I NA y B E A T R IZ C A R R I L LO O L I ER c o mo a u t o r as de l os p u n i b l es de

estafa y falsedad m a t e r i al en d o c u m e n to público. De o t ra parte, precluyó la investigación a favor de C u s t o d io M a r i m om T o r r e s.

3. La a n t e r i or resolución f ue i m p u g n a da p or la d e f e n sa de l os a c u s a d o s, s ie ndo c o n f i r ma en su i n t e g r i d ad p or la Fiscalía T e r c e ra d e l e g a da a n te el T r i b u n al de C a r t a g e n a, m e d i a n te proveído de 22 de m a r zo de 2 0 1 2.

4. P a ra el desarrollo de la e t a pa de j u i c io el proceso fue r e p a r t i do al J u z g a do P r i m e ro P e n al d el C i r c u i to de

3 Radicación No. 47583 JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000/ C a r t a g e n a, q ue declaró la cesación de p r o c e d i m i e n to c on la c o n s e c u e n te extinción de la acción p e n al respecto d el p r o c e s a do J O SÉ C A R R I L LO O L I E R, p or h a b er s o b r e v e n i do su m u e r t e.

5. El fallo de p r i m e ra i n s t a n c ia fue proferido p or el

J u z g a do T e r c e ro P e n al del C i r c u i to de B a r r a n q u i l l a, q ue en decisión de 6 de d i c i e m b re de 2 0 1 3, decretó la cesación de p r o c e d i m i e n to frente al delito de estafa, d a do el d e s i s t i m i e n to p r e s e n t a do p or la víctima S h i r l ey Hernández y, de o t ra p a r t e, condenó a J E S ÚS C A R R I L LO O L I ER c o mo a u t or de los delitos de obtención de d o c u m e n to público falso y falsedad en d o c u m e n to p r i v a d o. Así m i s m o, condenó a J O S E F I NA y B E A T R IZ C A R R I L LO O L I ER c o mo a u t o r as del delito de obtención de d o c u m e n to público falso. El j u ez de p r i m e ra i n s t a n c ia no acogió la calificación c o n t e n i da en la acusación, p u e s to q ue consideró q ue el delito q ue se tipificaba e ra el de obtención de d o c u m e n to público falso en l u g ar de la falsedad m a t e r i al en d o c u m e n to público. Al m i s mo t i e m p o, estimó q ue no concurría el p u n i b le de u so de d o c u m e n to público falso, h a b i da c u e n ta q ue t al c o n d u c ta

se s u b s u me en el p u n i b le de obtención de d o c u m e n to público falso. 4 Radicación No. 47583

JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000

6. La s e n t e n c ia de p r i m er grado fue i m p u g n a da p or la defensa de los a c u s a d o s, s i endo c o n f i r m a da p or el T r i b u n al S u p e r i or de C a r t a g e na en fallo de 5 de agosto de 2 0 1 5.

7. C o n t ra la a n t e r i or determinación este m i s mo sujeto procesal i n t e r p u so d e m a n da de casación, h a b i e n do sido allegado el proceso a la C o r te el p a s a do 17 de febrero.

LA DEMANDA P or la vía de la casación discrecional y luego de citar v a r i as decisiones de la S a la en t o r no a este t e m a, señala q ue los fallos de p r i m e ra i n s t a n c ia f u e r on proferidos en trasgresión d el debido proceso, h a b i da c u e n ta q ue s us r e p r e s e n t a d os f u e r on c o n d e n a d os p or delitos diferentes p or los q ue se les acusó, s in q ue se a g o t a ra el trámite previsto en el artículo 4 04 de la Ley 6 00 de 2 0 0 0, de obligado

c u m p l i m i e n to c u a n do se h a ce n e c e s a r ia la variación de la calificación, rompiéndose de t al f o r ma la c o n g r u e n c ia q ue se debe predicar e n t re la acusación y la sentencia. Solicita q ue se i n v a l i de lo a c t u a do a p a r t ir del m o m e n to en el q ue finalizaron los alegatos c o n c l u s i v os en la a u d i e n c ia pública, p a ra lo c u al a c u de a la c a u s al s e g u n da p r e v i s ta en el artículo 2 07 del Código de P r o c e d i m i e n to P e n a l. Precisa q ue J E S ÚS C A R R I L LO O L I ER fue a c u s a do c o mo a u t or de los delitos de falsedad m a t e r i al en d o c u m e n to 5 Radicación No. 47583 JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000 / i público, falsedad en d o c u m e n to p r i v a do y u so de d o c u m e n to público falso; p or su p a r te J O S E F I NA y B E A T R IZ C A R R I L LO O L I ER lo f u e r on c o mo a u t o r as de los delitos de estafa y falsedad m a t e r i al en d o c u m e n to público. T al calificación, agrega, fue v a r i a da p or el fallador de

p r i m er grado, q u i en consideró q ue no se c o n f i g u r a ba el p u n i b le de falsedad en d o c u m e n to público, s i no el de obtención de d o c u m e n to público falso descrito en el artículo 2 88 del Código P e n a l, conclusión c on la q ue riñe al e s t i m ar q ue el análisis p r o b a t o r io desplegado p or el fallador p a ra acoger t al deducción, es del t o do equivocado. Añade q ue la solución d el caso, al a d v e r t i r se u na i n d e b i da calificación, e ra la de absolver p or la c o n d u c ta i n d e b i d a m e n te a t r i b u i da y no c a m b i a r la p or otra. Solicita q ue se case la s e n t e n c ia d el T r i b u n al de C a r t a g e na y, en c o n s e c u e n c i a, se e m i ta el fallo de r e e m p l a z o. CONSIDERACIONES DE LA CORTE C o mo se anunció al inicio de este proveído, la Corporación o f i c i o s a m e n te emitirá fallo de casación al a d v e r t ir q ue la acción p e n al respecto de los delitos p or los q ue se emitió c o n d e na prescribió en la fase de instrucción, p u es ha t r a n s c u r r i do el término previsto p or el legislador p a ra q ue se e x t i n ga la acción p e n al p or e s ta c a u s a.

6 Radicación No. 47583

JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000

En t al m e d i d a, r e s u l ta o p o r t u no m e n c i o n ar q ue la C o r te tiene d e c a n t a do el d e r r o t e ro a seguir, d e p e n d i e n do el m o m e n to en el c u al se verifique el fenómeno jurídico a n o t a d o, en p u n to del r e c u r so de casación, p u es al respecto ha sostenido: La prescripción desde la perspectiva de la casación, puede producirse: a) antes de la sentencia de segunda instancia; b) como consecuencia de alguna decisión adoptada en ella con repercusión en la punibilidad; o, c) con posterioridad a la misma, vale decir, entre el día de su proferimiento y el de su ejecutoria. Si en las dos primeras hipótesis se dicta el fallo, su ilegalidad es demandable a través del recurso de casación, porque el mismo no se podía dictar en consideración a la pérdida de la potestad punitiva del Estado originada en el transcurso del tiempo. Frente a la tercera hipótesis la situación es diferente. En tal evento la acción penal estaba vigente al momento de producirse el fallo y su legalidad en esa medida resulta indiscutible a través de la casación, porque la misma se encuentra instituida para juzgar la corrección de la sentencia y eso no incluye eventualidades posteriores, como la prescripción de la acción penal dentro del término de ejecutoria. Cuando así sucede, es deber del funcionario judicial

de segunda instancia o de la Corte si el fenómeno se produce en el trámite del recurso de casación, declarar extinguida la acción en el momento en el cual se cumpla el término prescriptivo, de oficio o a petición de parte. Pero si no se advierte la circunstancia y la sentencia alcanza la categoría de cosa juzgada, la única forma de remover sus efectos e invalidarla es 7 Radicación No. 47583 JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000 acudiendo a la segunda de las causales que hacen procedente la acción de revisión" h C on la m i s ma c l a r i d ad se ha i n d i c a do q ue en caso de q ue la prescripción o c u r ra a n t es de proferirse el fallo, es m e n e s t er q ue en sede e x t r a o r d i n a r ia se p r o f i e ra u na s e n t e n c ia de casación, d a do q ue el trámite posterior al c u m p l i m i e n to d el término prescriptivo es ilegal y c o m p o r ta u na vulneración del d e b i do proceso. Así lo ha r e s u e l to la Corte: «3.4. Cuando la prescripción de la acción penal ocurre durante la etapa de instrucción o en el periodo de la causa, pero de todas maneras antes de proferirse la sentencia de segunda instancia, la Sala tiene dicho que "recurrida ésta en casación y admitida la respectiva demanda por cumplir con los requisitos formales señalados en la ley (arts. 212 y 132 P.P., antes 225 y 226)

lo procedente es casarla oficiosamente, si, como en este caso, no fue objeto de específica acusación, pues resulta incuestionable que fue dictada respecto de una acción, que por el fenómeno prescriptivo aludido, ya no podía proseguirse. La presunción de legalidad que ampara los fallos de instancia, se quiebra ante la vulneración del debido proceso, dado que no pueden culminar las instancias mediante decisiones que jurídicamente no pueden proferirse y, como quiera que, por la calificación y admisión de la demanda se ha iniciado el debido proceso de la casación, éste debe culminar en sentencia que le ponga fin. "Situación distinta se presenta cuando la prescripción de la acción es sobreviniente a la sentencia del ad quem, caso en el cual, a la sentencia de segunda instancia no se le puede atribuir ilegalidad alguna, pues el Estado conservaba incólume su facultad punitiva para dictarla, por consiguiente, en dicha situación, lo indicado es acudir a la cesación de procedimiento^"». ^CSJ SP, 30 jun. 2004, rad. 18368. En igual sentido, providencias del 4 de mayo de 2006, 7 y 29 de julio y 9 de noviembre de 2009, radicaciones números 25422, 31585, 31980, 32643, respectivamente, entre otras. 2 «CORTE SUPREMA DE JUSTICIA, Sent. Cas. oct.24/2003, rad. 17.466, M. P., Dr. Hermán Galán Castellanos». 8 Radicación No. 47583

JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000/

También se ha precisado q ue en casos en l os q ue la prescripción o c u r ra en la fase de instrucción, pese a lo c u al se profiere fallo y t al y e r ro no se p r o p o ne en la d e m a m d a, no es m e n e s t er calificarla, p u es no tendría ningún s e n t i do h a c er d i c ho e s t u d io frente a u na s e n t e n c ia q ue de t o d as f o r m as es ilegal al h a b e r se e m i t i do s in q ue el E s t a do e s t u v i e ra l e g i t i m a do p a ra ello. En esos términos se ha p r o n u n c i a do la Sala:

1. Cuando la prescripción opera después de la sentencia de segunda instancia, se debe decretar directamente y cesar procedimiento con independencia del contenido de la demanda (se prescinde del juicio de admisibilidad), por haberse dictado el fallo en forma válida, en cuanto se hallaba vigente la facultad sancionadora del Estado.

2. Cuando la prescripción ocurre antes de la sentencia de segunda instancia, es necesario distinguir dos hipótesis: a) Si el error ha sido planteado en la demanda, se debe admitir el libelo y definir el cargo mediante fallo de casación, con prescindencia de los restantes ataques si han sido planteados. b) Si el r e c u r r e n te no formuló el r e p r o c h e, le c o r r e s p o n de a la C o r te a n a l i z ar la o c u r r e n c ia d el

fenómeno e x t i n t i v o, c a s ar de oficio p a ra a n u l ar el f a l lo y, c o mo c o n s e c u e n c ia de ello, i n a d m i t ir la d e m a n da p or a u s e n c ia de objeto, s in q ue resulte^ e n t o n c e s, procedente., p or i n n e c e s a r io u en v i r t ud d el p r i n c i p io de economía p r o c e s a l, a g o t ar el j u i c io de a d m i s i b i l i d ad de los c a r a os c o n t e n i d os en el libelo. Desde luego, añádase ahora, en caso de haberse admitido la demanda, no habrá lugar a emitir pronunciamiento sobre los cargos allí formulados. 9 Radicación No. 47é83 JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000 / . . pJ (Resaltado y s u b r a y a do f u e ra del t e x to original) A s i m i s m o, c o n v i e ne r e c o r d ar q ue de c o n f o r m i d ad c on la j u r i s p r u d e n c ia de la Corte, c on el propósito de realizar l os cómputos de prescripción de la acción p e n a l, se debe t e n er en c u e n ta la calificación de la c o n d u c ta p u n i b le c o n s i g n a da en la s e n t e n c i a. Al respecto se ha expresado^:

Ahora bien, tiene definido la jurisprudencia de la Sala, que la calificación asumida en la sentencia, aun no estando ejecutoriada, tiene calidad definitoria, para todos los efectos legales, incluida la prescripción: «La ley penal colombiana vincula, inexorablemente, casi todas sus instituciones al cuadro normativo previsto para los hechos que se regulan en ella. Sin embargo dicho cuadro normativo va adquiriendo su perfil definitivo a través del juicio de valor que sobre los hechos y sobre el derecho se lleva a cabo progresiva y provisionalmente a través del trámite y las etapas procesales. De allí se deriva, entonces, como lo ha sostenido la Corte, que las variaciones a la calificación jurídica de la conducta imputada, introducidas a través del proceso, deben considerarse para los cómputos propios de la prescripción y produciendo efectos que se han asimilado a los de la retroactitñdad. (Confrontar sentencias de marzo 24/81 y noviembre 16/93, por ejemplo). Esto no puede ser sino así, si se repara en que la acción penal que prescribe es la generada por el delito respectivo y que éste por su parte, adquiere su identificación plena y definitiva en el acto de sentencia. De este modo, mientras el sistema prescriptivo esté diseñado con referencia a la identificación jurídica del hecho punible, pues que allí se constata la duración de su 3 «C/r. Auto del 21 de agosto de 2013, radicación 40587». 4 CSJ SP, 5 Nov. 2013, rad. 40034. 5 CSJ AP, 28 abr. 2004, rad. 22058. En igual sentido, providencias del 21 de enero y 27

de octubre de 2008, 20 de mayo de 2009 y 29 de septiembre de 2010, radicaciones números 22660, 30641, 31171 y 34613, respectivamente, entre otras. 10 Radicación No. 47583 JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000 pena y por ende el término de prescripción, tendrán que admitirse las repercusiones que sobre el fenómeno extintivo de la acción tenga la calificación definitiva, sea que se afecten con ello fases superadas del proceso o que, como acá, se influya la sentencia misma impidiendo su ejecutoria. No se trata de plantear acá la conveniencia o inconveniencia de que un sistema como el indicado produzca en las calificaciones jurídicas que se formulan durante el trámite, actos jurídicos inestables o inseguros, sino de que mientras el sistema de prescripción se sostenga sobre este modelo y estas regulaciones de derecho positivo, es inevitable que el fenómeno prescriptivo esté sujeto al vaivén de la calificación definitiva hecha en la sentencia y que ella produzca efectos sustanciales y procesales sobre todas las consecuencias jurídicas derivables de la misma. Si no fílese así el asunto, prevalecería en el proceso lo formal sobre lo sustancial, sobre la justicia material, e incluso podrían llegarse a patrocinar formas de deslealtad procesal. Piénsese si no, en que por otra vía hermenéutica como la sostenida por la Corte hasta abril de 1977, el sujeto de la función acusadora podría impedir la

prescripción de un delito deduciendo agravantes inexistentes en la resolución de acusación en desmedro del derecho del imputado a su declaratoria, puesto que se daría carácter de inmutable a lo que no lo tiene por naturaleza, es decir al acto calificatorio, cuya misión al interior del proceso es netamente funcional pues no tiene por objeto decidir la litis sino el ámbito dentro del cual se desenvolverán la acusación y la defensa»^. De a c u e r do c on lo d i s p u e s to en el artículo 83 de la Ley 5 99 de 2 0 0 0, d u r a n te la e t a pa de instrucción la acción p e n al prescribe en un t i e m po i g u al al máximo de la p e na establecida en la ley p a ra el delito endilgado, s in q ue d i c ho ^ «Corte Suprema de Justicia, Sala de Casación Penal, sentencia del 5 de marzo de 1996, radicación No. 8336». 11 Radicación No. 47583 JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000 término p u e da en ningún caso s er i n f e r i or a 5 años ni s u p e r i or a 20 años. A su vez, c o n f o r me lo e s t i p u la el artículo 86 ibídem, en la fase del j u z g a m i e n to t al lapso se c u e n ta n u e v a m e n te a p a r t ir de la e j e c u t o r ia de la resolución a c u s a t o r ia p or un

t i e m po i g u al a la m i t ad del máximo de la p e na fijada p or el legislador p a ra el delito i m p u t a d o, s in q ue p u e da ser m e n or a 5 años ni s u p e r i or a 10 años. P a ra el caso q ue a h o ra o c u pa la atención de la Sala, debe tenerse en c u e n ta q ue los p r o c e s a d os f u e r on c o n d e n a d os bajo las n o r m as de la Ley 5 99 de 2 0 0 0, s in t e n er en c u e n ta el a u m e n to generalizado de p e n as del artículo 14 de la Ley 8 90 de 2 0 0 4, h a b i da c u e n ta q ue los h e c h os si b i en se c o m e t i e r on en el año 2 0 0 4, lo f u e r on en un d i s t r i to j u d i c i al en el q ue p a ra ese m o m e n to no había e n t r a do a regir la Ley 9 06 de 2 0 0 4. Así las cosas, se tiene q ue la sanción p r e v i s ta p a ra el delito de obtención de d o c u m e n to público falso descrito en el a r t i c u lo 2 88 del Código P e n a l, es de 3 a 6 años de prisión, p or m a n e ra q ue el término de prescripción de la acción p e n al en la fase i n s t r u c t i va es de 6 años p or s er el máximo de la

infracción c o n t e m p l a da p a ra este tipo p e n a l. T al c o m p o r t a m i e n to es de ejecución instantánea y se cometió en el m o m e n to en el q ue se s u s c r i b i e r on l as e s c r i t u r as públicas 2 5 46 y 2 5 4 7, es decir, el 22 de s e p t i e m b re 12 Radicación No. 47583 JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000/ de 2 0 0 4. C o n t a n do 6 años a p a r t ir de e s ta fecha, se observa q ue los m i s m os se c u m p l i e r on el 22 de s e p t i e m b re de 2 0 1 0, a n t es de q ue c o b r a ra ejecutoria la resolución a c u s a t o r i a, p u e s to q ue el r e c u r so de apelación q ue se i n t e r p u so c o n t ra la acusación de la Fiscalía de p r i m er grado, fue r e s u e l to el 22 de m a r zo de 2 0 1 2. De lo a n t e r i or se advierte c l a r a m e n te q ue la acción p e n al frente al delito de obtención de d o c u m e n to público falso se e n c u e n t ra prescrita, lo c u al aconteció i n c l u so a n t es de la

e j e c u t o r ia del pliego a c u s a t o r i o, p or lo q ue no e ra posible, c on p o s t e r i o r i d ad al 22 de s e p t i e m b re de 2 0 1 0, c o n t i n u ar el ejercicio de la acción p e n a l, de d o n de el trámite posterior e m e r ge ilegal. La m i s ma situación se p r e s e n ta en t o r no al delito de falsedad en d o c u m e n to privado, previsto en el artículo 2 89 del Código P e n a l, c u ya sanción es la de 1 a 6 años de prisión, en t a n to la acción p e n al p a ra este c o m p o r t a m i e n to también prescribió a n t es de q ue a d q u i r i e ra firmeza la acusación. Lo a n t e r i or t e n i e n do en c u e n ta q ue la acción falsaria recayó s o b re d os actas de a s a m b l ea de socios q ue f u e r on e l a b o r a d as a n t es del 22 de s e p t i e m b re de 2 0 0 4, fecha en la q ue f u e r on protocolizadas a n te n o t a r io público. P or t a n t o, en razón de h a b e r se verificado la presencia del fenómeno jurídico a n o t a do a n t es de e m i t i r se sentencia. 13 Radicación No. 47563

JESÚS CARRILL~O OLIER :Y OT ROS

se i m p o ne casar de oficio el fallo i m p u g n a d o, d e c l a r a n do la n u l i d ad de lo a c t u a do por vulneración del debido proceso a partir del 29 de m a r zo de 2 0 1 0, fecha en la q ue sobrevino la prescripción de la acción p e n al y, por t a n t o, se declarará su extinción, así m i s mo se ordenará cesar t o do p r o c e d i m i e n to a favor J E S ÚS C A R R I L LO O L I E R, J O S E F I NA C A R R I L LO O L I ER y B E A T R IZ C A R R I L LO O L I E R. De i g u al f o r ma habrá l u g ar a decretar la prescripción de la acción civil, al h a b e r se ejercido la m i s ma al i n t e r i or del p r o c e so p e n a l. De o t ra p a r t e, el j u ez de p r i m e ra i n s t a n c ia procederá a la cancelación de los c o m p r o m i s os y r e q u e r i m i e n t os a d q u i r i d os p or los p r o c e s a d os p or razón de la s e n t e n c ia c o n d e n a t o r i a. F i n a l m e n t e, c o mo la S a la o b s e r va q ue el trámite en la Fiscalía G e n e r al de la Nación se prolongó p or casi o c ho años,

lo q ue c o n d u jo a q ue la acción p e n al p r e s c r i b i e ra p or el p a so del t i e m po s in q ue el proceso f u e ra i m p u l s a d o, se d i s p o ne la expedición de copias a n te el C o n s e jo Seccional de la J u d i c a t u ra de Bolívar, c on el propósito de q ue se investigue la e v e n t u al dilación i n j u s t i f i c a da del trámite, así c o mo s us posibles r e s p o n s a b l e s. En mérito de lo e x p u e s t o, la C o r te S u p r e ma de J u s t i c i a, S a la de Casación P e n a l, a d m i n i s t r a n do j u s t i c ia en n o m b re de la República de C o l o m b ia y p or a u t o r i d ad de la Ley, 14 Radicación No. 47583

JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 2000

RESUELVE:

1. CASAR DE OFICIO la s e n t e n c ia de 5 de agosto de 2 0 15 p r o f e r i da p or el T r i b u n al S u p e r i or de C a r t a g e n a. En c o n s e c u e n c i a,

2. DECLARAR prescritas en la instrucción, l as a c c i o n es p e n al y civil derivadas de las c o n d u c t as p u n i b l es

descritas en los artículos 2 88 y 2 89 del Código P e n a l, por las q ue f u e r on c o n d e n a d os en p r i m e ra y s e g u n da i n s t a n c ia J E S ÚS C A R R I L LO O L I E R, J O S E F I NA C A R R I L LO O L I ER y B E A T R IZ C A R R I L LO O L I E R.

3. ORDENAR, en consecuencia, la cesación de p r o c e d i m i e n to en favor de los procesados.

4. INADMITIR, p or c a r e n c ia de objeto, la d e m a n da de casación p r e s e n t a da p or el defensor de los procesados.

5. DISPONER q ue p or el j u z g a do de p r i m e ra i n s t a n c ia se r e a l i c en las a n o t a c i o n es y cancelaciones p e r t i n e n t e s.

6. ORDENAR q ue p or la Secretaría de la S a la se e x p i d an las copias c on la finalidad y el d e s t i no i n d i c a d o.

C o n t ra l as decisiones aquí a d o p t a d as no procede ningún r e c u r s o. 15 Radicación No. 47583 JESÚS CARRILLO OLIER Y OTROS Ley 600 de 200o/ Notifíquese, cúmplase y devuélvase al T r i b u n al de origen.

NUBIA YOLANDA NOVA GARCÍA

Secretaria

16 Casación Número 47583. Jesús Carrillo Olier y otros.

SALVAMENTO PARCIAL DE VOTO

SP2904-2016

RADICACIÓN 47583

C on el debido respeto me p e r m i to manifestar que comparto la decisión de la Sala de declarar prescrita la acción penal en este a s u n to seguido c o n t ra JESÚS CARRILLO OLIER y otros, p or l os delitos de obtención de d o c u m e n to público falso y falsedad en d o c u m e n to privado, pero no la de decretar también la prescripción de la acción civil. Los m o t i v os de mi disentimiento se e n c u e n t r an consignados en el salvamento parcial de voto realizado frente a la decisión adoptada por la Sala en a u to de 14 de abril de 2 0 1 0, donde tomó determinaciones similares, en los siguientes términos, "... q ue mi discrepancia es frente a la oportunidad en q ue se hace la declaración de prescripción civil y por quien la hace, y no en cuanto se relaciona c on la cesación de procedimiento penal p or el delito de omisión d el agente retenedor o recaudador, pues, en verdad, a partir de la ejecutoria de la resolución de acusación hasta la fecha de este pronunciamiento, ha transcurrido de manera ininterrumpida un término superior a cinco años, suficiente para q ue el Estado perdiera toda oficiosidad para continuar ejerciendo la acción penal, ya que tal determinación no amerita reparo alguno de mi parte. Tal y como lo expuse en el curso de los debates orales en el seno de la Sala, no puedo prohijar la providencia en comento s in

Casación Número 47583. Jesús Carrillo Olier y otros. referirme a la decisión de declarar prescrita la acción civil, pues si bien ella corresponde a u na interpretación literal de la n o r ma que la establece (Art. 98 del C. Penal), su aplicación inmotivada no se compadece con el deber de establecer primero la razón de ser de la disposición, su conformidad con la Carta Política, o al menos con el principio rector de aplicación prevalente relativo al restablecimiento del derecho, según el cual los funcionarios judiciales deberán adoptar las medidas necesarias para que cesen l os efectos creados por la comisión de la conducta punible, las cosas vuelvan al estado anterior, y se indemnicen los perjuicios, pues es claro que el delito -como fuente de obligaciones-, n i, p or supuesto, s us efectos materiales, económicos y sociales, desaparecen p or haber operado el fenómeno de la prescripción de la acción penal. No se tuvo en cuenta, que la disposición aplicada al caso sin consideración al sistema a q ue pertenece, se ofrece excesivamente gravosa para los intereses particulares de los perjudicados con el delito, que ven frustradas sus expectativas y resultan sancionados a consecuencia de la inactividad d el Estado. Esto, si se considera que en el evento presente la parte civil ejerció la acción en oportunidad y acudió a u no de l os mecanismos previstos por el ordenamiento jurídico para lograr el restablecimiento de su derecho. C on la decisión mayoritariamente adoptada, no sólo se exonera, sin más, de toda responsabilidad civil a la persona que ha sido acusada, sino que deja a la afectada sin instrumentos para

perseguirla, l an sólo p or haber optado p or pretender la indemnización dentro del proceso penal, y no por la vía civil 2 f Casación Número 47583. Jesús Carrillo Olier y otros. donde la prescripción de la acción opera en términos m u c ho más amplios, se interrumpe c on la notificación d el auto admisorio de la demanda y no hay lugar a declararla como consecuencia de la simple y llana inactividad del órgano judicial. Y si bien no desconozco que el Tribunal Constitucional mediante Sentencia C-570 de 2003 declaró exequible el Artículo 98 de la Ley 599 de 2000, bajo el supuesto de que

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